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A Maldição das Adaptações Literárias

24 junho 2020 0 Comentários

A Maldição da Adaptação

A vida não é um mar de rosas, muito menos no cinema! Independente de grande ou baixo orçamento, as produções sempre têm um tempo considerável para ser desenvolvida e mesmo assim, o resultado final é um tiro no escuro. Depois do resultado você pode jogar a culpa em quem você quiser: no elenco, no diretor, no roteirista (na maioria das vezes) ou na bilheteria… O futuro das adaptações infelizmente dependem de muitas coisas, mas em certos casos parece até que jogaram uma maldição mesmo – o filme ou série tinha de tudo para dar certo, mas infelizmente não vingou. Hoje separamos pra vocês, dez adaptações literárias que infelizmente não conseguiram ser concluídas com sucesso. Vem ver que tristeza!

A Bússola de Ouro (2007)

A Bússola de Ouro

Escrita pelo inglês Philip Pulman, a história é a primeira parte da trilogia Fronteiras do Universo. O filme foi dirigido por Chris Weitz e teve um elenco de peso formado por Nicole Kidman, Eva Green e Daniel Craig, mas isso não foi o bastante.

Mesmo com uma história forte que faz críticas ao catolicismo e a sua relação com a Ciência, o resultado final gerou controvérsias e a bilheteria não foi um grande sucesso, isso fez com a produção fosse deixada de lado. O marketing também não ajudou, fazendo comparações da nova produção com a trilogia O Senhor dos Anéis. O desastre só não foi maior porque o longa conseguiu fazer sucesso em outros países, mas ainda assim a arrecadação não foi o suficiente.

As Crônicas de Nárnia (2005 – 2012)

As Crônicas de Nárnia

Acompanhem a bagunça… Da mente magnífica de C.S Lewis, os livros são maravilhosos! A história que mistura desde elementos mitológicos e contos de fadas até um pouco de temas cristãos, começou sendo comandada pela Disney, que investiu dinheiro nas produções e teve uma bilheteria de sucesso, mas com a sua sequência não aconteceu o mesmo. As Crônicas de Nárnia: Príncipe Caspian teve uma arrecadação bem inferior ao esperado, fazendo com que a Disney abrisse mão das produções. Depois quem tomou as rédeas foi a 20th Century Fox (que atualmente foi comprada pela Disney) e lançou o terceiro filme, mas esse infelizmente repetiu o mesmo fracasso do seu antecessor.

A sequência As Crônicas de Nárnia: A Cadeira de Prata foi anunciada pela Sony Pictures anos atrás, mas não vai acontecer. O que sabemos até agora é que a Netflix está com os direitos para realizar uma série de filmes. Douglas Gresham, enteado de C.S. Lewis, produziu a trilogia e irá retornar como produtor desse projeto que ainda não tem título definido. Ainda é um caminho cheio de neblinas saber qual rumo terá a franquia. Vamos enviar boas vibrações para que tudo dê certo desta vez!

Divergente (2014 – 2016)

Divergente

A saga distópica escrita por Veronica Roth tinha de tudo para dar certo! A história pós-apocalíptica que aborda uma sociedade que se divide por facções fez bastante sucesso no primeiro filme e isso deu espaço para a produção de suas sequências. Ainda com alterações significativas no roteiro, o filme continuou “assistível” até o terceiro (Convergente). Em cada produção, ao invés de concertarem os erros do anterior e tentar fazer melhor, a série foi decaindo de forma vergonhosa de tão ruim, desagradando os críticos e principalmente os fãs.

A produção foi cancelada após o fiasco do terceiro filme, mas ainda há burburinhos que ela poderá voltar como telefilme. Em uma entrevista recente ao ComicBook, o produtor Doug Wick falou um último filme é considerada, mas está suspensa indefinitivamente. Já podem deletar tudo e começar de novo, não é mesmo?

Dezesseis Luas (2013)

Dezesseis Luas

O primeiro livro da saga Beautiful Creatures, escrita por Kami Garcia e Margaret Stohl, chegou nas telonas com uma produção relativamente barata, uma história rasa, desinteressante, com atores estranhos e sem carisma. Algumas pessoas tiveram a ousadia de dizer que o filme abraçaria os fãs desamparados e seria o grande sucessor da saga Crepúsculo, que teve o seu final no ano anterior, mas seu desastre de bilheteria falou o contrário.

Eragon (2006)

Eragon

Eragon é o primeiro volume da série Ciclo da Herança que foi escrita por Christopher Paolini que nem teve a chance de ir muito além do primeiro filme. Mesmo com uma história interessante que envolve elfos, dragões e magia; a adaptação não conseguiu transmitir a essência dos livros, resultando numa obra sem profundidade e como consequência gerou muitas críticas negativas e fracasso de bilheteria, impossibilitando a continuação da série.

Eu Sou o Número Quatro (2011)

Eu Sou o Número Quatro

Eu Sou o Número Quatro é o primeiro de uma série de livros da saga Os Legados de Lorien, um romance de ficção científica escrito por Pittacus Lore (pseudônimo de James Frey e Jobie Hughes). Apesar das muitas alterações no roteiro (de não contar nem 2/4 do que precisava ser contado), o filme não é totalmente ruim. É daqueles que eu costumo chamar de “filmes de sessão da tarde”, ou seja, não é sensacional, mas é divertido.

Mesmo para quem não conhece a saga, no final do filme dá para perceber que deveria ter uma continuação, mas infelizmente o protagonista Alex Pettyfer (Magic Mike) fez o favor de se envolver com a atriz Dianna Agron (Glee) durante a produção, depois eles brigaram tão feio que boatos dizem que Pettyfer estava proibido de se aproximar dela. Ou seja… tchães!

Como o amor pela história é grande, os fãs já subiram várias hashtags no Twitter e até fizeram petições para que a Netflix produzisse uma série de Os Legados de Lorien – o que não seria uma má ideia e eu apoio.

Millennium (2011)

Millennium

Baseado na trilogia policial do escritor sueco Stieg Larsson, Millennium: Os Homens que não Amavam as Mulheres, ganhou sua versão cinematográfica dirigida pelo consagrado David Fincher. O filme que criou uma expectativa muito grande, recebeu ótimas críticas, mas infelizmente teve problemas com a bilheteria. Logo após, o diretor descartou as chances de levar o projeto adiante e se comprometeu com o best-seller Garota Exemplar.

O Guia do Mochileiro das Galáxias (2005)

O Guia do Mochileiro das Galáxias

É realmente complicado quando alguém escolhe mexer numa obra que já é aclamada por milhares de fãs, principalmente a série de ficção científica O Guia do Mochileiro das Galáxias criado por Douglas Adam, que é basicamente um marco para a cultura geek.

Mesmo o autor tendo colaborado na produção e com um elenco bom, o filme também foi vítima da bilheteria. Um dos maiores problemas apontados, foi o excesso de humor inglês que pode funcionar nas fronteiras do país, mas não é bem aceito nos mercados mundiais.

Percy Jackson (2010 – 2013)

PERCY JACKSON

Até dói quando a gente tem que falar de Percy Jackson, não é mesmo? Baseado na saga mitológica de Rick Riordan, o filme que parou em Percy Jackson e o Mar de Monstros (segundo livro e segundo filme). A produção tinha atores bons, a direção de arte e o visual também ficaram bem legais, mas infelizmente o roteiro não ajudou, causando muito desinteresse dos fãs. A bilheteria do segundo filme, que chegou aos cinemas 3 anos depois do lançamento do primeiro, também não foi das melhores fazendo com que a adaptação ficasse no limbo eterno.

Mas sempre tem uma luz no fim do túnel. Este ano, Riordan confirmou através do seu Twitter que a Disney+ fará uma nova adaptação em formato de série, sendo a primeira temporada toda baseada no livro O Ladrão de Raios.

Under The Dome (2013 – 2015)

UNDERTHEDOME

Baseado no romance homônimo de Stephen King – acho que nem baseado foi porque a série saiu uma coisa muito diferente. Pegaram a história central, alguns detalhes e poucos personagens e adaptaram do jeito que acharam que “seria bom”. Acho que ainda não aprenderam que as obras de Stephen King precisam ser fielmente adaptadas para darem certo. Mas é a aquela velha história: roteirista sempre quer dar seu toque e acaba fazendo um merda das grandes.

A série se perdeu completamente ao longo de três temporadas (me espanta o fato de ainda ter conseguido chegar até a terceira – que foi vergonhosa). Foi aquele tipo de série que criou vários mistérios e foi adicionando tanta coisa que não deu conta de resolver o principal. Sem contar no que chamamos de “encher de linguiça”, o desenvolvimento dos personagens também é péssimo. Stephen King deve ter pesadelos até hoje com isso.

Para não deixar vocês traumatizados com A Maldição das Adaptações Literárias, o próximo post será sobre as adaptações que deram certo, porque nem tudo está perdido, certo?

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