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Crítica | Hellboy


Hellboy está de volta. Ganhando uma segunda adaptação para o cinema e trazendo um elenco de peso para contar essa nova jornada, confesso que a produção não supriu todas as minhas expectativas e já explico por quê.

reboot conta a história de Hellboy desde sua criação baseada na história original do personagem, contando como foi realizada sua concepção, já que o garoto é fruto do envolvimento de uma humana com um demônio; até os dias atuais, em que atua como um agente que cuida das questões sobrenaturais em seu país.

Para quem não está familiarizado com o enredo, Hellboy foi uma criança-demônio criada a partir de um ritual realizado pelo místico russo Gregori RasputinEsse rito foi comandado por um grupo nazista, a fim de desencadear o fim do mundo. Porém, o nascimento de Hellboy não foi planejado, e logo em seguida, Rasputin entende o propósito do surgimento da criança, pois seria ele a comandar de fato o fim dos tempos.

Foi então que em uma missão, um grupo de soldados americanos que traziam consigo o professor Trevor Bruttenholm (Ian McShane), que apesar de todo o contexto da situação, viu um grande potencial de bondade no garoto. Apesar de ser chamado publicamente de Hellboy (David Harbour), o nome verdadeiro do demônio é Anung Un Rama, e carrega em sua anatomia uma mão de pedra que seria a chave para libertar o dragão Ogdru Jahad. Instrumento que ajudaria a culminar no fim do mundo e destruição da humanidade. 

créditos: Imagem Filmes
O filme começa com uma narrativa que não prende o público, trazendo um formato que não cativa. Iniciamos com Hellboy no meio de uma missão que desencadeia em alguns eventos que possuem ligação com seu destino como messias. No entanto, os diálogos parecem amadores, lembrando um pouco aquelas novelas sem muito sucesso da TV aberta, parecendo que estamos diante de atores iniciantes. Essa sensação alivia em alguns momentos do filme, onde entra mais ação e atores mais consagrados, como Mila Jovovich no papel da feiticeira Nimue, e Ian McShane como o professor Trevor.

Os efeitos e jogos de câmera são muito bons, o que traz qualidade ao visual do longa. Em alguns momentos lembrei até de cenas de Sucker Punch por conta da movimentação de câmera. Porém, somente a produção visual merece uma nota alta. Em contraponto, o enredo apesar de seguir a história das HQs, esta fraco, reforçando o fato de que não cativa e prende o público, o que é um problema se tratando de uma produção trazendo um grande nome da ficção às telonas.

Até vale à pena ir ao cinema e conferir o filme pelos efeitos e pela diversão, não levando tão a sério a história em si, uma vez que até a luta contra a vilã principal deixou um pouco a desejar.

crédito: Imagem Filmes
Ah, um ponto que me sinto na obrigação de alertar os mais fracos de estômago, é que o filme tem uma pegada um pouco mais pesada no quesito mortes. Pois vocês verão muitas entranhas e sangue espalhados pela tela, além de aniquilação de pessoas de formas brutais, afinal de contas, estamos falando de seres do inferno procurando a destruição total do mundo humano. E confesso que é muito bom, ver a volta bem sangrenta de RED aos cinemas, apesar de sua fraca narrativa.

Hellboy traz em seu elenco, além de Mila e Ian, David Harbour como o protagonista (sim, o Xerife Hopper de Stranger Things), Sasha Lane como Alice Monaghan, e Daniel Dae Kim como Ben Daimio.

O filme tem estreia marcada para o dia 16 de maio em todos os cinemas. Então preparem a pipoca, comprem seus ingressos e assistam à produção de mentes e corações abertos, pois ainda assim, a diversão é garantida.



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