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5 Motivos Para Assistir Patrulha Do Destino


Oi tripulação, voltamos com mais uma dica maravilhosa direto do serviço de streaming da DC Universe. Dia 15 de fevereiro estreou nos EUA a série Doom Patrol (pt: Patrulha do Destino). Esta série maravilhosa ainda não tem data de estreia no Brasil, porém acredito que deva seguir o mesmo caminho da ótima Titãs, e estrear na Netflix.

A sua primeira temporada esta perto do fim, porém já assistimos a maioria dos episódios e temos motivos fortes para você começar a assisti-la.

OS PERSONAGENS

Se você gosta de personagem bem desenvolvido e bem estruturado, Patrulha do Destino tem tudo para te conquistar. Os membros da equipe são: Clif Steele∕Robotman (Brendan Fraser), Crazy Jane (Diane Guerrero) a garota das 64 personalidades diferentes, Larry Trainor∕Homem Negativo (Matt Bomer), Rita Farr∕Garota Elástica (April Bowlby), Victor Stone∕Cyborg (Joivan Wade) e Chefe (Timothy Dalton).

Todos, absolutamente todos tem uma história bem contada e que se passa em uma época diferente, seus defeitos, características e personalidades são expostas nos primeiros capítulos em arcos surpreendentemente dramáticos que se aprofundam durante a temporada, mas é impossível não se apegar a eles já nos primeiros episódios, claramente o boca suja Robotman e a maluquinha Crazy Jane serão os favoritos de muitos fãs.

METALINGUAGEM E QUEBRA DA QUARTA PAREDE

Apertem os cintos, pois vocês não estão preparados para o nível de loucura dessa série. Criada por Jeremy Carver (Supernatural), a série parece que recebeu carta branca dos executivos para não se segurar, você já nota isso nos cinco primeiros episódios, principalmente no segundo episódio, “Donkey Patrol”. Porém isso tudo é acentuado pelo uso constante de metalinguagem e a quebra da quarta parede pelo narrador que não tira sarro apenas da própria série, como do universo DC em si.

E detalhe, é o vilão Mr. Nobody (Alan Tudyk) que conduz à narrativa no início, um recurso que é bastante utilizado nos primeiros episódios para situar o expectador e dá o tom da história em relação a sua ameaça principal. E tudo isso funciona, funciona muito, porque ao aceitar que a série não deve se levar tão a sério, a narrativa prepara o público para aceitar algumas bizarrices palpáveis que aparecem e que acabam funcionando exatamente porque já foi estabelecido isto anteriormente. 

DC SEM RÉDEAS É A MELHOR DC

É importante ressaltar o quanto Patrulha do Destino é doida no bom sentido, a série brinca com dimensões paralelas, possui vilões megalomaníacos, heróis com crise de identidade e oferece episódios que tiram o expectador da zona de conforto. O conteúdo do seriado é variado, funciona como série de super-herói, mas oferece drama, suspense, ação e aventura tudo na medida certa.

É importante ressaltar que o seriado segue a mesma linha de Titãs, e possui censura 18 anos, os episódios oferecem nudez gratuita e violência exacerbada. Pessoalmente posso dizer após assistir, você percebe que esta é a série menos dependente do universo DC. Esqueça o episódio introduzido em Titãs, à série meio que ignora um pouco aquele início e segue um caminho mais próprio, então não espere menções a Mutano aqui.

Patrulha do Destino apesar de citar alguns personagens da DC, foca muito mais na construção de seu universo, que já é pirado o suficiente para deixar os membros da equipe bem ocupados.

COMPLEXIDADE, CONSISTÊNCIA E REPRESENTATIVIDADE

O melhor de Patrulha do Destino não está só no seu roteiro coeso e nas suas atuações excelentes, mas também na sua forma de trazer temas mais complexos e relevantes que ainda enfrentamos no dia de hoje, mas nada que soe forçado ou esquisito, mas sim de forma sólida e orgânica.

Ainda que a série toque superficialmente no tema sobre preconceito racial, ela vai fundo na representatividade LGBT dando a figura de Larry Trainor uma profundidade narrativa bem vinda a um personagem que tem conflitos internos de aceitar quem realmente é, vale ficar de olho no ótimo episódio “Danny Patrol” (1x08) que trás momentos interessantes para o personagem do ator Matt Bomer.

A série vai além, ao colocar seus personagens em conflitos e interações em lugares inusitados, enfrentando ameaças esquisitas e excêntricas, mas nunca se esquecendo de preencher a narrativa com muita ironia e humor esperto. A consistência do seriado é outra boa característica, os episódios mantém uma linha crescente na qualidade e sólida no desenvolvimento narrativo, até o momento a temporada esta impecável e não perdeu fôlego desde o piloto.

PILOTO BRILHANTE E UMA PRODUÇÃO CAPRICHADA

Se os quatro motivos anteriores não foram suficientes para te convencer, então o cartão de visitas de Patrulha da Noite talvez possa, este é exatamente o maior trunfo da série, seu primeiro episódio.

Pessoalmente nunca assisti um piloto tão brilhante, talvez seja um dos melhores (senão o melhor) que já assisti de uma série de super-herói e com certeza é o melhor piloto de uma série que já assisti da DC. Como citei anteriormente, os personagens são muito bem desenvolvidos pelo roteiro, a profundidade e a dramaticidade oferecida pelos atores são impecáveis, o arco do primeiro episódio tem uma estrutura muito bem dosada e milimetricamente bem conduzida por uma direção bastante consistente de Glen Winter (Arrow, Flash e Smallville), e tudo termina com um gancho que deixa gostinho de quero mais. Outro ponto é que a produção do seriado é ainda mais impecável que a da série Titãs, é possível perceber um orçamento mais pomposo nos cenários, na abertura, nos efeitos visuais e na fotografia (excelente, aliás).

Espero este motivos sejam suficientes para que Patrulha do Destino entre no seu radar de astronauta seriador. A série esta entre as grandes estreias do ano até o momento e com certeza promete ser a favorita de muitos fãs de séries de super-herói. Este seriado é de longe o melhor da DC Streaming até o momento e merece ser conferido. Até a próxima.


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