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O Legado do Universo Cinematográfico da Marvel (Parte 1)


Foram 11 anos, 3 fases e 22 filmes. Finalmente chegamos ao ponto “final” de uma das jornadas mais ambiciosas da história do cinema moderno, no próximo dia 25 de Abril começaremos nos despedir de Homem de Ferro, Thor, Viúva Negra, Hulk, Hawkeye, Capitão América e outros grandes personagens quando Vingadores: Ultimato chegar aos cinemas do mundo inteiro, porém para entendermos como a Marvel conseguiu tal feito em fazer de “A Saga do Infinito” nomeada recentemente pelo chefão e criador deste universo Kevin Feige, um produto bem feito, apaixonante e uma máquina de fazer dinheiro, irei citar seis pontos chaves para o sucesso do MCU que deixará um legado não só para outras produções do gênero, mas para a indústria cinematográfica.
orada.

KEVIN FEIGE, UM PLANO E CINEASTAS TALENTOSOS

Tudo começou em meados de 2006 para 2007 quando a Marvel Studios se tornou um estúdio independente, num processo de reestruturação do selo produzindo assim seus próprios filmes que daria o pontapé inicial com Homem de Ferro em 2008. Kevin Feige, Louis D’Esposito e Victoria Alonso, foram às mentes mais importantes por trás do projeto, juntamente com Jon Favreau, que iria dirigir o filme do ferroso e que dali em diante se tornaria peça chave para o sucesso do que seria o início da franquia “Vingadores” no cinema. As cartas estavam todas depositadas em Homem de Ferro, o filme teria que ser bem sucedido para que o recém-nascido estúdio conseguisse seguir de forma independente, porém a escolha de Robert Downey Jr no papel de Tony Stark foi crucial para o sucesso do longa, sem Feige (no comando), Esposito, Alonso, Favreau e Downey, talvez não teríamos o Universo Cinematográfico expandido e coeso que temos hoje. A junção de pessoas talentosas, boas ideias e uma cena pós-créditos cirúrgica (sim, a cena que Nick Fury aparece dizendo que Stark não era o único super-herói no mundo abriu as portas de um mundo de possibilidades), resultaram não só num sucesso de bilheteria, mas num filme de super-herói com qualidade e aclamado pela crítica especializado levando milhões de pessoas ao cinema sinalizando que era o sinal verde para Marvel colocar em prática seu plano da chamada fase 1 da “Saga do Infinito”.


FASE 1: A JORNADA ATÉ VINGADORES - O FILME

Homem de Ferro foi à ponta do iceberg em 2008, Kevin Feige não esperava uma reação tão positiva. Ainda na sombra de Tony Stark, o reboot de O Incrível Hulk estreou meses depois mostrando um mundo expandido, conexões e outra cena pós-créditos ligando Stark e Banner ao mesmo universo. A chamada fase 1 só tomou forma mesmo em 2009 quando foi anunciado os filmes solo de Thor (2011) e Capitão América (2011), além da sequência Homem de Ferro 2 (2010) um pouco antes com a mesma equipe por trás do sucesso de 2008, com apenas uma substituição (Terrence Howard por Don Cheadle no papel do Máquina de Combate) e uma importante adição (Viúva Negra com Scarlett Johansson no papel da assassina da SHIELD), tudo isso culminando no ambicioso Os Vingadores em 2012 dirigido pelo diretor e nerd de carteirinha, Joss Whedon. Tudo era novo, interessante e despertou um interesse imediato dos fãs de quadrinhos e super-heróis, a Marvel foi criando um “momentum”, o plano que Kevin Feige enxergava lá na frente foi sendo moldado aos poucos, com Robert Downey Jr. no já consolidado papel de Tony Star, além de Chris Evans no papel de Capitão América, Chris Hemsworth como o deus do trovão Thor em seus respectivos filmes solo, além das adições da já citada Scarlett Johansson como Viúva Negra e Jeremy Renner como Gavião Arqueiro em aparições pontuais que seriam exploradas mais a fundo quando a equipe toda se reunisse no filme dos Vingadores. Dois pontos importantes podem ser destacados em relação à fase 1, do lado financeiro, os filmes custavam pouco e retornavam um lucro razoável para o estúdio, do lado criativo, utilizar a SHIELD liderada por Nick Fury vivido pelo ator Samuel L. Jackson e personagens coadjuvantes como Coulson (Clark Gregg) para fazer as ligações entre os filmes, deu a sensação de continuidade que criou uma expectativa elevada. O resultado foi Os Vingadores estreando com altos 207 milhões de dólares nos EUA e uma bilheteria mundial final de 1,5 bilhão de dólares que mostrou que o plano de Feige deu muito certo.

Maior bilheteria: Os Vingadores – US$ 1,5 bilhão
Arrecadação da Fase 1: US$ 3,79 bilhões
Número de Filmes: 6

FASE 2: EXPERIMENTANDO NOVAS IDEIAS E CONSOLIDANDO A MARCA

Depois de uma fase 1 bem estruturada e bem sucedida, os planos de Kevin Feige ficaram ainda mais ambiciosos. Desta forma chegamos a fase 2, talvez o período que a Marvel mais se arriscou, o que resultou em gratas surpresas. Seguindo o mesmo plano da fase anterior, esta fase seria composta de seis filmes: Homem de Ferro 3 (2013)Thor 2: O Mundo Sombrio (2013)Capitão América: O Soldado Invernal (2014)Guardiões da Galáxia (2014)Vingadores: Era de Ultron (2015) e Homem Formiga (2015). Mais segura e com mais dinheiro em caixa, a Marvel (agora sobre o selo Disney, ao invés do selo Paramount nos quatro primeiros filmes (O Incrível Hulk era da Universal), depois que a Casa das Ideias comprou o estúdio) se apoiou em sequências, mas abriu espaço para novas franquias solo, sempre focando na novidade e personagens pouco conhecidos do público, mas sempre trazendo novos atores e diretores para a mistura gerando sempre interesse dentro e fora da indústria cinematográfica de Hollywood. É claro que a fase 2 também começou a evidenciar os defeitos de um universo interconectado e a dependência de alienar o público a sempre assistir os filmes esperando conexões e cenas pós-créditos para montar o quebra cabeça ambicioso montado por Feige e sua turma, além de evidenciar os problemas da franquia com vilões caricatos e pouco ameaçadores. Nesta fase, temos dois pontos cruciais, a primeira foi à bem vinda expansão do universo cósmico com o filme dos Guardiões da Galáxia dirigido por James Gunn (este talvez seja o Star Wars da nova geração), a consolidação dos Vingadores como equipe e a chegada de novos membros, assim como a inesperada queda da SHIELD no espetacular Capitão América: O Soldado Invernal. E o segundo ponto foi à consolidação da marca, isso fica evidente na estreia de Homem Formiga, considerado um super-herói nível C no escalão dos mais conhecidos, se saiu bem tanto nas críticas quanto nas bilheterias provando que o estúdio poderia lançar qualquer tipo de filme que o público apareceria para assistir.

Maior bilheteria: Vingadores: Era de Ultron – US$ 1,4 bilhão
Arrecadação da Fase 2: US$ 5,27 bilhões
Número de Filmes: 6

A casa das ideias continuou a manter a sua consolidação dentro e fora das telas, mas quais novos desafios está poderia alcançar? Bem, isso só poderei responder na continuação deste texto que sairá em breve, por isso fique atento em O Legado do Universo Cinematográfico da Marvel (Parte 2)


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