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Crítica | Sol da Meia-Noite (sem spoiler)


Não é de hoje que vemos produções voltadas para o público adolescente que colocam seus protagonistas em risco de vida devido a um problema de saúde. Sendo o tema utilizado como base de inúmeras tramas para dialogar sobre esse período em que todos nós se sentimos de certo modo invencíveis. 

Em uma época em que estamos em busca de novas experiências e do nosso próprio Eu interior, lidar com tal situação é algo difícil de se compreender principalmente quando tão jovem. Vimos tais jornadas serem abordadas em inúmeros filmes ao longo dos anos e em Sol da Meia-Noite essa história se repete. 

Baseado no mangá - que também já ganhou uma adaptação no cinema japonês - Taiyo no uta de Kenji Bandou, a produção é estrelada por Bella Thorne (Katie) e Patrick Schwarzenegger (Charlie) - dois nomes em ascensão da young hollywood - e conta a história de Katie, uma menina de 17 anos que passa a maior parte de sua vida trancada dentro de casa por conta de uma doença rara chamada XP (xeroderma pigmentosum) que a impede entrar em contato com a luz do sol. Diante disso, a personagem usufrui o seu tempo compondo músicas ou na companhia de sua única amiga, Morgan (Quinn Sherpard), ou de seu pai Jack (Rob Riggle).

Imaginando as oportunidades que o mundo pode lhe oferecer é através da janela de seu quarto que ela vê pela primeira vez Charlie, um menino que ganha sua atenção com o passar dos anos. Apesar de só observa-ló e nunca ter entrado em contato com este, o caminho dos dois acaba se cruzando e mudando suas, respectiva, vidas.

créditos: Diamond Films
Como disse anteriormente, o roteiro de Erick Kirsten não traz nada de novo e se utiliza de clichês já conhecidos, no entanto preciso reconhecer a maneira madura com que os personagens lidam com a situação. Sim, o longa poderia se tornar facilmente um dramalhão mexicano - e apesar de possuir uma grande dose dramática -  seu tom nunca é exagerado.

Outra a surpresa foi Bella Thorne. Particularmente não sou fã da atriz e acho sua atuação bem limitada, porém no filme consegui me sentir cativada por sua Katie. Ainda há algumas expressões "engessadas" por parte da atriz, mas na maior parte da projeção esta consegue entregar em tela todas as emoções vividas pela personagem. Já o mesmo não posso dizer de Patrick Schwarzenegger, o ator se encontra perdido em cena e não consegue fazer com que o espectador torça pela jornada de Charlie. 

A verdade é que o grande destaque da produção fica a cargo de Rob Riggle, que sabe dosar muito bem entre a carga dramática e humorística do pai da protagonista. Aliás, sempre que este entra em cena acaba chamando mais atenção que o resto do elenco.

créditos: Diamond Films
Outro ponto que senti falta foi uma trilha sonora. Katie vive acompanhada de seu violão e grande parte de seu cotidiano é envolto pela música, mas não há um toque marcante, deixando esta passar despercebida.

No fim, mesmo trazendo uma história já conhecida e com muitos clichês, o filme consegue cativar o público amante do gênero e fazer com estes derramem algumas lágrimas durante a sessão. 




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