Swift

Capitão América: Desígnios Sombrios


Ah, os tempos de outrora, como já dizia Khaled Hosseini — “... não é verdade o que dizem a respeito do passado, essa história de que podemos enterrá-lo. Porque, de um jeito ou de outro, ele sempre consegue escapar” (O Caçador de Pipas).

Desígnios Sombrios vai ressuscitar alguns fragmentos do passado de Steve Rogers e revelar um pouco mais do que o plano nazista tinha em mente para destruir meu personagem favorito da Marvel. Como a capa já declara e a própria menção ao nazismo anuncia, o vilão aqui também é seu arqui-inimigo — Caveira Vermelha.

Steve e Johann estão infectados por um vírus que, enquanto está inativo no Cap, está sintomático no Caveira, que diante de mais uma previsão de morte, resolve usar uma arma guardada desde sua criação, na época da Segunda Guerra Mundia. Chegou a hora do Capitão América enfrentar novamente alguns hibernantes que aguardavam o sinal de despertar, ocultos em monumentos mundiais muito famosos — sempre assim, né?! — e que com certeza farão os fãs de Transformers sorrir com as semelhanças.

Em alguns momentos a narrativa é um tanto lenta. Mesmo com bastante ação, o tempo aqui não passa muito rápido e garante um pouco do foco na explicação histórica desses tais desígnios. Mas isso é compensado com alguns crossovers, tanto da parte dos mocinhos, quanto dos vilões também, resultando em um dinamismo e uma variação de humor bem-vinda. Há também uma dose extra de tensão, porque agora o nosso Sentinela da Liberdade precisa proteger o mundo não somente das engenhocas que o caçam, mas também de si mesmo — uma vez que o vírus que ele carrega pode dizimar a humanidade rapidamente!

E por falar nas engenhocas, elas também carregam um ponto fraco do livro, porque mesmo criadas há tanto tempo, conseguem superar tecnologias de última geração de ninguém menos do que Tony Stark, além e derrubar leis da física, sem explicação alguma. Mas o problema mesmo está na no momento de concluir essas capacidades, e que me relembrou da raiva que Kevin Feige me fez, com aquela história preguiçosa do Cap, na Marvel Now (Nova Marvel), uma vez que toda a glória criada vem de uma fonte que já cansou todos os fãs e que sempre se tornam na saída para uma falta de explicação. Deixa um tom de “preguiça” em não trazer algo com mais base real e coerência.

A história é bem interessante, o cenário, as estratégias, as ações, os riscos e os elementos-surpresa também são muito bons, mas Stefan realmente deixa um pouco a desejar com sua aparente “preguiça” de explicar as coisas e defender o surreal. No final das contas, o saldo ainda termina bem mais positivo do que negativo e com certeza vale a pena ser lido pelos fãs do Cap e da Marvel.

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