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Crítica | Aquaman


Hey, tripulação! Hoje eu venho falar sobre “Aquaman”, um dos filmes mais esperados de 2018 e que chega aos cinemas ainda nesta semana — dia 13 de dezembro. A convite da Warner Bros. Pictures, assistimos ao filme hoje e agora eu conto um pouquinho da experiência para vocês.

Me lembro de quando descobri que Jason Momoa havia sido escalado para interpretar o Aquaman nos cinemas, foi um dia de grande revolta para mim, uma vez que o ator fugia muito do Arthur Curry que eu amava das HQs. De lá pra cá, eu vim nutrindo uma aversão muito grande pelo filme, eu me recusava a aceitar a escolha do papel principal.

Entrei na cabine já preparado para criticar todas as falhas que Jason Momoa, mas não foi bem isso que aconteceu. O filme começa nos mostrando um pouquinho do passado e o início da história de Arthur, para então saltar para os dias atuais e nos entregar o personagem já adulto e precisando confrontar seu destino.

O filme fala o necessário e age muito mais do que conversa, conquistando inteiramente a atenção do expectador. Utilizando a base da jornada do herói, temos um roteiro que passa pela consciência de Arthur sobre os problemas, sobre seu chamado a ser o grande Rei dos Mares, sua relutância em recusar a responsabilidade, os desafios necessários para moldar e provar suas capacidades e por fim seu triunfo.


Mas... e a minha crítica negativa sobre o Jason? Foi afogada pelos mares, porque o cara desempenha um papel excepcional e não tenho do que reclamar sobre sua atuação e sobre sua entrega ao personagem. Ficou, sim, um Aquaman diferente dos quadrinhos e um tanto diferente do que eu e muitos fãs queriam ver nas telonas, mas certamente o filme nos entrega um Aquaman digno de todo o seu poder e suas características que diferem bastante dos demais super-heróis.

O filme foca muito mais em cenas submersas do que com o povo da superfície, o que não deixa a desejar em nenhuma das questões terrestres que a trama aborda — de fato a guerra é muito mais subaquática neste primeiro momento de uma possível franquia do personagem nas telonas.
E por falar nos cenários subaquáticos, meus amigos, que show de efeitos especiais excelentes! As luzes, o tratamento do som coerente com a submersão foram muito bem trabalhados e dá gosto de ver aquilo tudo junto. É quase um sci-fi em ambiente e cenário.

O filme aproveita para afetar o lado geek dos fãs e coloca algumas referências bastante cativantes. Outras coisas eu não sei se foram propositais, como o estilo Power Ranger das batalhas terrestres de Mera e Arthur. Em alguns momentos eu esperei ouvir a Mighty Force tocar ao fundo, hahaha.
E por falar em batalhas terrestres, sim, aqui teremos vilões em ambos os planos e lados da vida do nosso subestimado personagem, mas sem deixar a desejar com um vilão menos prestigioso que o outro. Ambos foram bem construídos e aproveitados dentro de seus núcleos ideais. 


O filme não tem tanto daquela aura sombria que costuma cercar as histórias da DC Comics, mas acredito que foi ideal pela personalidade do personagem. Por fim, temos nas telonas um pouco de todo o poder do Aquaman, que tanto é subestimado, mostrando o grande personagem que ele é. Certamente um dos melhores filmes da DC Comics e que vale cada centavo do ingresso. Para quem puder assistir em IMAX, a melhor experiência de som e imagem vale muito a pena!

Ah, fica a dica: o filme só tem uma cena pós-créditos! Câmbio, desligo.

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