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Crítica | It - Capítulo 2


O retorno do Clube dos Perdedores 

Para quem vai ao cinema pensando que irá assistir um filme de terror pode esquecer, IT -Capítulo 2 não passa de um filme de sessão da tarde. Sendo uma mistura de "Todo Mundo Em Pânico" com efeitos visuais no estilo do renomado diretor Tim Burton, confesso que a produção me deixou desapontada.

Apesar de ter me sentido "trolada" e tal sensação não ter sido satisfatória, ainda há elementos em IT - Capítulo 2 que são positivos. Mesmo não sendo o filme de terror/suspense que gostaríamos de assistir, a história ainda prende nossa atenção graças ao grande elenco que faz parte deste novo e conclusivo capítulo.

Na trama, as crianças, agora em sua fase adulta, são chamadas por Mike (Isaiah Mustafa) para retornarem à Derry. Sim, os integrantes do Clube dos Perdedores são convocados a retornarem ao local de seus maiores traumas e precisam tomar uma decisão: voltar e cumprir com o pacto ou trair a confiança de seus amigos.

Conforme as informações coletadas por Ben (Jeremy Ray Taylor) no primeiro filme, Pennywise surge para se alimentar a cada 27 anos, e dessa vez não é diferente. Com todos reunidos novamente, Mike explica que descobriu uma forma de destruir a entidade maligna. Para isso, é necessário que o grupo retome lembranças deste traumático passado e adentre em uma verdadeira batalha sangrenta contra o palhaço.
crédito: Warner Bros Pictures
Com uma duração de quase três horas, o filme mais uma vez foca no desenvolvimento de cada um dos personagens e suas experiências com Pennywise, o que pode ser uma faca de dois gumes. Ao mesmo tempo que a construções destes é bem feita, ao mostrar o crescimento dos protagonistas e rumos que tomaram em suas vidas, que condizem totalmente com suas personalidades, é visível o pouco tempo deixado para a conclusão da história em sim. 

Como mencionado anteriormente um grande ponto positivo é o casting, algo fantástico em ambas as produções. A chegada de Jessica Chastain (Beverly), James McAvoy (Bill), Bill Harder (Richie), Jack Ryan (Ben), James Ransone (Eddie), Andy Bean (Stanley) e  Isaiah Mustafa (Mike) só agregada mais a história e essa transição de crianças para adultos é feita de uma maneira tão crível e orgânica. Você simplesmente consegue ver os seus Eu mirins na atuação de cada um deles. Contudo, caso você sinta falta das crianças, relaxa que você poderá matar a saudade já que elas aparecem em várias cenas do segundo capítulo.

O brilhante ator James McAvoy, que interpreta Bill na vida adulta, não foi tão brilhante assim, já que para mim ele “deixou a desejar” em alguns momentos do filme. Ademais, é preciso mencionar o ator Bill Skarsgård, que interpreta o palhaço Pennywise. O capítulo dois dá espaço para que este mostre sua brilhante atuação como o ser que aterrorizou a infância dos nossos protagonistas. Por último, é impossível não fazer uma menção honrosa a Bill Hader (Ritchie) ao inserir um alívio cômico eficaz e perfeito para a narrativa. Provocando boas risadas.

créditos: Warner Bros Pictures
O filme se utiliza muito do jump scare, algo que pode até provocar uns sustos em divertidos em algumas pessoas, mas a verdade é que este não funciona em grande parte do tempo. A falta deste recurso tinha sido um dos pontos positivos do primeiro filme, mas parece que o diretor resolveu ignorar as críticas positivas. O mesmo não pode ser dito dos efeitos especiais, estes estão espetaculares, de deixar o telespectador sem fôlego em alguns momentos.

A trilha sonora por sua vez - toda instrumental, diga-se de passagem - é utilizada de uma maneira bem interessante, já que em momentos de suspense/tensão está é inserida de uma forma um tanto quanto alegre, tipo música de Fanfarra (toque conjunto de instrumentos de metal em momentos festivos).

A verdade é quem for assistir It - Capítulo 2, se deparará com um filme que se apoia no discurso da valorização da amizade verdadeira e sua consequências e da descoberta do amor. Como também, se deparará com muito efeitos visuais de tirar o fôlego. Isso não é ruim, mas ainda assim não é o retorno de Pennywise que eu gostaria.

Texto da colaboradora Talita Caputo

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