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Crítica | Os Jovens Titãs em Ação! Nos Cinemas


No cinema e nas HQs é sempre um deleite para os fãs compararem quais filmes são melhores. Se no cinema a DC possui opiniões mistas a cerca de seu universo cinematográfico, nas animações ela acerta em cheio. Essa soberania fica ainda mais evidente no longa Os Jovens Titãs em Ação! Nos Cinemas. 

Nas séries animadas a DC sabe trabalhar os personagens e dá ao público o que ele quer ver. O desenho dos Jovens Titãs não é tão novo assim, desde 2003 há uma animação da equipe, que é bastante conhecida. No longa, Os Jovens Titãs em Ação! Nos Cinemas a narrativa é inspirada no desenho do canal pago Cartoon Network. 

Se o propósito da animação é fazer as pessoas rirem a produção acerta em cheio, pois faz autocrítica, zoeiras com o próprio universo e o dos super-heróis em geral, piadas dignas dos Animaniacs (que por sinal são citados no filme). 

As sacadas são ótimas e tiram o riso espontâneo do público, algo difícil de acontecer em animações com tanta freqüência e, consequentemente, estes se tornam os melhores momentos do filme. Contudo, é preciso ter atenção, pois em certas passagens o roteiro pesa a mão no excesso de piadas o que acaba se tornando algo repetitivo e forçado.
créditos: Warner Bros. Brasil
Uma produção cativante precisa de personagens interessantes. Robin (Manolo Rey) é o elemento principal do grupo, mas não o mais importante. Ravena (Mariana Torres), Estelar (Luiza Palomanes), Mutano (Charles Emmanuel) e Ciborgue (Eduardo Borgherti) se juntam ao resto da trupe que tem como missão encontrar um vilão importante para que Robin consiga um arqui-inimigo e assim fique conhecido a ponto de ter um filme para chamar de seu.

O protagonismo é de Robin e não é por menos. personagem é simpático (e em alguns momentos bobo demais), como também, o mais conhecido do grupo. O problema é que este não tem força para conduzir o filme sozinho e são nessas situações que há uma queda na qualidade da narrativa. Quando o grupo volta a se unir tudo melhora e volta aos eixos. 

É uma pena que os personagens secundários (que são o restante do grupo) não tenham o mesmo destaque que Robin recebeu. Ravena e Estelar são ótimas e mereciam sim mais cenas que não fossem apenas batalhando ou correndo atrás de um inimigo. 
créditos: Warner Bros. Brasil
Slade (Ricardo Schnetzer)  é um bom vilão, porém será mais lembrado pela fala dos Jovens Titãs que propriamente de suas habilidades ou carisma. O grupo de heróis solta sempre uma frase icônica e malévola, um "Slaaade" bastante engraçado que dá mais destaque a um vilão não tão interessante.

Outro ponto que deve ser mencionado é a ótima dublagem brasileira feita para a produção. Além ter trazido os intérpretes do desenho animado o que dá mais fidedignidade ao material, a dublagem está impecável e as piadas foram belamente adaptadas. Há sempre aqueles que gostam de criticar filmes dublados, mas não tem desculpa, Jovens Titãs merece sim ser visto dublado.

O roteiro lembra um episódio da animação do Cartoon Network. Mantiveram os traços, o jeito dos personagens em agir e até mesmo o jeito bobo de conversarem, algo que funciona na série e no filme, já que é um longa voltado para o público infantil e dialogar com eles de um jeito irreverente é algo que dá certo. 

Os Jovens Titãs em Ação! Nos Cinemas é um filme divertido apesar de alguns tropeços narrativos. Não apenas pelo fato de fazer piadas ao assumir sua mea culpa de que erra mesmo em seu universo cinematográfico, mas por ter boas sacadas, que indicam o potencial que a DC pode mostrar em suas animações. 

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