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Crítica | Stranger Things (3ª temporada) sem spoilers


Com uma atmosfera dos anos 80, muitos neons e várias referências, a terceira temporada de Stranger Things te amarra em vários aspectos. Com uma narrativa baseada nos conceitos clássicos de ficção científica e terror (que até parece que fizeram uma fusão das mentes brilhantes de Steven Spielberg e Stephen King), a série mantém a mesma história e o pior pesadelo dessa jornada não vem do mundo invertido, vem da realidade, da puberdade e vida adulta. 

É muito provável que você se sinta mais interessado em ver a forma como o elenco se desenvolveu do que com o grande perigo que novamente cerca a cidade de Hawkins. No quesito mundo invertido, faltou originalidade, apesar de cada vez vir com mais novidade de monstros e como eles “funcionam”, sabemos que no fim, eles conseguem derrotar “os bicho tudo”. Pelo gostinho dos pós créditos, na próxima temporada teremos um caos ainda maior, mas espero que não no mesmo sentido porque vai chegar uma hora que essa repetição vai cansar.

Em contrapartida disso, temos o elenco crescendo e descobrindo novos desafios. Os personagens continuam sustentando a série de um jeito ainda mais fofo; tanto na relação entre pais e filhos, quanto melhores amigos e até os romances de adolescentes. O desenvolvimento e a personalidade de cada um agregam ainda mais na história. E a melhor parte disso, é que todos têm seu tempo em tela dividido por igual, mesmo que alguns arcos tenham se destacado mais que outros. 

E não são só nossas crianças que estão crescendo, já nas primeiras cenas você percebe o quanto a produção está mais grandio$a, com números consideráveis de figurantes, uma cenografia, iluminação e som de encher os olhos. Cada enquadramento é usado de forma inteligente, até nos simples detalhes, como a maneira que eles usaram para a transição de cenas. O visual é tão lindo que parece real - que até quem não viveu naquela época acaba se identificando. Você consegue imergir nos anos 80 oitenta e sem perceber já está cantando “The NeverEnding Story” (cena mais iti malia da vida). 

Tirando a “mesmice” do mundo invertido, a terceira temporada de Stranger Things é intensa emocionalmente, com uma mistura na dose certa de mistério, humor, suspense a até mesmo um pouco de romance. Assistam!

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