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Review: God of War


God of War não é a franquia mais nova dos games que chega para os consoles. O Guerreiro Espartano que surgiu para os jogadores em 2005 teve uma bela recepção. Vemos seu passado com o Deus da Guerra, sua batalha com Zeus e outros Deuses e sua tomada por Esparta.

Nós lutamos, choramos e até sofremos com um pouco de falta de história que foi sendo desenvolvida nos games que vieram em seguida, mas o novo Kratos chegou para mostrar que podemos deixar o passado para trás e tentar mudar de vida.

O Guerreiro se torna pai novamente

Sabemos bem que Kratos tinha uma filha e esposa, e que acaba matando ambos após o surgimento de suas novas armas de adagas e correntes nos braços - que por acaso foram uma das coisas que levaram Kratos ir atrás de vingança.

Mas sentíamos nos outros games que faltava algo para o personagem, uma personalidade e tom a mais para ele, que desse um sentimento maior na trama. O espartano mudou isso após ir para Midgard, em busca de uma nova vida, onde conheceu Faye - sua esposa - e tiveram Atreus - seu filho guerreiro das neves.

Jogamos a maior parte do tempo com Kratos, mas temos a experiência também com Atreus, podendo ser tanto pai quanto o filho. A câmera imersiva ajuda muito para que entendemos a relação dos personagens, já que ambos começam a ter mais proximidade ainda após a morte de Faye. Sem a tela de loadings e as cenas em sequencia, não perdemos nada dos diálogos e as cenas que vem sempre em seguida de uma cutscene - já que a tela de game e cutscene são tão idênticas por conta dos gráficos, que muitas vezes nem sabemos diferenciar.

Acompanhamos um pouco mais os sentimentos que Kratos, tanto pelo seu tempo atual, quando seu passado perturbador, onde vemos que o personagem teve uma grande evolução e apresenta agora mais complexidade e interesse para a pessoa que comando ele pelo controle. Ele sabe que cometeu muitos erros em seu passado, e é com isso que pretendo educar Atreus, para que não siga esses passos de vingança que levaram seu pai para um caminho escuro e cheio de dor.


Jogabilidade fora de Esparta

A jogabilidade do game está bem mudada dos games anteriores. Temos uma câmera um pouco mais próxima nos momentos de luta, onde sentimos ela mais real e pesada quando usamos o machado ou damos um soco nos vilões que se aproximam. Sentimos a proximidade idêntica de quando jogamos GTA V ou The Last of Us, de uma forma mais real e menos genérica.

A barra de vida e especiais continua bem semelhante, mas ocorreram mais mudanças gráficas, pelo fato de não ser o mesmo de antes, ambientação e época diferente. Temos a nossa arvore de habilidades, onde vamos liberando poderes diferentes para Kratos, deixando-o mais forte. E Atreus se torna uma boa distração, agarrando os inimigos para seu pai ou usando seu arco e flecha durante os combates. E o que não pode faltar é a possibilidade de equipar ambos com armaduras e talismãs que são encontrados.

Os gráficos não temos nem palavras para descrever como estão MUITO mais bonitos que os anteriores. A evolução obtida para o novo game teve cuidado do cabelo ao movimento da roupa dos personagens, deixando de uma forma mais fluida e leve.


Não podemos entregar tudo sobre God of War, já que podemos estragar a experiência para aqueles que ainda pretendem jogar um dos games mais esperados do ano. Mas podemos afirmar uma coisa: Kratos está de volta e melhor do que nunca.

Com seu filho como parceiro e a luta para esquecer seu passado e superar tudo o que já ocorreu em seu passado, o ex- espartano agora precisa não só se salvar dos monstros que estão por vir, mas também proteger e ensinar seu progenitor a não ser aquilo que ele já foi um dia, mas agora em um mundo um pouco mais gelado.

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