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Crítica | O Protetor 2 (sem spoiler)


Denzel Washington é um nome que agrega sinônimo de qualidade às produções que está ligado. Como fã do ator, poder vê-lo em filmes de ação é algo positivo, Dia de Treinamento, Chamas da Vingança são algumas provas de como o ator passeia no gênero.

Com esta expectativa que fui assistir O Protetor (2014), produção com bastante ação e violência que fez parte de uma leva de filmes que foram lançados após o sucesso de John Wick, tanto de bilheteria como de público. Possuindo uma história interessante e um protagonista com excepcionais habilidades, o público compra a história deste vigilante que quer fazer justiça com as próprias mãos. 


créditos: Sony Pictures
Contudo, a história de Robert McCall (Denzel) não chegou ao fim, já que uma continuação chega dia 16 de agosto aos cinemas. Mas será que vale a pena? O que posso dizer é que O Protetor 2 mantém todos os elementos positivos do primeiro filme. Você verá muita ação, brutalidade e um McCall engenhoso e porradeiro. 

Dirigido novamente por Antoine Fuqua, o filme tenta abrir mais o universo e explorar seus personagens - grande parte do elenco do primeiro longa volta - o que é algo interessante de se ver, porém é nessa tarefa que a narrativa da produção sofre. Não sabendo muito qual caminho escolher o filme se perde. 

Em um primeiro momento vemos McCall vivendo sua vida e exercendo sua função de justiceiro em missões aleatórias, dando a entender que iremos ver o cotidiano do personagem e das pessoas que este ajuda, enquanto paralelamente é desenvolvido toda a solidão vivida por este dado ao fato de possuir um certo nível de isolamento social, o que contrasta com suas atitudes de vigilante noturno.

No entanto, da metade do segundo ato o filme muda totalmente sua proposta e sente a necessidade de inserir uma trama mais complexa para capturar a atenção do público. Aqui já vemos o passado do personagem como ex-agente secreto voltar à tona e se desenrolar em um final previsível, dado ao fato nenhum dos pontos não serem muito bem trabalhados, mas apenas jogados a trama.

créditos: Sony Pictures
Nesta confusão, o objetivo central que seria o desenvolvimento de personagens acaba meio que esquecido e certos atores acabam sendo desperdiçados como, por exemplo, Bill Pullman (Brian Plummer) que acaba sendo deixado de lado. O mesmo ocorre com personagem de  Pedro Pascal que possui uma virada em sua narrativa, mas simplesmente não convence.

Mesmo Fuqua sabendo trabalhar a tensão/ação, Denzel estando excelente e tendo um bom elenco secundário - destaque para Ashton Sander que protagoniza a melhor cena do filme -  O Protetor 2 meio que se perde no seu emaranhado narrativo não trazendo um final satisfatório a jornada de McCall.




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