Swift

Crítica | Vingadores: Ultimato (com spoilers)


Nada menos do que dez anos de histórias contadas nas telonas. Histórias que nós líamos semanalmente, mensalmente, ou até mesmo nas edições especiais das páginas de histórias em quadrinhos.
Histórias que nos conquistaram, que nos acompanharam durante a vida e que até mesmo nos inspiraram, mas que também vimos ganhar vida no cinema — e que agora, chegam ao fim.

Esta crítica contém muitas informações/spoilers do filme Vingadores: Ultimato! Caso não queira saber sobre detalhes do que acontece no filme, não continue lendo esta matéria e acesse a nossa crítica sem spoilers!

O filme começa com a vida frágil que restou aos nossos heróis, após o estalar de dedos do Titã Louco, em Guerra Infinita, mostrando bem a desolação deles, diante das perdas que tiveram. Até que o Homem-Formiga volta do Reino Quântico — lembram que ele ficou preso lá no último filme? — com uma ideia bem fundamentada, e amadurecida por Stark, de como reverter a história.

Foram inúmeras teorias sobre o que havia acontecido com os personagens que “viraram poeira” no filme anterior. Pois bem, eu não vi nenhuma que falasse do que realmente foi feito no filme — e que foi muito bem construído! No máximo, algumas ideias que li passaram mais ou menos perto.

Resumindo, nossos heróis sobreviventes voltarão no tempo, através de saltos temporais pelo Reino Quântico, para pegar as Joias do Infinito antes de Thanos, e então viajar novamente ao presente para estalar os dedos e trazer todo mundo de volta. E no meio disso tudo, eles precisarão lidar com imprevistos e situações extremamente dolorosas — principalmente para nós! 

Vingadores: Ultimato não veio para poupar nossas emoções. E certamente, um fantasma que nos persegue há bastante tempo é o da morte iminente de alguns personagens — e alguns muito queridos! O fato é que sim, alguns deles realmente morrem e eu confesso — sem medo nem vergonha — que eu chorei quando a Viúva Negra morreu e, quem diria, quando o Stark também se foi.

Esqueça a ideia de “filme lento” divulgada por alguns “jornalistas” imaturos que deveriam ter ficado em casa, invés de entrar na sessão. Todo o planejamento é muito bem construído e costurado, voltando às nossas cenas favoritas dos filmes anteriores, recheadas de referências e do humor Marvel, mas agora com algumas intervenções.

No entanto, nem tudo é planejamento e Thanos continua sendo um vilão à altura dos heróis, garantindo uma batalha épica, a maior e mais linda de todos esses anos de filmes da Marvel. É simplesmente impossível não reagir — gritar, aplaudir, perder o fôlego, xingar, bater os pés... — durante esse confronto. Pequenos detalhes estão por toda parte, mostrando como o roteiro foi inteligente, desde lá no passado, ao montar esse desfecho tão grandioso. As assombrosas três horas de filme caem por terra e o expectador nem percebe elas passarem.

Nossos personagens tão amados evoluíram muito e alguns atingiram os ápices de suas capacidades e personalidades — meu Capitão América que o diga, como no momento em que ele ergue o Mjölnir e mete a porrada no Thanos, numa luta acrobática de escudo e martelo! Eu não sabia se chorava, se agradecia ou se segurava a vontade de gritar.
Quando a Wanda encara o Thanos também, meus amigos, que mulher, que cena, e quanto poder!

E falando em Wanda, Vingadores: Ultimato também faz questão de mostrar o poder das garotas e dá um destaque muito merecido a elas. Já a Capitã Marvel, que gerava tanta expectativa, ficou um pouco mais off do que o esperado, no entanto consegue roubar a cena cada vez que aparece.

Por fim, quando o Cap grita “Avengers Assemble” eu também gritei — na verdade, o cinema inteiro —, porque simplesmente não tinha como segurar a emoção.

Nossos heróis que compuseram a primeira equipe de Vingadores, aposentam seus mantos em Ultimato, de maneiras diferentes, e mesmo sem cenas pós-créditos, os minutos finais deixam muitas pistas sobre o futuro de todo esse universo cinematográfico da Marvel.

Parafraseando Tony Stark — “Parte da jornada é o fim”. E esse momento momento chegou, encerrando um ciclo e dando início a outro. Mantendo viva a ideia de que não importa se o mundo possui vilões poderosos, ou se até mesmo nossos heróis morrem, mas que sempre levantarão novas razões para nos dar esperanças. Vingadores: Ultimato é aquele filme que tanto esperávamos, é aquele filme pra exaltar e dizer que esse é o nosso momento. Um fechamento que expressa todo o amor e carinho da Marvel para com os fãs.

LEIA TAMBÉM