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Resenha | Dentes de Dragão


Hey, tripulação! Fazia um tempinho que eu não escrevia uma resenha por aqui, certo?! Bom, hoje voltei com uma de um livro muito interessante e bem diferente de tudo o que já li. Mas cuidado, se decidirem me acompanhar, saibam que vamos escavar o passado e seus perigos!

Michael Crichton é aclamado por seu épico Jurassic Park e agora volta à paleontologia que tem muito mais do que ficção científica, porque o cara decide agitar um pouco o passado! Em Dentes de Dragão, seremos transportados de volta ao século XIX e, sim, estaremos no Velho Oeste americano.

William Johnson é o nosso protagonista, com seus dezoito anos, e estuda na Universidade de Yale. William é um bom aluno, mas é daqueles adolescentes indiferentes ao mundo em redor e que tem um arqui-inimigo — Harold Marlin.
Johnson e Marlin vivem se alfinetando e competindo por tudo, até que fazem uma aposta, onde nosso protagonista acaba por fingir que é um fotógrafo e embarca juntamente com o um professor em uma expedição paleontóloga pelo Oeste, em busca de fósseis de dinossauros.

Carregando seus equipamentos, Willian acaba por descobrir que sua aposta rendeu resultados bem piores do que ele esperava e que a expedição está longe de ser algo legal. Seu professor, Marsh, possui uma imensa rivalidade com outro paleontólogo — Edward Cope — e está sempre extrapolando os limites de desconfiança de todos os envolvidos em sua jornada, até que decide que nosso protagonista é um espião que trabalha para seu rival.

Diante dessa conclusão, o professor Marsh simplesmente abandona William para que ele morra, porém o destino faz com que ele se encontre com ninguém menos do que Edward Cope, que o convida para entrar em sua equipe, também em uma expedição ao Oeste. Pronto, agora em uma nova equipe e descobrindo o outro lado da moeda, a jornada de William ganha novos rumos, com aventuras de tirar o fôlego.

Para quem não está acostumado a com esse ambiente do século XIX, talvez o livro pareça um tanto destoante no início, mas fica a dica: é só lembrar do mundo naqueles tempos de Velho Oeste e tudo vai parecer bem mais fácil de se imaginar! Dá até para “enxergar” tudo em tons de sépia, hahaha.
Por outro lado, quem está acostumado com a história daquela época, vai vibrar com as referências espalhadas pela leitura. Não vou mencionar nomes, mas aparece muita gente conhecida por essas páginas — só mais uma dica: repare bem com quem William conversa no trem!

Um outro ponto que me chamou bastante a atenção é o modo da narrativa, onde o narrador conta tudo a partir dos relatos do diário do protagonista, fica muito bem estruturado e o leitor consegue ter aquela sensação de que a história está contando uma outra história.

Acredito que os personagens poderiam ter sido mais construídos, porque eles meio que ficam rasos, no meio de toda a aventura e todas as reviravoltas da história. Se eles fossem um tanto mais profundos, certamente trariam mais ênfase aos descobrimentos e aos fatos históricos abordados.

Dentes de Dragão entrega tudo o que promete: aventuras cheias de perigos, ficção científica, ciência, diversão e uma ótima leitura — que facilmente ganha o leitor. É um livro daqueles que a gente gosta de recomendar para os amigos!
Ah, e vale lembrar que a história será transformada em minissérie pela Amblin Television e a Sony Pictures!

Título: Dentes de Dragão
AutorMichael Crichton
EditoraArqueiro

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