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A Maldição do Espelho | Crítica

13 março 2020 0 Comentários

A Maldição do Espelho

A Maldição do Espelho é um filme russo dirigido por Aleksandr Domogarov que traz a sequência do A Dama do Espelho: O Ritual das Trevas, que foi exibido apenas em seu país. Aqui no Brasil o filme será exibido nos cinemas com a dublagem em inglês e legendas em português, o que não agradou, pois tirou um pouco da interpretação e efeitos sonoros do longa.

O enredo começa com a morte da mãe em um acidente de carro que perde o controle e cai em um rio. A adolescente Olga (Angelina Strechina) e seu meio irmão Artyom (Daniil Izotov) se vêm sozinhos e são enviados para um internato pelo pai do menor. Na escola de ar sombrio, Artyom começa a ver sua mãe morta e ao seguir seu chamado descobre, juntamente com sua irmã e seus amigos, um espelho com um símbolo da Rainha de Espadas, uma bruxa conhecida de lendas urbanas que realiza desejos de quem a invoca. E assim, coisas terríveis e sobrenaturais começam a acontecer.

A trama é muito mal desenvolvida, faltando ligação entre cenas e suas histórias. O personagem mirim se mostra uma criança chata e hipnotizado pela bruxa sem motivo nenhum, chegando a irritar. Os amigos de Olga são tão clichês que é difícil criar qualquer empatia por eles. Um fato de péssimo gosto foi a existência da personagem Sonya (Alyona Shvidenkova), que por ser gorda é sempre atacada por sua amiga sexy, Alisa (Anastasia Talyzina), a todo momento, contendo uma cena com falas dela dizendo que só eram amigas pelo fato de Sonya ser gorda e isso ser bom para destacar o quanto Alisa é maravilhosa. Muito desrespeitos e ofensivo.

Créditos: Personagem Sonya interpretada por Alyona Shvidenkova | Paris Filmes/Divulgação

Além disso temos o bonitão, o nerd e a protagonista rebelde e cheia de mistérios, mostrando que a escritora Maria Ogneva se inspirou em vários filmes de terror, mas sem conseguir o mesmo sucesso que eles em sua narrativa. Assim como Maria Ogneva, o diretor Aleksandr Domogarov fez questão de deixar claro suas inspirações sendo um deles o filme A Maldição da Chorona ao caracterizar a Rainha de Espadas de forma semelhante a Chorona.

Domogarov tem um ponto positivo nas cenas de terror, pois não se utilizou de cenas longas de suspense e nem abusou dos recursos sonoros para dar aqueles sustos tão esperados pelos fãs do gênero. Mas, alguns takes de terror não dão tanto medo assim fazendo com que você já preveja quando e como vão acontecer, mostrando que o diretor focou mais na estética e menos em causar espanto, o que, ao meu ver, foi um acerto, mesmo com a previsibilidade.

A Maldição do Espelho infelizmente não irá agradar os fãs do gênero. Com uma história fraca e cheia de pontas soltas, fará com que seus telespectadores saiam decepcionados, entrando para a lista dos filmes de terror ruins de 2020.

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