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Review | Resident Evil 2: Remake



Resident Evil, um dos grandes clássicos da série de games de zumbi da Capcom começou lá atrás em 1996, com cenas assustadoras e bosses que deixavam nossa espinha arrepiada. Em 1998 tivemos o lançamento do segundo game, que fez um grande sucesso por seus personagens, principalmente Claire, que estava em busca de seu irmão e Leon para seu novo emprego em Raccoon City.

O grande sucesso nas plataformas antigas obrigou a empresa a remasterizar ou até mesmo “refazer” o game, com uma pegada mais atual e melhoria de gráficos para a nova geração. Usando a mesma formula de remake do primeiro Resident Evil, agora chegamos com Resident Evil 2: Remake, onde o medo e tensão ficaram ainda maiores. Temos o retorno de Leon e Claire, com um visual ainda mais interessante e novas roupas, não deixando a personagem uma figura sexualizada – o que faz total diferença para os dias de hoje, dando um lado diferente para ela. Leon chega com seu mesmo estilo, cabelo loiro e olhos claros, mas com ainda mais atitude e vontade de cumprir sua missão na policia – principalmente na situação que se encontra no momento que chega a cidade.

O gore e a dificuldade em alta definição!

Como nos games anteriores, o sangue, cabeças explodindo e tiros a valer sempre foi algo super presente. E em seu remake não seria nada diferente disso. Com ultra qualidade, não temos 100% pixels como antes, onde o sangue é em alta qualidade e o gore presente 100%. Com zumbis que não morrem facilmente, podemos sofrer um pouco na hora de escapar de uma grande quantidade que vem em nossa direção, mas nada como uma tática de fuga e corrida não nos ajude nesses momentos. 



Sentimos muita nostalgia em primeira instância nos lembrando do jogo de 1998, tanto da dor de Claire em busca de seu irmão Chris, como a de Leon conhecendo a misteriosa, Ada. A lembrança é boa pela época, mas ruim pelos perigos que vem pela frente. Mesmo que os zumbis não venham em hordas, vindo em pelo menos cinco, sempre pode ser preocupante, já que não temos um grande número de munições e bombas conosco.

Algo que está bem diferente são as munições e armas. Com poucas caixas de munição encontradas por ai, temos que racionar muito bem na hora de decidir matar um zumbi. Com uma opção de encontrar pólvoras pelo mapa, podemos mesclar ela com outros tipos e criar munição de pistola, Shotgun e magnum, facilitando um pouco a reserva para a campanha mais a frente. Algo que também está mudado é a questão da faca, que contém uma barra de gasto, que ao chegar ao 0% some de nosso inventário, trazendo ainda mais dificuldade. Mas afinal, o que é um game sem riscos e desafios não é mesmo?

A Capcom agora instiga ainda mais as pessoas a criarem estratégias, sem facilitar para o jogador, e é algo que acaba sendo ótimo e que anda faltando nos novos games de hoje. Precisamos sempre pensar qual é a melhor forma de passar pelos zumbis e ainda sim manter coisas em nosso inventário – que começa minúsculo, mas que ao encontrarmos bolsas espalhadas podemos aumentar ainda mais. Isso nos faz mesclar entre o survival horror clássico e gerenciamento de inventário.

O remake é realmente tudo isso?


Sempre que um remake é feito, o medo segue presente que irá seguir de forma fiel o original. E Resident Evil 2 consegue seguir isso de forma impecável, mas ainda trazendo algumas pequenas falhas. Mesmo com um visual de tirar o fôlego e sangue que qualquer produtor de filme gore teria inveja, o remake sofre com alguns deslizes, mas não digo em questão da história, mas sim de gráfico. 

Um dos grande problema que senti durante a campanha é o efeito de ataque de algumas criaturas e também do Clicker – criatura cega que se guia através do som. Mesmo ele sendo horripilante e causando terror, quando ele abre a boca e coloca sua língua pra fora, só consigo enxergar 800 pixels na minha cara, onde parece que esqueceram de renderizar achando que por conta da escuridão ninguém iria reparar – pois é, Capcom eu acabei reparando!

Também algo que senti falta de aparecer mais, mas acabo entendendo o motivo é um pouco a falto de “foco” é que mesmo que ambas as campanhas se conectem parece que acabam se perdendo um pouco durante a jogatina, deixando algumas pessoas talvez confusas, principalmente para os novos jogadores de Resident Evil. Mas o que salva em relação a isso é que mesmo que tenhamos de fazer os mesmos puzzles praticamente em ambos, ainda sim precisamos procurar – já que em cada um temos uma combinação para conseguir os medalhões e também as senhas de cofres e cadeados.

Mas o que nos conquista mesmo – tanto no medo e tensão, quando um personagem que faz diferença – é Mr. X (ou Tyrano para os novos) que sempre em momentos chave acaba surgindo no mapa e começa a nos perseguir SEM PARAR. O que nos trás em um desafio ainda maior, onde precisamos concluir nossos objetivos com ele em nossa cola. E nem adianta você gastar bala, já que nada pode derruba-lo e digo isso com toda a experiência e tentativa do mundo.

Mas para não me estender muito e estragar a campanha de ninguém, Resident Evil 2: Remake é uma ótima pedida para os amantes de terror, ação e zumbis. Com uma dinâmica de personagens e ótima forma de trazer a campanha, eu posso afirmar com muita certeza que ele pode se tornar um dos favoritos do ano para muitos amantes de games e quem sabe levar alguns prêmios de Game do Ano de 2019.

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