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Crítica | A Maldição da Chorona


Quem na infância nunca ouviu a história da Chorona, uma lenda urbana Mexicana sobre uma mulher que após afogar seus filhos chorava de desespero tentando encontrá-los? Confesso que minha avó contou muito essa lenda para mim e conseguiu por diversas vezes me deixar apavorada.

A história gira em torno de Anna (Linda Cardellini), assistente social e mãe de duas crianças que perdeu o marido policial recentemente e precisa lidar com sua nova condição. Até que ela é acionada no trabalho a lidar com um caso de uma mãe problemática (Patricia Velasquez) que está sendo acusada de maltratar seus filhos. Ao ignorar o aviso dela, Anna acaba inadvertidamente colocando seus filhos em perigo devido a um antigo espírito maligno que caça crianças. Sua única esperança é um padre (Raymond Cruz) desiludido da batina que se tornou um curandeiro que atua na fronteira entre a fé e o misticismo.

A Maldição da Chorona é mais um filme da famosa indústria do “universo compartilhado” para fazer com que longas com as mesmas propriedades “conversem” entre eles direta ou indiretamente, gerando no público o interesse de continuar ligando sua histórias e teorias. 

Para quem ainda tinha alguma dúvida, o filme pertence ao universo de Invocação do Mal (UIM) que chegou como quem não queria nada e hoje conta com um total de cinco filmes, entre eles, seu primogênito Anabelle, Invocação do Mal, A Freira, entre outros.

Mas o que podemos realmente esperar desse novo capítulo?

A estrutura do roteiro elaborado por Mikki Daughtry e Tobias Iaconis é recheada dos clichês que estamos cansados de encontrar em 99% dos filmes de terror ultimamente. Irei enumerar alguns deles:

1. Mãe solteira protegendo seus filhos das forças do mal;
2. Ajuda vinda de um padre;
3. Força do mal agindo e adultos dando explicações sem cabimento pros fatos sobrenaturais.

Outro fato que nos chama atenção e se torna um grande ponto negativo é que o filme se passa em 1973, porém nada do que é visto te faz lembrar dos anos 70, além da falta de celulares em cena.

Infelizmente os próprios filmes da franquia já estavam começando a se tornar um parque de diversões para sustos, porém, nesse filme podemos contar com um lado de alívio cômico diferenciado, que de início parece totalmente descabido ao enredo, mas que depois em minha opinião foi um grande acerto para tentar desvincular a fórmula “mais do mesmo”.

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