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A Babá: Rainha da Morte | Crítica

15 setembro 2020 0 Comentários

A Babá - Rainha da Morte

Quando assisti A Babá (2017), não imaginei que a produção ganharia uma continuação mesmo diante de um final aberto, por ser uma aposta imediatista da Netflix. Pois bem, passaram três anos, e A Babá: Rainha da Morte, chega ao serviço de streaming para dar continuidade a essa narrativa cheia de referências a cultura pop e que homenageia o cinema slasher. E devo dizer que vale à pena.

Se passando dois anos após os acontecimentos do primeiro filme, Cole (Judah Lewis) sobreviveu ao culto satânico liderado por sua babá Bee (Samara Weaving) mas continua a ser assombrado pelas terríveis lembranças. Como se não bastasse, ninguém acredita em sua história, achando que este teve algum tipo surto psicótico. Sendo motivo de piada do colégio e de preocupação de seus pais que querem interna-lo em um hospital psiquiátrico, Cole ainda se encontra desesperadamente apaixonado por sua melhor amiga e aliada Melanie (Emily Aly Lind). Diante desse redemoinho de confusão que é a sua vida, o protagonista acaba indo viajar com Melanie para uma festa no lago para espairecer sua cabeça, mas não imaginaria que a teria que novamente lutar contra antigas forças do mal que resolvem fazer uma visita.

Dirigido por McG, o elenco original está de volta com algumas novas adições. Seguindo a mesma fórmula que ganhou fãs, mais uma vez Cole tem que batalhar por sua vida, já que os integrantes do grupo satânico formado por Allison (Bella Thorne), Max (Robbie Amell), John (King Bach) e Sonya (Hana Mae Lee) voltam do limbo para tentar novamente cumprir a sua parte no acordo e por mais previsível que algumas cenas sejam, o uso dos antagonistas é bem mais interessante do que no primeiro filme. Envolto em uma trama recheada de exageros, a produção consegue explicar como o quarteto foi recrutado por Bee, como também, são responsáveis pela cenas cômicas e mortes violentas, ficando aqui o destaque para Bella Thorne que está hilária.

A babá - Rainha da Morte

Por mais que essas figurinhas repetidas sejam legais de serem revisitadas, A Babá: Rainha da Morte, possui novas cartas na manga. Adotando um ritmo bem mais intenso e possuindo um orçamento maior que do primeiro filme, a introdução de novos personagens é um ponto positivo quanto negativo. Começando pelo ponto positivo, a presença de Phoebe (Jenna Ortega) é o que mais me cativou pelo mistério que envolve seu arco e que surpreendeu quando revelado, criando um plot twist interessante e criando um discurso mais maduro a narrativa. Mostrando que o filme de certa forma amadureceu juntamente com seus personagens. Uma quebra de expectativa que realmente não imaginava.

O mesmo não se pode dizer de Melanie e seu grupo de amigos, que são completamente desnecessários para trama. Sinceramente, a figura de Melanie é muito semelhante a de Bee; tanto visualmente como em sua narrativa, o que torna a personagem bem chata. Além disso, os  novos integrantes do culto não possuem qualquer objetivo dentro do filme, tanto que alguns somem como num passe de mágica. Sendo esta a maior falha da produção em minha opinião, pois além desses integrantes não serem carismáticos como o quarteto, eles tiram o tempo de tela deste. Eles não geram nenhum tipo de interesse, podendo suas cenas serem cortadas e distribuídas a outros personagens como, por exemplo, Sonya, que possui aquele ar psicótico maravilhoso, mas que infelizmente possui pouco tempo de tela.

Contudo, mesmo diante de uma trama rasa o filme sabe direcionar seu protagonista e atingir um objetivo. Com alguns escorregões, A Babá: Rainha da Morte ainda consegue a sua maneira homenagear os anos 80 – seja através da trilha sonora ou a filmes – como Exterminador; e o gênero slasher – as menções a Crystal Lake são ótimas; sem nunca se levar a sério. Trabalhe sua suspensão de crença e abrace essa estranha história com irreverência.

Não foi uma sequência que pedimos, mas que se mostrou bem-vinda. E caso você esteja querendo saber se Bee também volta para assombrar Cole, bem ai terá que assistir o filme pois não quero te dar esse spoiler.

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