Swift

Crítica | Pokémon: Detetive Pikachu


Quem nunca sonhou em ser um mestre pokémon? Presente em novas vidas há muitos anos, a franquia que criou em mim - e provavelmente em você que está lendo este texto - boas lembranças volta aos cinemas com sua primeira versão live-action

Sabemos que adaptar animes e games para os cinemas não é a melhor das ideias, sendo o saldo nada positivo uma vez que estamos diante de mais erros do que acertos. No entanto, Pokémon: Detetive Pikachu quebrou esse azar ao trazer para a telona  uma história original mas recheado de elementos essenciais do universo pokemon, realizando assim uma bela homenagem a toda a franquia que permanece presente na cultura pop há mais de 20 anos.

A verdade é que é impossível não se emocionar. Trabalhando com a nostalgia e utilizando inúmeras referências deste universo - que vãos desde o anime, jogos, filmes e até cards - a produção faz o público se apaixonar por este mundo e seus personagens em questão de minutos. É um filme para os fãs, mas também para aqueles que não tem contato com o mundo pokémon. Diria que estamos diante de uma narrativa desconhecida mas que sabe conciliar elementos novos como os tradicionais da franquia, agradando assim os dois lados.
créditos: Warner Bros. Pictures Brasil
Com direção de Rob Letterman, o filme conta a história de Tim Goodman (Justice Smith) um jovem que em sua infância já sonhou em ser mestre Pokémon mas que diante de uma tragédia acaba se desvinculando desse sonho. No entanto, ao receber uma carta requerendo sua presença em Ryme City - uma cidade híbrida onde humanos e Pokémons convivem - o jovem é inserido em uma grande investigação que tentar desvendar o sumiço de seu pai. Com a ajuda do detetive Pikachu (Ryan Reynolds) e alguns amigos, o grupo tenta impedir um perigo que ameaça todo universo Pokémon.

Apesar de possuir um roteiro não muito integrante e resoluções bem previsíveis, Pokémon: Detetive Pikachu ainda assim é uma produção satisfatória. Estamos diante de um filme leve, cuja a intenção é fazer com que o espectador saia com um sorriso no rosto e diga-se de passagem, a produção cumpre seu objetivo. Com boas doses de humor e um timing impecável, Ryan Reynolds que dá voz a Pikachu, parece ser uma escolha tanto estranha para dublar o pokémon, mas acreditem funciona. Ele é hilário e fez com que eu desse boas gargalhadas durante a sessão. Além disso, a parceria entre o detetive e Tim Goodman também gera bons momentos e você consegue sentir a química entre os personagens mesmo que um deles seja feito de CGI.
créditos: Warner Bros. Pictures Brasil
Por falar em efeitos especiais, algo que acho que a maioria de vocês devem estar curiosos é com a adaptação dos personagens para o cinema. A produção ela consegue muito bem mesclar traços do mangá com uma visão mais realista. Sendo visível todo o cuidado da produção em trazer a diversidade de pokémons para a tela do cinema, mas com sua devida qualidade. Particularmente achei os gráficos lindos e presenciar eles ganharem vida de uma forma tão bela é algo emocionante.

Com esse tom despreocupado em não se render a pressão/importância que toda a franquia carrega, a aventura vai te ganhando e quando me dei por conta estava completamente investida na narrativa. Sendo levada em uma prazerosa jornada de duas horas com bastante aventura, boas cenas de ação e muitas risadas. 

Com isso, eu só posso dizer para prepararem suas pokébolas e se jogarem nessa divertida aventura, pois vale cada segundo. Pika pika! Câmbio, desligo

Pokémon: Detetive Pikachu estreia dia 09 de maio nos cinemas.

LEIA TAMBÉM