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A Possessão de Mary | Crítica

20 janeiro 2020 0 Comentários

Para os amantes de filme de terror, não vai ser dessa vez que vocês iniciaram o ano com o pé direitos. A Possessão de Mary estreia esta quinta-feira nos cinemas e sinto dizer para aqueles que amam tomar sustos que estamos diante de um filme pouco satisfatório.

Podendo ser considerado mais um filme de terror em alto-mar roteirizado por Anthony Jaswinski – o primeiro foi Águas Rasas, que também sofreu críticas negativas – A Possessão de Mary inicia sua premissa quando o capitão David (Gary Oldman), cansado de trabalhar para outras pessoas, decide comprar um veleiro e viajar com toda sua família. Sua esposa, Sarah (Emily Mortimer), a princípio não gosta muito da decisão do marido, mas acaba aceitando a aventura. Sem pesquisar direito sobre a história do veleiro, a família se vê em alto-mar dentro de um barco mal-assombrado e com eventos cada vez mais aterrorizantes e precisam sobreviver até a próxima parada em terra firme.

No começo o filme parece promissor, pois você espera ver como será possível um filme de terror se passando em um veleiro minúsculo, mas com o desenrolar da trama fica claro que nem a direção de Michael Goi é capaz de salvar o roteiro de Jaswinki. A história é totalmente jogada na tela, sem uma introdução prévia de seus personagens. O que pareceu que se queria chegar o mais rápido possível no mar e que não queriam mais sair dele, pois seu final é completamente decepcionante e sem sentido.

a possessão de Mary

créditos: Paris Filmes

Gostaria de parar por aqui minha crítica negativa, mas não vai ser possível. As atuações também deixaram a desejar. Gary Oldman, que já interpretou “Jim Gordon” nos filmes do Batman dirigidos por Zack Snyder, e ganhador de duas estatuetas, também não foi muito bem, mesmo se esforçando bastante. O que não o ajudou foi o roteiro e a péssima atuação de sua companheira Emily Mortimer. Chega a ser bizarro as cenas de terror em que ela está atuando, faltando total credibilidade.

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A única coisa que se salva são os efeitos especiais. Tanto a entidade quanto as cenas do mar aberto ficaram muito boas e caprichadas, o que foi um grande desperdício. Mas calma tripulação, o ano só está começando, espera-se que venham mais filmes do gênero para a alegria dos fãs.

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