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Review | Crash Team Racing: Nitro Fueled


Eu não me lembro se já declarei a minha paixão por jogos de kart, aqui no blog, mas é uma daquelas coisas mais “bobas” que eu não consigo viver sem. Alguns prêmios ganhados em competições de Mario Kart, ao longo de suas diversas versões e medalha de ouro na versão do Nintendo 64, jogando com os pés! Sim, com os pés mesmo. Esse é o nível do meu vício em jogos de kart!

No entanto, nem só de um dos carros chefe da Nintendo viverão os pilotos de kart, e hoje eu vim trazer um pequeno review sobre o que achei de Crash Team Racing: Nitro Fueled — e que eu comprei na pré-venda, certamente.

Após o sucesso de N. Sane Trilogy, o remake de Crash Team Racing já era muito esperado, aguardado e aclamado pelos fãs da franquia, que há vinte anos chegou para competir com o Mario Kart — embora os fãs saibam que uma comparação entre os títulos não é viável, por foco em experiências de jogabilidade bem diferentes.

JOGABILIDADE

Aqui em Nitro Fueled, o clássico sistema de propulsões geradas nas derrapagens continua fazendo toda a diferença no jogo. Arrisco até mesmo a dizer que está mais importante do que em tempos remotos, uma vez que só é possível vencer em algumas pistas se o player explorar bastante essa função, que agora traz até três níveis de impulso! Tornando a disputa bem complexa em alguns momentos.

As pistas do remake evoluem bastante, mas não deixam de ter o mesmo traçado das versões originais. E os upgrades foram muito bem-vindos, porque ao mesmo tempo que traz uma imersão muito maior, não deixa de lado a nostalgia das pistas antigas. Algumas são realmente bastante modificadas, mas com certeza agradarão os fãs mais saudosistas.

MODOS DE JOGO

Temos aqui os modos de jogo da copa clássica, para vencer o desafio de Nitrous Oxide, mas também dá para competir com amigos locais e no modo online! Bem completo como esperávamos.

Uma coisa que me agradou bastante foi o fato de poder trocar o personagem no decorrer da aventura — diferente do original que fazia o player utilizar o mesmo corredor do início ao fim do modo clássico. E além de permitir a alternação de personagem, também permite customizar e fazer upgrades e adaptações nos karts, utilizando apenas moedas do jogo, conquistadas ao decorrer das pistas.

E TEM FALHAS?

Tem sim. Alguns bugs como uma mira fantasma, travada na sua traseira, mesmo depois de o míssil perseguidor explodiu em alguma barreira e alguns limites de obstáculos um tanto imprecisos podem ser encontrados durante as corridas, mas nada exagerado e que não deva ser corrigido em breve.

A derrapagem entra em uma corda bamba. Sendo uma das principais características do jogo, como falei lá em cima, Nitro Fueled mantém a mesma “leveza” do original, mas isso se contrasta bastante com o remake e as pegadas dos jogos mais atuais. Não chega a ser necessariamente uma falha, mas com certeza receberá críticas de jogados mais recentes que não conheceram a versão de 1999 e que provavelmente esperam mais robustez dessa função.

SENTENÇA FINAL

Crash Team Racing: Nitro Fueled com certeza veio para agradar os fãs da franquia, com uma excelente dose de nostalgia, moldada em experiências gráficas e em modos de jogos atuais, com uma regionalização excelente — tanto em dublagem quanto em legendas totalmente em português!

O jogo oferece muita diversão e cumpre a missão de entregar um excelente título para quem gosta de jogos de kart, independentemente de suas referências especiais para o público do século XX.

Não buscando comparação com o gigantesco título de Mario Kart — que ainda se mantém em um nível mais elevado — mas apostando em características próprias que conseguem conquistar os fãs.

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