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Crítica | Gnomeu e Julieta - O Mistério do Jardim


Continuação do longa de 2011, Gnomeu e Julieta: O Mistério do Jardim, novamente mergulha na literatura para criar a base de sua trama. Trazendo um personagem bastante conhecido do público - Sherlock Holmes, ops, quero dizer, Sherlock Gnomes (Johnny Depp) - a animação consegue cativar o público infantil e, em alguns momentos, o adulto.

Situado em Londres, vemos a chegada dos gnomos ao seu novo lar. Com a mudança dos adultos para a cidade grande um novo jardim precisa ser criado, sendo Julieta (Emily Blunt) e Gnomeu (James McAvoy) responsáveis em transformar o espaço abandonado em um verdadeiro lar. Claro que com tamanha obrigação, pressões surgem, o que acaba criando tensões no relacionamento dos protagonistas.

Mais como já diz ditado: "Não há nada tão ruim que não possa piorar", no meio de tanto afazeres o casal ainda tem que lidar com o sumiço de toda a sua família, sendo o único capaz de solucionar tal mistério Sherlock Gnomes e seu assistente Dr. Watson (Chiwetel Ejiofor).
créditos: Paramount Pictures
A animação dirigida por John Stevenson consegue até prender o espectador ao unir não somente referências ao universo criado por Sir Conan Doyle como da cultura pop em geral. No entanto, é no fim do seu segundo ato que a produção começa apresentar problemas. 

Além de tentar solucionar rapidamente sua trama - trazendo conclusões previsíveis e abaixo das expectativas do público -, o filme lida com um excesso de personagens o que acaba criando aparições vazias e que não contribuem para a história central. Tal fator prejudica o ritmo do filme contribuindo para um final maçante.

Apesar de possuir uma trilha sonora encantadora - Elton John que volta a participa na criação desta - e boas referências, Gnomeu e Julieta: O Mistério do Jardim se perde ao querer criar um final grandioso.



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