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Crítica | O Predador


O Predador, novo filme do alienígena mais perigoso do universo, estreia hoje, dia 13 de setembro, nos cinemas. Dirigido por Shane Black - que inclusive participou do original de 1987 - a produção traz um verdadeiro caos para a tela do cinema.

É importante mencionar que a produção não se leva a sério. O Predador presta uma homenagem ao mundo do aterrorizante caçador, mas do seu jeito. Ele sabe ser saudosista, mas sem dar o senso de que estamos assistindo um remake contemporâneo. A produção se encaixa dentro da linha temporal dos outros dois filmes, dando uma continuidade a história.

Sim, estamos na Terra, e o embate entre um seleto grupo de humanos e a criatura irá ocorrer. Trazendo essa caçada para os bairros residenciais e instalações militares, agora esses predadores estão mais letais e inteligentes do que antes, tendo se aperfeiçoado com o DNA de outras espécies. 

créditos: 20th Century Fox
O roteiro de Shane Black não explica muita coisa, dando apenas informações básicas para seu espectador. Possuindo uma história simples, com furos e conveniências narrativas, a produção se apoia na ação desenfreada e no seu elenco para entreter. 

Como disse anteriormente Black traz uma narrativa verdadeiramente caótica, mas o elenco compra a ideia idealizada pelo roteiro, conseguindo trazer personagens que ganham a simpatia do público. Esse grupo de verdadeiros lunáticos - responsáveis agora em evitar o extermínio da raça humana - é formado por um grupo de ex-soldados liderado por Quinn McKenna (Boyd  Holbrook), uma bióloga - e porradeira profissional -  chamada Casey (Olivia Munn) e o pequeno/ adorável gênio Rory McKenna (Jacob Tremblay). 

A sintonia do grupo e a dinâmica construída ao redor deste é um acerto. Eles não são apenas joguetes que podem perder suas vidas durante a batalha, mas se demonstram humanos e falhos. Por óbvio, que estes podiam ter sido desenvolvidos, principalmente a personagem de Olivia Munn e de Sterling K. Brown - mais uma vez sub-aproveitado - que vive um agente do governo/vilão bem canastrão. 

créditos: 20th Century Fox
A trama em si traz pontos interessantes como o fato do esquadrão sofrer vários níveis de stress pós-traumático ou vícios; como o governo lida com os traumas de seus ex-militares; ou o próprio questionamento entre o predador/militarismo norte-americano e se esses dois pólos são realmente diferentes um do outro ou apenas lados que buscam o mesmo objetivo: aprimorar-se e conquistar o oponente. Bons pontos mas que diante de uma trama superficial se demonstram muito rasos.

No fim, O Predador é um filme de ação com bastante dose de humor e ironia, uma vibe nostálgica dos anos 80 com direito a muito sangue e cabeças rolando na tela quando o antagonista entra em cena. Apesar de inúmeras falhas narrativas, a produção consegue entreter o público.



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