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Crítica | Alita: Anjo de Combate é o início de uma bela jornada



Olá tripulação estava um pouco afastada, mas aqui estou de volta ao blog para recomendar um filme que foi uma grata surpresa. Sim, eu posso estar atrasada na crítica, mas é impossível não falar sobre Alita: Anjo de Combate.

Quando estamos falando de live-action de mangás, podemos concordar que o histórico de adaptações não é dos melhores, então quando foi divulgado que a obra de Yukito Kishiro ganharia as telas dos cinemas em um filme dirigido por Robert Rodriguez e produzido por James Cameron confesso que minha reação não foi das melhores, porém estava completamente enganada.

Alita é surpreendente. Ambientado no ano de 2563, essa aventura cyberpunk é de encher os sentidos ao contar a origem da ciborgue em um mundo devastado por uma guerra conhecida como "A Queda". Os fatos que desencadearam tal conflito ainda são misteriosos, contudo sabemos que a Terra foi dividida em dois polos completamente opostos. No chão conhecemos a Cidade de Ferro, um ambiente multicultura onde vive os menos favorecidos sob o comando de Nova (Mahershala Ali). Nas nuvens, se encontra Zalem,  uma cidade utópica, abastada, onde somente os privilegiados tem acesso. O choque social e econômico é nítido na trama e em meio às sucatas que nossa protagonista - ou parte dela - é achada pelo médico Dr. Ido (Christoph Waltz).

créditos: Fox Film do Brasil 
Possuindo uma relação de pai e filha, a construção de relacionamento conquista quem assiste. Sim estamos diante de uma ciborgue e um humano, mas as atuações de Waltz e Rosa Salazar são tão belas que você rapidamente cria uma relação de vínculo com aqueles personagens. Sendo, para mim, o grande feito do filme. Estamos diante de um cenário computadorizado, incluindo nossa protagonista, mas em nenhum momento há a sensação de que estamos vendo algo artificial. O mundo criado é bem consolidado e Alita apesar de toda computação gráfica - que pode inicialmente provocar estranheza em alguns - é extremamente humana e expressa uma gama de sentimentos que te conquistam ao longo da projeção.

Pensando ser uma simples ciborgue encontrada no meio do lixão, o passado de Alita é complexo e seu destino grandioso. Sem querer dar spoilers, posso dizer que a história da protagonista segue a risca a jornada do herói, mas não é pedante. Muito pelo contrário, ela te conquista e faz com que você torça por sua vitória. Redescobrindo sua origem e se tornando a guerreira que está destinada a ser, o caminho de Alita é complicado e em meio a incríveis cenas de luta e acrobacias a protagonista ainda emociona quem assiste com seus conflitos internos.


créditos: Fox Film do Brasil
Sim, não estamos diante de um filme perfeito. Arcos e personagens poderiam ter sido melhor estabelecidos e desenvolvidos, como o de Jennifer Connelly, que provoca uma curiosidade, mas infelizmente é descartada muito rápida pela trama. Contudo, ainda arrisco dizer que apesar de algumas falhas narrativas, o filme merece ser visto diante por ser visualmente deslumbrante e por possuir uma protagonista cativante.

Alita: Anjo de Combate cumpre o seu papel e entretêm. Para mim a produção iniciou um caminho promissor e deixa claro que não estamos diante do fim, mas sim do começo de uma bela narrativa e só posso dizer que estou ansiosa por essa jornada.

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