Swift

Resenha | Warcross #1


Warcross, aqui está um livro que não me chamou atenção logo de cara, quando vi a capa, mas quando li a sinopse e vi o nome da autora, ah... já era, foi compra certeira e fila furada na meta de leitura. Não dava pra evitar. Já falei por aqui o quanto amo a Marie Lu e ainda mais em um tema sci-fi nesse estilo gamer que eu adoro — foi aquele headshot com bônus.

Quando o livro chegou, eu pausei a leitura do anterior e furei a fila lindamente, porque eu não conseguia parar de pensar em Warcross. Agora, coloquem os óculos de realidade virtual, apertem os cintos da estação de controle e me acompanhem por esse mundo. 

Warcross nos traz uma garota como protagonista da história — Emika Chen — e um mundo futurista, onde um jogo chamado Warcross virou o estilo de vida e entretenimento do planeta inteiro.

Acontece que vida difícil, desigualdades e as injustiças ainda são males presentes nesse futuro, e Emika é uma das muitas pessoas que lutam para sobreviver no meio disso. Caçando recompensas e burlando sistemas, nossa protagonista vai conseguindo o dinheiro que precisa para se manter, até que um dia ela invade uma partida oficial de Warcross — de transmissão mundial — e acaba sendo vista por nada menos do que o mundo inteiro. A partir daí sua história muda completamente.


Hideo Tanaka, criador do game e maior bilionário do mundo, convida Emika para trabalhar para ele e encontrar um possível hacker que está tentando burlar o sistema de Warcross. Emika prontamente começa a trabalhar para Hideo, enquanto experimenta a melhor vida possível.
Acontece, que até mesmo no mundo virtual as ameaças são iminentes e o vilão da história não está no modo easy do game — pega essa referência!

Marie Lu me conquistou com sua aclamada trilogia Legend, e quem já leu vai encontrar muito da tecnologia daquele universo também em Warcross. Algumas cenas são muito parecidas, principalmente quando se fala da realidade virtual de Tóquio. Outra referência que pode ser um easter egg para quem não conhece a relação da autora com a Carol Munhóz e o Raphael Draccon, é que aqui em Warcross uma jogadora brasileira levou o nome da Carol em homenagem! É referência espalhada pra todo lado, até mesmo sobre "De Volta Para O Futuro" e vários títulos de games, mas eu vou deixar para vocês descobrirem.

Uma coisa que me conquistou bastante em Warcross, foi a promessa do ambiente de tecnologia, por Emika ser uma hacker — eu adoro garotas hackers, ganham fácil meu coração. Mas por outro lado isso foi um ponto negativo em alguns momentos. Essa minha paixão não é em vão, eu sou analista de sistemas, então essa é minha área, o que me fez perceber alguns "furos" nas ações da protagonista, como o quê ela utiliza para criar e rodar os scripts mágicos dela? Ou então como ela fez um hardware para substituir o painel de um robô, sem no mínimo um ferro de solda? Miga, me ensina também!
É claro que esses pontos "negativos" vão passar despercebidos por quem não trabalha diretamente com a coisa, mas também não chega a ser algo tão grave para quem o identifique, como eu.

Se por um lado temos alguns pontos que podem ser considerados "negativos", os pontos positivos sobrescrevem qualquer classe dessas — pega essa referência de programação! —, principalmente com o ritmo de construção dos mistérios e a maneira de desvendá-los, que são conquistadores e de tirar o fôlego. Eu sinceramente duvido que alguém consiga pausar a leitura, Warcross é daqueles pra se ler de uma vez só!

Plot twist, enigmas, muita tecnologia, crimes e perigos, muita ação, games, corrida contra o tempo e um cenário totalmente sci-fi, manejado pela maestria de Marie Lu — é garantia de sucesso!
Quem já leu, ou assistiu a, "Jogador N1", vai perceber a similaridade da ideia, mas mesmo assim uma obra não desmerece a outra, os objetivos são distintos.

Mas eu não poderia deixar de falar sobre o meu maior sofrimento... porque só na última página do livro eu fui descobrir que esse é apenas o primeiro volume! Sim, eu fiquei destruído quando percebi que a história acaba no meio da rua, literalmente, e a continuação só será lançada em setembro. Eu já chorei com a Rocco, já fiz drama até com a Marie Lu, pelo Twitter (me segue lá — @MiguelFelipi)... Mas o jeito vai ser esperar até setembro mesmo, enquanto isso eu fico jogado aqui no chão, com o mínimo de life, torcendo para sobreviver depois dessa partida level hard, que esgotou toda a minha barra de mana — pega mais essas referências de bônus.

Sério, leiam, porque olha, vocês vão entender esse brilho dos meus olhos, essas lágrimas escorrendo e esse coração quentinho.

Título: Warcross (Warcross #1)
AutorMarie Lu
EditoraRocco

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