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3º Andar – Terror na Rua Malasana | Crítica

13 novembro 2020 0 Comentários

3º Andar - Terror Na Rua Malasana | Crítica

Em plena sexta-feira 13, nada mais justo do que trazer a crítica de 3º Andar – Terror Na Rua Malasana, produção que se utiliza dos eventos ocorridos no bairro de Malasaña, em Madrid, para criar uma lenda paranormal.

Envolta em muitos mistérios, a região ficou conhecida por inúmeros casos brutais, como do alfaiate — que por estar endividado e temendo envergonhar família, assassinou sua esposa e cinco filhos, com os mais diversos materiais e logo após tirou sua própria vida. Ou do estranho acontecimento em que um homem foi encontrado morto em um apartamento e, três anos depois, outro morador foi achado sem vida no mesmo local. Tais fatos alimentaram os rumores de amaldiçoado do bairro e criaram uma lenda em cima deste. Tendo 3º Andar – Terror Na Rua Malasana, se aproveitado desse imaginário para criar sua própria mitologia.

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Na trama, Manolo (Iván Marcos) e Candela (Bea Segura) se estabelecem no bairro Malasaña, em Madri, com seus três filhos e o avô Fermín (José Luis de Madariaga). Deixando sua cidade natal e se mudando para a capital, a família vai em busca de oportunidade, em um país que se encontrado livre de um regime ditatorial. Mas há algo que a família Olmedo não sabe: no apartamento do 3º andar em que os integrantes vão morar, eles não estão sozinhos, e os sonhos de prosperidade podem se tornar um verdadeiro pesadelo.

O filme espanhol não possui uma história inovadora, pelo contrário, se utiliza dos mais diversos clichês. Contudo, consegue instigar o espectador ao criar toda uma crença ao redor do prédio e do apartamento 3D — que aguça nossa necessidade pela busca de respostas, como também, conecta muito bem esse mistério a dinâmica da família e os atritos existentes dentro dela.

3º Andar - Terror na Rua Malasaña | Crítica

No entanto, o filme sofre um problema sério de ritmo e isso se deve aos inúmeros jumpscares que 3º Andar – Terror Na Rua Malasana quer enfiar na sua cara. A produção tem essa necessidade de querer dar sustos constantes no espectador, e alguns realmente funcionam, a questão é que a maior parte deles não são bem construídos e sinceramente por diversas vezes jogados aleatoriamente.

O trabalho do diretor Albert Pintó merece elogios, pois dentro de um roteiro batido consegue trazer a sensação de aprisionamento que o filme necessita, ao utilizar sabiamente cada espaço do apartamento. Trabalhando os ângulos, o diretor extrai o melhor daquele ambiente resultando em uma bela cinematografia. Tudo isso acompanhado de uma fotografia que saber dosar muito bem a dinâmica que o filme se propõe.

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Mesmo tendo seus defeitos,  3º Andar – Terror Na Rua Malasaña ainda assim é um divertido filme. Deixando se envolver por esse longa que usa os mitos populares da região de Malasaña para criar uma história sobre um apartamento amaldiçoado, a produção no fim das contas consegue entreter e pode ser uma boa opção para você assistir nessa sexta-feira 13.

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