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Crítica | Sexy Por Acidente


Nos dias atuais, os padrões impostos pela sociedade são mais influenciadores do que nunca. Ou seja, o seu jeito de viver; a forma jeito de se vestir; o que se consome; sua aparência, entre outros fatores, é usada para julgar quem você é. Essa é a proposta de Sexy por Acidente, retratar que não se deve deixar ser influenciável pelo que a sociedade quer e julga como perfeito, e sim, ter a autoconfiança de mostrar o seu "verdadeiro eu", fazendo com que a sociedade aceite e se adaptar a quem você é.

O longa acompanha Renee Barret (interpretada pela comediante, Amy Schumer), uma mulher normal, fora dos padrões que são vistos como perfeitos para a sociedade, por isso, ela vive sem confiança e com baixa autoestima.
Certo dia, durante uma sessão de spinning, Renee acaba sofrendo um acidente, batendo a cabeça e acaba desmaiando, ao acordar, se olhar no espelho e ela se vê como uma mulher totalmente diferente, criando nela, uma confiança que nunca teve antes.

No seu desenrolar, o filme aborda bem o drama vivido por pessoas que não se encaixam aos padrões definidos pela sociedade. A diferença de uma pessoa com a autoestima baixa ou alta é explicita na comparação com a Renee de antes e depois do acidente — são pessoas totalmente diferentes, pensamentos diferentes em um mesmo corpo, sendo que ela só acreditou que seria capaz de fazer algumas coisas, ao bater a cabeça e se ver diferente do que era antes.

Mesmo retratando um assunto sério de maneira divertida no longa, os estreantes diretores Abby Kohn e Marc Silverstein conseguem equilibrar os momentos cômicos e sérios que surgem no seu desenrolar, mas o seu roteiro (escrito pelos próprios diretores, que também escreveram os roteiros de "Como Ser Solteira" de 2016 e "Nunca fui beijada" de 1999), não escapa dos clichês, sendo possível bancar o "Sherlock Holmes" e solucionar como vai ser o desenrolar da trama.

Outro fato que incomoda, além dos clichês, é o último ato, que além de se encaminhar ao previsível, é muito rápido e, em certas partes, se torna meio confuso.

As atuações de Amy Schumer e companhia são boas, mas as cenas de Schumer com Adrian Martinez, que interpreta Mason, colega de trabalho de Renee, são excelentes, realmente cômicas. Roubam a cena quando interagem juntos, infelizmente, o personagem de Martinez não tem tanto tempo de tela.

Mesmo com uma interessante crítica por trás, o filme é previsível, clichê e seu terceiro ato é rápido e confuso, porém, consegue entregar o essencial de um filme de comédia, que é a diversão.







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