Swift

Crítica | Venom (sem spoilers)


Venom era mais um dos filmes no topo da minha lista de estreias para 2018 e finalmente esse dia chegou! Dessa vez eu consegui segurar bastante a ansiedade e não criei muitas expectativas para o filme e agora vamos saber o resultado.

Começando pelo roteiro, eu vou definir com uma palavra: fraco! E explico o motivo... esse é um dos riscos ao se fazer um filme solo de um personagem, principalmente de um vilão, sem ter o super-herói por ali para dar sentido às coisas. O Venom precisa do Homem-Aranha para costurar a narrativa... logo, adaptaram muito — ou seja, mudaram bastante a história de origem — algumas coisas para existir um antagonista, já que o Venom apresentado é aquele meio anti-herói do Eddie Brock.

Falando no Eddie, ele está um tanto parecido com as HQs. Um jornalista vivendo por aí, só que agora ele é quase um YouTuber e fala de empresas atuais do nosso mundo, como Facebook e Google. Quando o Venom encontra com o Brock é aquela paixão à primeira vista como nos quadrinhos, onde um se identifica com o outro e passam a ser, juntos, o Venom. Como sempre, o Eddie controlando o klyntar para que ele não saia devorando todos os cérebros que vê pela frente e, como sempre também, o Venom reclamando disso. Pouquíssimas cabeças rolam no filme, e nem essas mostram sangue. Acredito que se o filme tivesse uma censura para idades mais avançadas, seria melhor nisso também.



O humor deles faz a maior parte do filme, tornando a experiência divertida, porém eu prefiro muito mais o humor sarcástico dos dois, que vemos nas HQs, que fazem o Venom mais sombrio e psicótico.

O elenco se resume em três pessoas: uma espécie de Mary Jane para o Eddie Brock, que ficou brega, um antagonista sem sal e o Tom Hardy que leva o filme inteiro nas costas. Se tirassem os demais personagens, não faria muita falta.

Os efeitos especiais estão terríveis em algumas cenas, dá vontade de chorar por vergonha alheia. Já as partes feitas em CGI estão até que boas, mas nada comparado com as grandes produções de ultimamente do MCU. O expectador certamente perceberá que se parece bastante com um típico filme de continuação do mesmo universo da primeira trilogia do Homem-Aranha, com o Tobey Maguire.



O filme acaba pecando também por não entregar muito conteúdo sobre o personagem, como alguém tão grande e tão importante como o Venom merece. O pouco que é apresentado sobre o Simbionte é bem raso e decepciona bastante após tanto tempo de espera por essa produção, que poderia ter ficado muito melhor.

Mas, no final das contas, o filme vale a pena? Eu ainda acredito que o saldo seja positivo. Vale a pena principalmente por ter o Venom nas telonas, vale a pena pela construção do personagem com o Eddie Brock e vale a pena porque o Tom Hardy consegue levar o filme até o final. E se você gosta de filmes divertidos, vale a pena porque apelaram um tanto para o humor.

Venom tem duas cenas pós-créditos e a primeira promete uma continuação meio sem sentido e que eu achei muita promessa para pouca capacidade. A segunda é um curta, com uma animação que também promete continuar em algum outro filme, talvez no Homem-Aranha.



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