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A Hora da Sua Morte | Crítica

28 fevereiro 2020 0 Comentários

a hora da sua morte

Quem não gostaria de saber exatamente a hora de sua morte? O problema disso é quando a resposta não é tão animadora assim, revelando uma contagem de vida de apenas dias ou horas. Usando a tecnologia para contar uma história mais atual e palpável, A Hora da Sua Morte poderá render tensão e bons sustos.

Na trama, Quinn Harris (Elizabeth Lail) é enfermeira e trabalha em um hospital da cidade. Durante seu turno ela se depara com um paciente que está com medo de entrar em cirurgia por conta de ter baixado um aplicativo que informa que este irá morrer quando estiver realizando o procedimento. Sem dar muito crédito, Quinn comenta o episódio com os demais amigos do plantão e todos acabam baixando o aplicativo Countdown, onde a personagem é informada de que só terá 2 dias de vida. Inicialmente esta não acredita de que fato seja real o que diz no aplicativo, porém Quinn começa a presenciar eventos sobrenaturais ao longo da contagem regressiva para sua morte, o que faz com que a personagem entre em uma incessante busca por respostas em relação a tudo o que está acontecendo.

A Hora da Sua Morte possui uma narrativa onde se mistura tecnologia e espiritualidade, trazendo as histórias de terror para os dias atuais, sem repetir histórias de possessão e afins, cujas tramas já estão batidas dentro do gênero. Justin Dec, que estreia como diretor, consegue misturar o terror com uma pitada de comédia, mas infelizmente uma história que tinha grandes chances de ser comparada com “clássicos” como Premonição e O Chamado, acaba se perdendo nos furos de roteiro e no final mal trabalhado. As ações dos personagens beiram a imbecilidade e a forma apressada com que Justin Dec conduz a trama, vai deixando falhas no desenvolvimento da história quanto ao aplicativo em si e sua suposta maldição.

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Já em relação ao elenco posso dizer que, no geral, interpretam seus papéis de forma mediana, sendo Jordan Calloway, intérprete de Matt Monroe, um pouco superior em relação aos demais. Contudo, é preciso ainda mencionar as figuras de Padre John (P. J. Byrne) e o Hacker Derek (Tom Segura), que trazem o toque cômico, anteriormente dito, de forma eficaz no longa.

a hora da sua morte

No entanto, há um real incômodo na maneira que entidade é revelada, havendo uma quebra de expectativa em relação a figura que cada espectador cria em suas mentes, de sua própria figura do mal. A filmagem em ângulos específicos com o uso da trilha sonora deixa o clima tenso e as cenas duram mais do que o normal em comparação aos filmes desse gênero, porém o susto é previsível na maioria delas, mas nada que abale o brilhantismo do momento, gerando grandes pulos.

A Hora da Sua Morte é pra quem gosta de tomar sustos sem se importar com a falta de uma história bem trabalhada. Vale a pena pelo entretenimento e se não estiverem satisfeitos com as cenas de terror, pelo menos algumas risadas são garantidas.

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