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Crítica | Ameaça Profunda

14 janeiro 2020 0 Comentários

Não é de hoje que William Eubank se aventura pela ficção científica.  O diretor já mergulhou no gênero com dois de seu filmes: Love e O Sinal: Frequência do Medo, contudo é com Ameaça Profunda que consegue criar uma narrativa que te fará prender a sua respiração. Misturando suspense e terror, a produção liderada por Kristen Stewart possui seus defeitos, mas não deixa de entreter.

A trama se inicia quando uma das bases da empresa Tian Industrial é destruída por um abalo no fundo do mar, restando apenas alguns tripulantes vivos. Norah (Kristen Stewart), Paul (T.J. Miller), Emily (Jessica Henwick), Liam (John Gallagher Jr.) e Rodrigo (Mamoudou Athie) iniciam uma corrida contra o tempo juntamente com O Capitão da base (Vincent Cassel) ao decidirem percorrer 11 quilômetros no fundo do mar para chegarem até a escavação principal e se salvarem.

No decorrer da caminhada eles se deparam com a falta de oxigênio e descobrem que estão sendo perseguidos por criaturas não muito amistosas. Roteiro este que não é nenhuma novidade para quem assistiu Aliens e Do Fundo do Mar, sendo perceptível a influência de ambas as produções tanto na sua narrativa e visual. Contudo, devido a essas inspirações que a história e a construção dos personagens sofrem ao nos deparamos com situações que não foram bem trabalhadas pelos roteiristas Adam Cozad e Brian Duffield. Aparentando ser uma história que foi contada da metade para o final.

Kristen Stewart que interpreta Norah no filme está perfeita. Seu visual e atuação foram impecáveis, consolidando e se distanciando cada vez mais da figura emblemática de Bella Swan da saga Crepúsculo. Mérito este da atriz que ao longo dos anos vem mostrando versatilidade e evolução. Kristen consegue convencer como uma engenheira mecânica habilidosa que se encontra em seu limite físico e psicológico.

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             créditos: Fox Film do Brasil

No entanto, tais erros não irão atrapalhar a experiencia de quem for assisti-lo. Não estamos diante de uma grande história, mas nem por isso ela deixa de entreter. A direção de Eubank toda a tensão que a produção necessitada ao de utilizar de cortes rápidos e closet bem fechados, causando a sensação de claustrofobia e visão limitada que existe nas profundezas do oceano. Sem contar as cenas em Slow Motion que ficaram incríveis com a ajuda da fotografia dirigida por Bojan Bazelli.

Mesmo sendo um ambiente escuro e de difícil visualização, é possível ver as características das criaturas e das situações que vão acontecendo conforme a visão dos personagens. Confesso que esse era meu grande receio após assistir o último Godzilla e a Batalha de Winterfell da série Game of Thrones (A longa noite – 8×03), que falharam miseravelmente nesse quesito.

As cenas de terror e suspense são amparadas pela trilha sonora, ou melhor, pela falta dela nessas cenas específicas. O silêncio que antecede ao “Jump Scare” (sim, tem jump scare) é deixado mais tempo que o normal, criando um clima de suspense quase insustentável, como também, o corte rápido da câmera para a cena que dará o susto.

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Para quem tem medo ou não gosta de tomar susto, o filme é todo feito no suspense, sendo poucas as cenas de terror, por isso vale a pena vencer esse empecilho para ter essa experiência. E vale mais a pena ainda se for assistir no cinema por conta das cenas de ação e efeitos especiais. Se você não se importa com um roteiro não muito bem trabalhado, Ameaça Profunda é um filme que te fará perder o fôlego.

 

 

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