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Crítica | Suprema


Talvez muitos não conheçam que Ruth Bader Ginsburg, popularmente conhecida com Notorious RBG, virou um ícone pop nos Estados Unidos. Desde suas opiniões mais liberalistas dentro da Suprema Corte americana, a sua luta pela igualdade de gênero e atitude peculiar, Ginsburg ganhou tal apelido - uma referência ao falecido rapper The Notorious BIG -  por ser um símbolo de progresso.

Sendo uma figura que provoca curiosidade, não é difícil de entender o interesse em produzir um filme sobre sua história. Assim nasce Suprema, protagonizado por Felicity Jones, um longa que conta a ascensão desta figura dentro do meio conservador.

Apesar de termos tido algumas vitórias, ainda sim a realidade atual não é a ideal quando estamos falando de igualdade de gênero. É perceptível vermos tais paralelos entre os anos 50 e os tempos atuais e a diretora Mimi Leder, deixa isso bem claro durante toda a progressão do filme.

Sua ascensão não foi rápida, mas sim uma trajetória repleta de altos e baixos, algo que a produção deixa bem claro - e de forma um pouco cansativa - ao abusar de inúmeras passagens de tempo em sua narrativa.
créditos: Diamond Filmes
Contudo é impossível não se identificar com sua história e suas dificuldades, sejam elas pessoais ou profissionais. O filme não é perfeito e utiliza de alguns clichês narrativos, mas mesmo assim, Suprema é um filme que vale a pena ser visto por sua bela mensagem. 

Rotulada como uma "encrenqueira", diante de seus posicionamentos progressistas, Ruth pode ter sido - e ainda é - considerada uma pessoa difícil. Se apoiando em seu intelecto e ideais, a figura viu a necessidade de uma aplicação justa diante de uma jurisdição desigual. 

Ainda ativa em seu pleno 85 anos, Ruth menciona que ela não foi a única responsável por suas batalhas, sendo rodeada por um sistema de apoio liderado por seu marido Martin Ginsburg - no filme interpretado por Armie Hammmer -. No entanto, é por meio de tantos embates que nossa Suprema nos ensina a não sermos conformistas e buscar a igualdade. Sendo este seu maior legado.

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