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Bad Boys Para Sempre | Crítica

29 janeiro 2020 0 Comentários

Bad Boys For Life

Bad boys, bad boys, Whatcha gonna do, whatcha gonna do, When they come for you“, é uma estrofe que trás nostalgia. Entoada por Bob Marley, mas eternizada pela franquia Bad Boys, é impossível não se lembrar de Mike Lowery (Will Smith) e Marcus Burnett (Martin Lawrence), dois policiais casca grossa que patrulhavam as ruas de Miami nos anos 90. E após 17 anos, a dupla volta as telonas para uma nova missão em Bad Boys Para Sempre.

Estreando está quinta-feira, dia 30, nos cinemas, o terceiro capítulo da franquia é dirigido pela dupla belga Billal Falha e Adil El Arbi. Isso mesmo Michael Bay – que dirigiu os dois primeiros filmes (1995 e 2003) – pendurou as chuteiras, mas fiquem tranquilos porque a produção está em boas mãos. Diria até que a chegada da dupla traz um frescor e consegue inserir um viés mais dramático na relação de Mike e Marcus.

Na trama, vemos a dupla de policiais já beirando os seus cinquenta anos. Contudo, enquanto Marcus quer se aposentar para finalmente se dedicar a sua família e ao seu recém-chegado neto, Mike ainda vive uma vida de solteirão, sem regras, estabilidade ou compromissos. Claramente, em fases diferentes, o choque entre a dupla é inevitável e se agravando quando Mike sofre um atentado.

Bad Boys For Life

créditos: Sony Pictures Brasil

Mesmo quase tendo chegado a óbito Mike quer ir atrás do seu agressor, atitude está claramente baseada em sua raiva e diria até vaidade, como observado por seu parceiro. Tais escolhas fazem com que Marcus tenha que adiar sua tão sonhada aposentadoria para ajudá-lo nesta caçada.  A dupla ainda conta com o apoio do AMMO, um grupo de elite policial comandado pela policial Rita (Paola Nunez).

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A interação entre o grupo – que conta com os novatos Kelly (Vanessa Hudgens), Rafe (Charles Melton) e Dorn (Alexander Ludwig) – e a dupla gera ótimos diálogos. É visível o choque de gerações, o que ocasiona conflitos. Ao invés de batida policiais, agora drones são usados nas investigações. A força letal é menos usada, para dar lugar a uma abordagem menos agressiva ao usar balas de borracha em suas armas.  Toda essa discussão cria bons momentos cômicos, mas também insere uma reflexão sobre o comportamento da polícia em nosso cenário atual.

Pois bem, é com essa equipe que Bad Boys Para Sempre faz o que sabe de melhor: entregar um filme com um grande senso de urgência e recheado de entretenimento. 17 anos não prejudicaram essa dupla interpretada por Will Smith e Martin Lawrence, que diga-se de passagem possuem carisma e química de sobra.

Bad Boys For Life

créditos: Sony Pictures Brasil

Recheado de cenas de ação, luta e perseguições, características que tornaram a franquia famosa, porém a direção de Billal e Adil  modernizam a franquia como também trás um certo frescor. Abusando de tomadas panorâmicas, planos inclinados (ângulo holandês) e com cenas de lutas filmadas de forma precisa, sem a conhecida shaky cam, a produção ganha uma certa maturidade que condiz com os seus protagonistas. Além disso, a fotografia estilizada, que também é marca do longa, volta pelas lentes de Howard Atherton.

No fim, Bad Boys Para Sempre mostra que uma franquia com 25 anos ainda tem história para contar quando está bem planejada. Com um roteiro simples, mas redondo e objetivo, voltamos a patrulhar as ruas de Miami ao lado de Mike Lowrey e Marcus Burnett. Até então, algo que não víamos como necessário, mas após esse filme se mostrou necessário e saudosista.