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Review | Red Dead Redemption 2 é o jogo do ano?


Red Dead Redemption foi um grande sucesso com seu lançamento em 2010. Tendo um estilo GTA faroeste, que apenas a Rockstar poderia trazer, podíamos montar em cavalos, viver com a cabeça a prêmio e realizar missões. Agora depois de oito anos finalmente chegou o tão esperado Red Dead Redemption 2, que prometia um design real e cuidados de personagem no maior estilo The Sims.

Em seu novo ano, comandamos Arthur, que junto de sua família - ou gangue se acharem melhor - fogem de Blackwater após um grande erro ocorrer em um roubo. Com suas cabeças à prêmio, conhecemos através do enredo de Arthur inúmeros personagens atrelados a sua narrativa como, por exemplo, nosso querido amigo e líder da gangue, Dutch, cujo o maior desejo é conseguir muito dinheiro para fugir para qualquer lugar fora dos Estados Unido, dada as devidas circunstâncias. E em meio há está complexa história, nós somos jogados ao maravilhoso mundo de Red Dead Redemption 2. 

Uma história nível Clint Eastwood

A história do game poderia ser praticamente um filme de Clint Eastwood. É impossível ficar sem ter o que fazer durante a campanha, já que o game apresenta não só as missões primárias, como temos as secundárias e ainda pequenas quests para serem realizadas no meio do caminho quando estamos cavalgando até o nosso destino. 

Durante nossas cavalgadas sempre temos a chance de encontrar uma moça que acabou perdendo seu cavalo e precisa de ajuda, alguém machucado após uma caçada ou até mesmo pessoas sendo perseguidas por matilhas de lobos. Tudo é possível de ser visto em RDR2, até mesmo um grupo da klu klux klan. Contudo, sempre devemos ter cuidado ao parar, já que muitas vezes outros grupos de pessoas criam emboscadas para te assaltar, onde podemos nos render e entregar a grana ou simplesmente atirar neles e meter o pé do lugar, já que pessoas podem presenciar o ocorrido e te denunciar, mesmo que não seja sua culpa.

Algo interessante de se fazer também é ao cavalgar abrir o mapa, muitas áreas de casas e cavernas podem ser exploradas, algumas até mesmo sendo ativas só a noite, trazendo mistérios bizarros que estávamos acostumados a ver muito em GTA - principalmente em San Andreas. Por isso digo, leve o tempo que precisar para terminar RDR2, pois existe MUITA coisa para ser feita e que vale a pena, principalmente pelas conquistas.

Gráficos de tirar o fôlego!

Em muitos anúncios e trailer de gameplays já estávamos cientes de que os gráficos do novo RDR2 seriam mágicos, mas quando ligamos nosso console e iniciamos a campanha, temos certeza que isso é muito maior. Em momentos de cutscene ficamos até em dúvida se estamos presenciando um game ou um filme, pelo realismo feito pela Rockstar - tudo aquilo já esperado pela desenvolvedora, que como a Naughty Dog, está sempre a frente de seu tempo se tratando da realidade gráfica do mundo gamer.

O realismo do cavalo foi o que mais chamou a atenção de todos os jogadores, onde podemos ver os músculos da parte traseira dele se movimentando, chega a ser absurdo de incrível e bonito ao mesmo tempo - mesmo que um pouco estranho. A barba e cabelo de Arthur podem crescer, então temos a opção de cortar ou simplesmente deixar ficar grande e fabulosa. Nossas roupas ficam sujas, molhadas e ainda temos roupas específicas para o frio e o calor - sim, o personagem pode sentir calor ao usar um casaco mais pesado - esse é o realismo que eu queria em um game.

E mais uma coisa que não poderia faltar é o cenário. Os animais, árvores, montanhas, água, neve, lama, TUDO é lindo! Não encontramos defeitos se tratando da ambientação do jogo, onde podemos apreciar a paisagem local. As marcas deixadas no chão quando pisamos na lama ou os rastros deixados na neve é o que mais chama a atenção no início da campanha, onde já sentimos que será o game perfeito.

O #GOTY do ano?

Mesmo sendo lindo e perfeito, o jogo tem contado com coisas que podem irritar um pouco aqueles que estão acostumados com a rapidez dos carros de GTA. Eu não senti isso particularmente, mas muitos reclamaram do tempo perdido fazendo as viagens de cavalo, dando mais tempo de campanha. Podemos liberar o mapa de viagem rápida ao evoluir nosso acampamento, mas ainda sim alguns são estão muito insatisfeitos com isso.

Mais algo que acaba interferindo são alguns  raros bugs do jogo, principalmente em questão dos personagens. No meu caso ocorreram algumas vezes em cima do cavalo, onde ele perdia o controle de forma sem sentido ou simplesmente caia dele na hora de descer. É algo que não se pode esquecer de comentar, mas que sabemos que será corrigido em atualizações futuras do game.

Red Dead Redemption 2 pode ter esses pequenos defeitos, mas não tira o favoritismo de  jogo do ano. Com gráficos inovadores, história que nos deixa envolvido e personagens muito carismáticos, conseguimos sentir tudo aquilo que precisamos em um campanha. Os gamers e fãs da Rockstar podem comemorar e passar o tempo que for jogando o modo single player, que quando chegar o modo online, dai sim que ninguém vai querer largar o controle. 

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