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Crítica | Vingadores: Ultimato (SEM SPOILERS)


É muito difícil escrever sobre um filme que possui tanta expectativa, como é o caso de Vingadores: Ultimato. Por mais que não quisesse entrar na onda do famoso hype - e até certo ponto consegui me manter sob controle - todo o trabalho de não me render às minhas emoções foi por água a baixo quando entrei hoje na sala de cinema para assistir a conclusão desse ciclo.

A trama se inicia dois dias após Thanos apagar metade do mundo com um estalar de dedos e vemos as primeiras consequências de seus atos. Abordando de uma forma muito mais introspectiva a relação dos personagens com os acontecimentos, Vingadores: Ultimato se mostra confiante ao despir os heróis de seus uniformes, armas e responsabilidades, dando lugar as pessoas por trás de cada uma dessas figuras emblemáticas.  Algo muito mais frágil, sendo tão belo quanto doloroso de se presenciar.

Tentando se restabelecerem, é hora de juntar os destroços e encontrar uma saída para reconstruir um novo final. Com a equipe reunida e em busca das joias do infinito, vocês devem estar sedentos para rever as interações entre os personagens, e já digo de cara que elas estão excelentes. Apesar do longa seguir por uma linha mais dramática, o bom e velho humor Marvel está presente - o que rende ótimos momentos - mas de uma maneira muito mais atenuada. É incrível ver essa troca no cinema e ainda por cima com muito, mas eu disse muito fanservice.
Marvel/ Walt Disney Studios
E quanto a história? Bem diante de toda a complexidade tratada, eu digo que os Irmãos Russo tiram de letra ao resolver todas as questões deixadas em Guerra Infinita. Possuindo um ritmo rápido, o filme consegue desenvolver muito bem todos os seus núcleos e dosar bem a introdução dos novos personagens na trama, como é o caso da Capitã Marvel, assim como, distribuir o foco dado a equipe original - formada por Hulk, Thor, Viúva Negra, Gavião Arqueiro, Capitão América e Homem de Ferro -. Além disso, há uma considerável expansão do universo ao trazer eventos passados para a narrativa e dando a eles novos pontos de vista, ao introduzir momentos emblemáticos dignos das páginas das histórias em quadrinhos.

Quanto a Thanos, não se preocupem ele ainda é um ótimo vilão para essa história e possui truques guardados na manga. Sua imponência é fantástica, assim como, é perceptível o cuidado que a equipe de efeitos especiais teve em aprimorar seu design. Alias, todo o trabalho de CGI neste filme é de cair o queixo tamanha a beleza e perfeição. Ficando claro nas batalhas que o longa nos oferece.
Marvel/Walt Disney Studios
Por falar em lutas, as travadas em Vingadores: Ultimato são algo inacreditável, definitivamente uma catarse que ninguém nunca imaginaria ver em tela. Algo gigantesco, a mais épica guerra já vista. Não quero estragar a experiência, por isso, essa crítica é sem spoilers, porém gostaria de mencionar um momento pessoal ao dizer que a Marvel ouviu sim o meu pedido como de tantas outras nerds e trouxe uma representatividade feminina de cair o queixo. Em determinado momento eu queira apenas levantar da cadeira e aplaudir. 

A verdade é que durante as três horas e dois minutos de projeção - que por sinal passam voando - vocês não estarão preparados para toda a grandiosidade que este filme representa. Jogue suas expectativas pela janela, Vingadores: Ultimato é mais que um filme, é uma experiência emocionante que homenageia todo o legado criado, assim como, os fãs que ajudaram a construí-lo. 

Definitivamente uma carta de amor ao final de um ciclo, mas não de sua história. E confesso que estou extremamente ansiosa para os novos rumos que está irá tomar. Obrigado por esses 10 anos e avante Vingadores.


A crítica com spoilers sai dia 25 de abril

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