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Crítica | Do Jeito que Elas Querem (sem spoiler)


Do Jeito que Elas Querem estreou dia 14 de junho nos cinemas e traz um quarteto de protagonistas poderoso, formado por Diane Keaton (Diane), Jane Fonda (Vivian), Candice Bergen (Sharon) e Mary Steenburgen (Carol).

Na trama, conhecemos quatro mulheres que se encontram semanalmente para seu Clube do Livro e discutem as singularidades de seu cotidiano. Bem sucedidas, cheias de opinião, e rodeadas de inúmeras taças de vinho, a história que poderia seguir para um caminho mais convencional muda bruscamente de trajeto ao debater vida sexual, solidão, independência e o amor por mulheres maduras. Sim, isso mesmo, mulheres mais velhas falando abertamente sobre sexo, algo raro de ser retratado em qualquer tipo de veículo.

Algo que pode ser considerado tão simples traz um frescor e envolve o público a cada relato contado por esse grupo de amigas. Por inúmeras vezes pensei que estava assistindo a um filme de Nançy Meyers e me senti parte desta troca de inseguranças — até porque idade não é sinônimo de certezas — e conselhos. 
créditos: Paris Filmes
A direção de Bill Holderman ajuda nesta imersão ao saber distribuir durante toda a projeção o arco de cada protagonista sem que esta se torne confusa ou cansativa. Sabendo atribuir o tempo de tela a cada personagem e seu desenvolvimento o público é abraçado por essa sensação good vibes que o filme traz. 

Não estamos imunes aos clichês do gênero, porém o roteiro escrito por Erin Simms e Holderman é competente ao explanar tais situações com muito bom humor, mas sem deixar de aprofundar anseios e dilemas das protagonistas. O talento e carisma do quarteto em tela é o chamariz. Elas que conquistam e convencem o público de que esta narrativa merece atenção. São personagens reais tratando de temas altamente correlacionáveis. 

Sendo assim, é através da singela sugestão de Vivian em que Cinquenta Tons de Cinza seja a próxima leitura do clube que toda a trama se desdobra em jornada de redescobertas. 

Mostrando que chegar à terceira idade não é algo triste, Do Jeito que Elas Querem ensina que envelhecer não é sinônimo do fim, mas sim o início de incríveis experiências.




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