Swift

Crítica | Homem-Aranha: Longe de Casa (sem spoiler)


Miranha está de volta aos cinemas! Estreia hoje, dia 04 de julho, Homem-Aranha: Longe de Casa, segundo filme da franquia do super-herói, e só posso dizer que o filme é uma continuação perfeita para a trajetória do MCU.

Iniciando-se pouco tempo depois após os eventos de Vingadores: Ultimato, estamos diante de uma sociedade que ainda tenta se acostumar com os acontecimentos, e principalmente, as consequências que ocorreram após o blip. Dentre eles, se encontra nosso Spidey, Peter Parker (Tom Holland), que busca equilibrar sua vida social com as responsabilidades de um super-herói.

Talvez Homem-Aranha: Longe de Casa, seja o filme que leve mais a risca o ditado "com grandes poderes vem grandes responsabilidades". É claro o conflito existencial do personagem durante toda a projeção. Enquanto Peter quer tirar algo semelhante a um ano sabático, para aproveitar uma viagem pela Europa ao lado do seus amigos de colégio, este é surpreendido ao ser convocado por Nicky Fury (Samuel L. Jackson) para uma missão onde precisa enfrentar uma ameaça iminente.

É visível que feridas ainda se encontram abertas e perdas ainda não foram esquecidas. Com a ausência de uma figura tão importante como Tony Stark, nosso Spidey se encontra meio perdido e diria até com medo do seu futuro. No momento, este apenas quer ser um garoto normal e não um possível sucessor de uma figura tão emblemática, já que acredita não ser capacitado para tamanha função.
créditos: Sony Pictures Brasil/ Marvel Entertainmnet
E é verdade. Resumiria Homem-Aranha: Longe de Casa como um rito de passagem para a maturidade. Tom Holland ganha mais espaço e consegue entregar um Peter em processo de evolução, tornando o personagem ainda mais carismático e correlacionável. Até porque quem nunca passou por isso? Quem nunca tremeu na base quando foi posto diante de uma situação que a vida obrigou a amadurecer?

Estamos em meio a uma jornada de autoconhecimento, mas ainda assim recheada de bom humor. A volta de figuras conhecidas como Ned Leeds (Jacob Batalon) e MJ (Zendaya) enriquecem a história. É nítido o desenvolvimento de Ned, sendo responsável pelos melhores momentos cômicos do filme. Apesar de MJ também possuir seu devido destaque, sinto ainda que esta se encontra muito ainda na bolha de interesse amoroso. Zendaya é incrível em cena e aquele ar sarcástico faz você se apaixonar por ela, mas sabemos que a personagem pode fazer muito mais.

Já em relação à ação do filme, creio que introduzir cenários como Londres, Paris e Veneza no longa, torna este ainda uma divertido. Grandes cidades no meio a batalhas grandiosas com direito a muita destruição faz com que o filme ganhe um senso urgência, como de caos.
créditos: Sony Pictures Brasil/Marvel Entertainment
A entrada de Mysterio, vivido por Jake Gyllehaal, engrandece ainda mais essa sensação. O personagem casa muito bem com a proposta do filme e gosto que ele provoque dúvida tanto dúvida em Peter como no espectador de suas intenções. E não serei eu a revelar esse mistério.

Claro, que se você já conhece o background de Mysterio pode já imaginar uma coisa ou outra, mas para aqueles que procuram ser surpreendidos o filme consegue segurar muito bem o tom enigmático do personagem. Além do fato, de Jake estar simplesmente confortável no papel, é nítido como o ator está se divertindo e sinceramente ele rouba a atenção quando entra em cena. 

Homem-Aranha: Longe de Casa cumpre sua a missão ao deixar de lado alguns arquétipos já conhecidos dentro do MCU ao focar nas inseguranças de Peter Parker. Sim, o filme ganhou ares internacionais, mas ainda estamos falando do nosso herói da vizinhança com dilemas tão reais quanto os nossos. Ahhh miranha que bom ter você de volta!

LEIA TAMBÉM