Swift

Crítica | Um Funeral em Família


Para quem passou a infância e adolescência assistindo aos filmes do Eddie Murphy, e principalmente aos títulos de Professor Aloprado, vai se familiarizar com o estilo de Um Funeral Em Família.

A história do filme inicia na ida de uma família até à Georgia, para participar de uma reunião com outros familiares, porém no meio do caminho, eles se deparam com o falecimento de um parente e o que era para ser um dia de reencontro e divertimento, vira um funeral.

A personagem em maior destaque, todo o tempo, é Madea, que seria a mãezona que segura a família, tenta dar conselhos e estar presente em tudo o que se refere à família. É ela quem fica responsável pelo funeral do parente e causa altas confusões com essa tarefa.

Tyler Perry, é um ótimo comediante e volta a interpretar a confusa/cômica Madea em mais um filme da franquia, porém nem este consegue salvar a história vaga e confusa de Um Funeral Em Família. Tendo como arco principal uma traição, já que dois dos sobrinhos de Madea se envolvem em um triângulo amoroso, onde a noiva de Jesse (Rome Flynn) tem um caso com seu irmão, o desfecho da história acaba perdendo a importância em alguns momentos.

Além do desfoque constante do assunto principal, algumas das coisas que mais incomodam nessa produção, são as piadas de mau gosto envolvendo contextos machistas  e fazendo insinuação sempre ao corpo feminino e ao sexo. Os diálogos também são fracos, pois parece que a edição não soube sobrepor o número de personagens em uma mesma cena, então as falas ficam espaçadas e criam incômodo. Resumindo, Um Funeral Em Família possui um humor que não funciona mais nos dias de hoje.

O único ponto do filme todo em que podemos levar em consideração como algo importante, foi um diálogo no final, em que a viúva faz um discurso emocionante sobre traição e como isso influenciou sua vida, para que assim, conseguisse modificar a visão dos próprios filhos sobre seus relacionamentos e como lidar com aquilo a partir daquele momento.



LEIA TAMBÉM