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Crítica | Era Uma Vez Um Deadpool


Dia 27 de Dezembro chega aos cinemas a versão apropriada para menores de Deadpool 2. Com algumas cenas a mais e outras censuradas, o filme tenta alcançar um público que não tem tanto acesso ao personagem (pelo menos nos cinemas).

Para analisar a proposta da Fox deve-se levar em consideração que o filme é exatamente o mesmo visto nos cinema ainda esse ano, com apenas algumas adições. Sendo assim, aqueles que se agradaram com a primeira versão do filme também vão se agradar com essa versão, com raras exceções.

A maior diferença que notamos logo de cara é a redução da violência e linguajar obsceno (não significa que foram totalmente cortados, mas a redução é grande). As cenas de ação continuam bem filmadas e as cenas de luta bem coreografadas, nada disso foi alterado. O que funcionou em Deadpool 2, continua funcionando em Era Uma Vez Um Deadpool. Talvez seja essa a maior preocupação em relação a franquia, mas a essência de Deadpool foi preservada.

Nas cenas adicionais, o Mercenário Tagarela faz piadas contracenando com Fred Savage (Anos Incríveis) contando uma espécie de "fábula" do Deadpool, enredo do filme. É essa também a melhor parte do longa, pois quem já assistiu Deadpool 2 não vai notar mais nenhuma novidade. 

Já analisando o filme como proposta comercial talvez não seja tão proveitoso para o estúdio uma vez que o público alvo pode ter assistido a versão original do longa de outras formas senão no cinema e, Deadpool não é o tipo de filme que melhora a cada vez que assistimos. As piadas ditas por Ryan Reynolds na pele de Wade Wilson não surtem o mesmo efeito que a primeira vez que ouvimos, e mesmo as cenas adicionais não são suficientes para sustentar a empolgação dos fãs e superar expectativas. 

A impressão que temos ao final do filme é que tivemos muito Deadpool para um ano só, talvez se fosse realizado em 2019 as impressões seriam diferentes. 

Não podemos ignorar a linda homenagem feita ao Stan Lee depois dos créditos. Com algumas gravações inéditas, os poucos minutos da homenagem quase fazem valer a pena o preço do ingresso, mais que o filme em si. 

Era Uma Vez Um Deadpool é uma versão do longa de 2018 objetivando um público que já foi atingido indiretamente antes e, apesar de manter a essência da franquia, não traz nada de novo ao universo, mas se consumido como entretenimento, não faz feio e pode divertir.



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