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Review | Punho de Ferro: 2ª Temporada



Sexta-feira passada estreou a segunda temporada de Punho de Ferro na Netflix e a pergunta que vocês devem estar se fazendo é: será que a série melhorou? A resposta é sim e bastante. Começando pela própria duração da temporada, que caiu para dez episódios, e essas quantidade foi mais do que suficiente!

Os produtores pegaram aquele produto inacabado que foi a primeira temporada, apararam as arestas e deram um “banho de loja”, melhorando roteiro e principalmente as coreografias das lutas.

Usaram das críticas que o Finn Jones recebeu na primeira temporada de Punho de Ferro e Defensores de que não sabia lutar e foi treinar bem mais, conforme ele fala em entrevista para ao EW:

”Na maioria das lutas dessa temporada, os atores foram responsáveis pela coreografia. Os dublês foram utilizados poucas vezes. Foi incrível. Trabalhar com Clayton (Barber, diretor de lutas) e sua equipe foi excelente. Os fãs ficarão muito contentes. As cenas são realmente superiores.”


A narrativa dessa temporada é continuação daquele final que vimos anteriormente em Punho de Ferro (1ª temporada) e em Defensores, que temos o misto do desaparecimento do Matt Murdock e o Punho de Ferro tendo que combater o crime em New York, mas também com Joy e Davos se reunindo para conseguirem atingir Danny Rand. Mas aqui vejo um acerto e um problema — enquanto a motivação do Davos é factível e bem explorada durante os episódios, a da Joy é muito vazia e não faz a gente “comprar” as ações dela.

Enquanto Danny tenta proteger a cidade após pedido de Matt (no final de Defensores), ele tem que aprender a lidar com o ‘Punho de Ferro’ sem ter ninguém para guia-lo, uma vez que K'un-Lun fora destruída.


Você vê a maturidade do roteiro quando todos os personagens, inclusive a Joy — que não gostei mesmo —, passam por mudanças com o decorrer da temporada. Evoluem de acordo com as escolhas que fazem e se tornam mais do que bem ou mal. Você vê acertos e falhas no caráter deles, como qualquer ser humano tem.

A trilha sonora não é tão marcante quanto a de Luke Cage, mas você vê um indício de tentativa deles em transmitir um tom asiático aqui. Dava para ser mais imponente, porém eu curti mesmo assim.

Há adição de personagens nessa temporada, alguns são pontuais e vão adicionar elementos para evolução pessoal de determinado personagem, já outros serão elementos chave para o desenrolar da história como um todo. Não vou adentrar muito para não dar spoiler, mas grude o olho na Alice Eve.

Aquele final deu um gostinho de “quero mais 10 episódios agora!”. E façam uma série de 'As filhas do Dragão', porque a dupla Misty Knight e Colleen Wing manda muito bem.


Muitos nem vão dar uma chance à série, outros vão assistir só para falar mal. Agora quem assistiu de ‘coração aberto’ vai ver que a série evoluiu bastante, traçou um caminho promissor e abre, juntamente com a segunda temporada de Luke Cage, oportunidades para as demais séries do universo copiarem e, quem sabe, termos uma segunda temporada de Defensores.

Colocando na balança, todos deveriam dar uma chance à segunda temporada de Punho de Ferro porque não vemos só melhorias em relação à primeira temporada, temos também uma ótima segunda temporada. Personagens mais densos, história boa, excelentes lutas e vilões mais reais e desafiadores.

Curti uma frase que a Colleen solta: “O acaso sempre parece destino visto depois”.



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