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Crítica | Hotel Artemis


Los Angeles, ano de 2028, as ruas da cidade se encontram um verdadeiro caos diante do embate entre população e Estado, por conta da escassez de água. No meio do conflito se encontra o Hotel Artemis, local que recebe clientes de índole um tanto quanto duvidosa.

Com uma seletiva clientela, o hotel funciona como um hospital clandestino, que cuida de seus sócios de modo que estes não sejam pegos por seus inimigos ou pela polícia. Sendo um território neutro e prezando pela confidencialidade, cada um dos hóspedes assume o codinome do quarto em que se encontram hospedados, enquanto Enfermeira (Jodie Foster) e seu fiel escudeiro Everest (David Bautista) cuidam de suas maiores necessidades para que, consequentemente, sigam seus respectivos caminhos. Contudo, diante de um emaranhado de más escolhas, as rígidas regras são quebradas, mudando o curso do Hotel Artemis e das pessoas que se encontram nele. 

Com uma base narrativa interessante, o filme atrai inicialmente a curiosidade do espectador diante dos mistérios que o hotel reserva, assim como, de seus hóspedes. No entanto, o roteiro e direção de Drew Pierce deixam a desejar, quebrando a magia existente ao redor desse. 


filme possui uma bela fotografia e uma interessante direção de arte, que conseguem valorizar o enredo da produção, mas Pierce simplesmente não aproveita a base narrativa que tem em mãos e muito menos o elenco à sua disposição, seguindo por uma linha previsível e se embaralhando ao conectar os diversos arcos de seus personagens.

Diante disso, o filme acaba sofrendo um claro problema de ritmo e de desenvolvimento. Personagens como Morgan (Jenny Slates) e The Wolf King (Jeff Goldblum) que poderiam enriquecer a história são sub-aproveitados quando aparecem em cena, para depois serem descartados pela trama.

Outro fator, que é uma clara consequência da falta de desenvolvimento, é fazer com que os personagens se encaixem em esteriótipos clássicos, sem aproveitar o potencial de seu background. Acapulco (Charlie Day) é a clara representação desta deficiência, um personagem que deveria ter um tom mais engraçado/debochado torna-se extremamente irritante e você conta os minutos para que ele saia da tela.

Ademais, Hotel Artemis tenta entreter, mas simplesmente se rende a uma história abaixo do que poderia contar, fazendo com que a produção se renda a inúmeras cenas de ação para tapar a falta de atrativos em sua história.




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