Swift

Finalmente Kingdom Hearts III


Ainda não caiu a minha ficha, de que esse dia finalmente chegou...
Após treze longos e dolorosos anos de espera, Kingdom Hearts III chegou para fechar a saga de Xehanort, e eu estou aqui para registrar o que a experiência trouxe para mim, mas, antes de tudo, não espere uma análise tão técnica e cheia de cálculos potenciais aqui nesse texto, ok?!

Por ser fã incondicional da série, um misto de emoções explodiu em mim logo na abertura do game. Desde nostalgia à excitação, passando por alegria, melancolia, ansiedade e esperança também. Aqueles sentimentos todos que só fanboy que é fanboy sabe como é, quando a gente tem um reencontro com algo que marcou tanto a nossa vida. Meio que não dá pra explicar bem, é mais para ser sentido.

O jogo começa cheio de mistérios, típicos de Kingdom Hearts, e quem já conhece a saga, sabe que tudo fará sentido depois. E por falar nisso, achei muito boa a ideia de colocar as cenas no menu principal, relembrando o passado da série.

Ainda nos primeiros minutos do game, meu coração se acalmou bastante, quando percebi que narrativa segue na mesma velocidade esperada — nesse caso, na mesma falta de velocidade. Eu gosto demais desse ritmo lento da história de Kingdom Hearts, que te obriga a desacelerar junto com ele. No entanto, o ponto mais forte de todos está nos combates que entregam um verdadeiro espetáculo. Os movimentos acrobáticos e fluídos enchem os olhos e a aposta na mesma mecânica dos títulos anteriores foi uma excelente escolha. Mas, falando de coisas anteriores, a mesma câmera problemática de antes, volta a ser uma das maiores vilãs aqui e, por muitas vezes, o cenário ou um inimigo gigante tira totalmente a visão da batalha — o que pode ser crucial em alguns momentos intensos.

Eu estava muito ansioso para entender quais seriam as novidades em batalhas prometidas para KH3, e fiquei muito feliz de saber que a aposta foi direcionada para a inteligência e estratégia. A proposta de poder usar várias Keyblades e alterná-las durante as batalhas torna a jogabilidade muito mais personalizada para o player, permitindo escolher os modos de ataque. Ah, e por falar em modos de ataque, algumas batalhas precisarão muito mais de estratégia e inteligência do que ataques infinitos — aquele toque de Final Fantasy! Só achei um tanto desnecessário aqueles parques de diversões coloridos da Disney, que são possíveis conjurar durante as lutas, porque entregam mais show de luzes do que causam dano.

Além da linha principal, KH3 também traz várias atividades secundárias — algumas até mesmo obrigatórias — e mini-games, para dar um descanso do turbilhão que é esse universo todo, com tantos mundos encantadores.
E por falar nos mundos, as características deles invadem totalmente a experiência de jogo, influenciando desde batalhas, até mesmo nos gráficos.

Por fim, depois de tantos confrontos — embora eu quisesse outros tantos mais —, o final chega, e ele é épico e comovente, e ainda mais intenso por estar com o joystick nas mãos enquanto a história se conclui — é realmente muita emoção.

Poderia ter sido melhor? Sim, poderia, mas KH3 entrega o desfecho merecido para a narrativa do game, assim como o melhor combate de todos. Sim, valeu a pena ter esperado!
Algumas coisas que aconteceram já eram esperadas, outras nem tanto, e eu perdi um tempo até perceber que realmente “acabou”. Sim, com aspas, porque o epílogo e uma tal cena secreta prometem muito mais coisas novas no porvir. Ainda bem, porque eu não estou pronto para me despedir de Kingdom Hearts.

Eu queria falar dez vezes mais sobre o game, mas acabaria entregando algum spoiler e deixando esse post gigantesco. Só queria dizer que os fãs da franquia certamente vão amar Kingdom Hearts III, porque mesmo com algumas falhas, o mais importante é a história que ele nos entrega, todo esse conceito dos Corações e como isso mexe com a gente de uma maneira incrível.

LEIA TAMBÉM