Swift

Motivos para assistir The Gifted


Como uma grande fã de X-Men eu senti muito a necessidade de vir comentar um pouco sobre The Gifted, a série mutante da Fox, que eu tenho certeza que eu não sou a única que olhou a divulgação com olhos revirados já prevendo um possível desastre.

Motivos para desastres a gente tem de monte, não é mesmo? Porque para começar, o primeiro episódio já tem dedos do Bryan Singer (diretor da maioria dos filmes da franquia e responsável pela maior parte do caos). E para continuar, os filmes não são lá o que todo fã espera (exceção de Logan); o elenco pode ser maravilhoso, mas o que fizeram com a história... Dói, né? Acho que assim como eu, outros fãs de X-Men também sentem que ainda não tivemos uma representação nas telonas que nos fizessem sair do cinema com o coração acelerado e talvez com os olhos bem “umedecidos”. Pois bem, The Gifted não é o que a gente fantasia, mas só digo que É MUITO BOM! 

Para me preparar para o impacto, eu esperei a primeira temporada terminar para que eu pudesse assisti-la completa, sem interrupções. Foi um episódio atrás do outro e eu estou com dificuldades de expressar o quão feliz e aliviada eu fiquei por não ser outro desastre. 



No início é tudo estranho. Personagens estranhos, história que você ainda não pegou o fio da ninhada. Sei que nessa altura do campeonato é meio impossível de não ter criado "paranoias" para não assistir, então não adianta falar para ir sem expectativas. Mas de mutante para mutante, eu falo com a consciência limpa de que você não vai se decepcionar.

A série não tem aquele glamour de produções de super heróis. É o dia-a-dia de mutantes tentando sobreviver e ter seu espaço em um mundo caótico, mas estão sempre sendo atacados pela sociedade e principalmente pelo governo – é simplesmente o que as histórias dos X-Men quer nos passar. O interessante é que aqui, temos o ponto de vista de alguns humanos que eram contra os mutantes e no desenrolar percebem a dificuldade que o Gene X têm de fazer parte da sociedade e isso os leva a fazer diferentes escolhas, algumas boas e outras nem tanto.

Só que também não estamos nos referindo a uma adaptação. É uma série que foi criada em cima das histórias. Então sim, temos muitas referências e se você observar bem a fundo, vai perceber depois de um episódio após o outro, que nos vemos diante de um pré “dias de um futuro esquecido”, misturado com uma pitadinha de indiretas de pós “Dinastia M”, só que visto por outro ângulo. Sem Wolverine, sem Xavier... 



Os X-Men estão desaparecidos e isso já é um ponto muito bom, porque já tira o foco de ficar sempre nos mesmos personagens deixando que outros entrem em cena e conquistem nosso amor. Em The Gifted temos Eclipse, Blink (que por enquanto é só Clarice) e Thunderbird (nem entro em detalhes para não constranger ninguém, mas oh, tá um pecado!).

Para aquecer nossos corações, temos Polaris, uma representação maravilhosa da atriz Emma Dumont que abraçou a personagem com vontade! Bônus: ela ainda não sabe que Magneto é o seu pai, só que nos últimos episódios da primeira temporada ela já tem essa indireta. Tudo indica que na segunda temporada Polaris irá buscar saber mais sobre seu verdadeiro pai; como consequência a personagem ficará dividida entre seguir com a Resistência Mutante ou herdar a posição de Magneto. É transtorno bipolar que vocês querem? Temos! Polaris é a nossa Polaris – e como uma das minhas mutantes preferidas, isso é um alivio. 



Outro motivo que vale ressaltar, é a representação notável da verdadeira raça dos mutantes. Um dos exemplos: o Thunderbird (Pássaro Trovejante se preferirem, o irmão do Apache), que é um índio crescido numa reserva na América do Norte. Na série, ele comenta sobre sua origem e diferente do filme (X-Men: Dias de um Futuro Esquecido) que ele aparece e morre logo no início; e nas HQs também, que ele deve ter sido morto – pelo menos – umas três vezes, em The Gifted ele é um dos personagens principais e o líder da Resistência. 

E por falar em representatividade, aqui temos um imenso respeito por personagens femininas. As mutantes Polaris, Blink e Dreamer tem personalidades fortes, são obstinadas e motivadas por diferentes situações. Também temos Caitlin Strucker, que nos prova que não é preciso ter superpoderes para ser um membro valioso na equipe. 

Agora é com vocês! A segunda temporada está chegando e estreia nos Estados Unidos dia 25 de setembro e no Brasil no dia 26, pelo canal Fox. Para quem já acompanha: não perca! E para quem ainda está em cima do muro: dá uma chance!

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