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Review | Little Nightmares


A Tarsier Studios, o estúdio sueco responsável por Little Big Planet 3 e Tearaway, chegou em 2017 com seu mais novo sucesso e mostrando que quer manter seu estilo 2D de toda forma — e que está dando certo. Little Nightmares nos coloca em um mundo de pesadelos, onde tudo pode ser muito perigoso.

Podemos sentir um certo receio em primeira instância, quando iniciamos o game. Começamos em um pesadelo, onde vemos uma Gueixa, que usa uma máscara de teatro kabuki, nos acordando em um ambiente metálico e escuro.
Caminharemos no game com a jovem Six, que está sozinha em um lugar chamado The Maw, um barco bizarro onde iremos a cada passo descobrir coisas muito sombrias.

Não temos nenhuma explicação clara do que está ocorrendo, apenas de que precisamos sempre seguir em frente para passar por uma porta ou uma espécie de puzzle para conseguir escapar daquele ambiente frio e sombrio que é The Maw. E não fique assustado pela forma como ele começa, já que cada vez que avançamos ele fica cada vez pior e mais bizarro.


Algo errado não está certo...
Somos guiados muitas vezes pelos "The Nomes", que são pequenos gnomos com uma cabeça de cogumelo, que podem nos ajudar, indicando se estamos no caminho certo ou até mesmo nos oferecendo o conforto de um belo abraço — não sabemos muito bem o motivo, mas só seguimos em frente. Talvez seja pelo choque emocional pelo qual passamos em cada ambiente do navio, seja um corpo enforcado ou um bicho estranho querendo te devorar.

Mesmo que o game tenha saído em 2017, muitas teorias ainda são feitas sobre a história de Six — em que a Gueixa possa ser ela em algum pesadelo, ou que tudo é um pesadelo e que ela precisa enfrentar seus medos e angústias da vida. Mesmo tendo uma teoria diferente das que existem por aí, prefiro deixar a minha de lado para não influenciar muito na imaginação dos outros jogadores, deixando totalmente aberto para sua própria interpretação.


Run, Six, Run!
Em alguns momentos podemos ter lembranças até mesmo de filmes do Studio Ghibli, e a maior delas para Little Nightmares é A Viagem de Chihiro, onde todas as criaturas são estranhas e pelo fato de você ser o único "humano" — até onde imaginamos, já que não conseguimos enxergar o rosto de Six. As criaturas sempre querem te devorar ou apenas matar da forma mais bizarra e dolorosa possível.

Uma dessas criaturas é o "Slender" presente no começo do game, um monstro cego com braços largos e que está sempre atento aos sons feitos no ambiente. Em seguida temos os irmãos cozinheiros, que ainda tento entender o que são, já que usam máscaras de porcos e apenas imaginamos sua real forma. Sempre seguida dos clientes do navio, que são criaturas mórbidas que comem sem parar, é necessário muito cuidado para não virar o jantar de algum deles no meio do caminho.

Por último enfrentamos a Gueixa, que pelo que entendemos tem um certo pavor de seu reflexo — onde mais uma vez pode ser aberto para teorias sobre sua história — e chegamos ao final, em um confronto bizarro e reviravolta não esperada na história de Six, que deixou todos muito confusos após as 3 horas de gameplay que o jogo nos apresenta.

Mesmo sendo um jogo curto, Little Nightmares é um game que vale a pena, não apenas por seu conteúdo bizarro e assustador — que provavelmente vai encantar muitos jogadores —, mas também por conter uma história diferente e aberta, onde nós podemos imaginar o que tudo aquilo significa, prolongando ainda mais nossa história com a pequena Six.

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