Swift

Crítica | Parque do Inferno


Quem viveu os anos 90 sabe muito bem como fomos bombardeados por uma quantidade absurda de filmes slasher, que querendo ou não, marcaram nossa infância e adolescência. Bebendo dessa fonte, Parque do Inferno - estreia dia 22 de novembro - celebra os filmes do gênero, mas será que reviver essa nostalgia é bom?

Como disse anteriormente, a trama é extremamente parecida com o que já assistimos em Pânico, Eu Sei O Que Vocês Fizeram No Verão Passado, Halloween e tantos outros. Estamos diante de um grupo de jovens bonitos, com os hormônios a flor da pele e um tanto quanto estúpidos que decidem comemorar o dia dos mortos no Hell Fest, uma festa que ocorre anualmente dentro de um parque de diversões. Algo comum se não fosse pelo fato de um dos visitantes ser um assassino que usa a data como uma catarse para liberar seus desejos mais cruéis.

Com o seu antagonista rapidamente estabelecido, assim como os interesses amorosos, a trama não perde tempo em iniciar a matança em tela, se utilizando de inúmeros recursos para provocar angustia no espectador. O que por sinal não ocorre. Com a exceção de um único momento, o filme em si não consegue construir a sensação de urgência que quer passar. A medida que a caçada avança e o número de corpos aumenta, o interesse com relação a história vai sendo perdido.

créditos: Paris Filmes
O único fator que realmente instiga algum interesse é do assassino mascarado, já que o elenco principal passa batido. Ao longo da projeção, a trama se esforça em esconder  qualquer informação sobre seu antagonistas, dando um pequeno vislumbre apenas em seu final, o que instiga o espectador, como também, deixa a possibilidade para uma possível continuação em aberto.

No fim, Parque do Inferno é um filme que possui um claro problema de ritmo e  não sabe construir a tensão, nunca chegando a catarse que promete. Usar o sentimento de nostalgia é uma ótima sacada, mas ele não pode ser a única fonte para sustentar a produção.




LEIA TAMBÉM