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TOP 10: FILMES TEENS E SUAS TRILHAS SONORAS MARCANTES

17 novembro 2017 7 Comentários

Sabe aquele filme que pode não ter o melhor roteiro do mundo, mas sempre tem uma música que marca alguma cena? Para filtrar um pouco as muitas opções, selecionamos filmes que marcaram a nossa adolescência e que os próprios protagonistas soltam a voz! Vem conferir a nossa lista!

Ah, como de costume, separamos as músicas pelo ano de lançamento do filme para não comprometer a nossa preferência. 🙂
Starstruck (2010)

Hero – Sterling Knight

O filme conta a história de Jessica Olsen, uma adolescente que viaja para Los Angeles e algo acontece que ela se depara em uma aventura com o pop star Christopher Wilde e o desenrolar disso todo mundo já sabe ou imagina… Mas porque escolhemos este filme? Porque Christopher apresenta ‘Hero’, sua mais nova composição. E a música é daquele tipo “Disney song” que fica que nem chiclete na cabeça.
Outro Conto da Nova Cinderela (2009)

Tell Me Something I Don’t Know – Selena Gomez

O título já diz tudo… É aquela velha história… Mary (Selena Gomez) perdeu os pais durante a infância e foi adotada por uma cantora pop que está com a carreira musical em decadência, para completar o combo, ela ganha duas meio irmãs. Enquanto isso o astro adolescente Joey Parker (Drew Seeley), faz um concurso de dança para encontrar uma nova bailarina e Mary encanta o rapaz. Seguindo a tradição da Cinderela, antes que ele possa conhece-la, ela foge, deixando como pista um aparelho de música.

Talvez dançar seja mais importante do que o cantar neste filme, mas como temos Selena Gomez como protagonista, você acha mesmo que não ia ter uma música ali que marcasse o filme?

Hannah Montana: O Filme (2009)

The Climb – Miley Cyrus

Continuando a saga da Hannah Montana na série, Miley é levada para Crowley Corners no Tennensee por seu pai (Billy Ray Cyrus) para que ela redescubra suas raízes. Para fechar o filme, temos a música The Climb que foi escrita pela própria Miley, para demonstrar o que ela está sentindo.
Encantada (2007)

That’s How You Know – Amy Adams

Fugindo um pouco das estrelas da Disney, mas numa história não muito diferente do que a gente conhece, temos a atriz Amy Adams interpretando Giselle, uma princesa que foi banida do seu reino por uma rainha má e foi enviada para o caos de Manhattan. Logo ela conhece Robert (Patrick Dempsey), um advogado divorciado que muda toda sua rotina em função da nova hospede.

Em um passeio ao Central Park, Giselle canta a música ‘That’s How You Know’, que sem dúvidas, é a que mais gruda na cabeça, e todos a sua volta entram na dança.

Camp Rock (2008)


This Is Me – Demi Lovato

Mitchie Torres (Demi Lovato) quer muito participar do famoso acampamento musical de verão chamado “Camp Rock“, mas tudo que consegue é um emprego na cozinha. Um dos participantes do acampamento a escuta cantando e fica apaixonado por sua voz, mas antes de assumir seu enorme talento e finalmente se apresentar, ela precisa criar coragem – e cria bem fácil ao som de ‘This is Me’.
High School Musical (2006)

Breaking Free – Vanessa Hudgens e Zac Efron

Durante as férias, Troy Bolton (Zac Efron) e Gabriella Montez (Vanessa Hudgens) se conhecem em um karaokê. Mais tarde, os dois se reencontram no início das aulas, já que por coincidência Gabriella foi matriculada exatamente na turma de Troy. Quando inicia as audições para o musical da escola, os dois se arriscam em cantar juntos e o resultado dessa união é a música ‘Breaking Free’, a mesma música que cantaram juntos quando se conheceram no karaokê.
Sexta-feira Muito Louca (2004)

Ultimate You – Lindsay Lohan

Tess (Jamie Lee Curtis) e Anna (Lindsay Lohan) são mãe e filha que vivem se desentendendo. Decididas a acabar com as brigas, elas repentinamente trocam de corpos. Agora cada uma precisa aprender a lidar com a vida da outra, com as confusões crescendo ainda mais pelo fato de Tess estar de casamento marcado. No desenrolar da história, Tess reconhece o dom musical que Anna tem e convida a banda dela para tocar em seu casamento.

Meninas Malvadas (2004)

Jingle Bell Rock – Lindsay Lohan, Amanda Seyfried, Rachel McAdams e Lacey Chabert

Continuando em um filme também estrelado por Lindsay Lohan, dessa vez a atriz interpreta Cady, uma garota que cresceu na África e sempre estudou em casa e que nunca foi a uma escola. Após retornar aos Estados Unidos com seus pais, ela se prepara para iniciar sua vida de estudante, se matriculando em uma escola pública. Logo, Cady percebe como a língua venenosa de suas novas colegas pode prejudicar sua vida e, para piorar ainda mais sua situação, Cady se apaixona pelo garoto errado.

O clássico ‘Jingle Bell’ ganha uma nova versão sendo apresentada pela turminha popular da escola num concurso de inverno da escola.
Lizzie McGuire: Um Sonho Popstar (2003)

What Dreams Are Made Of – Hillary Duff

Lizzy McGuire (Hilary Duff) e seus amigos vão para uma excursão escolar na Itália e em um dos passeios, Lizzy é confundida com Isabella, uma cantora pop local muito popular. Adorando a confusão, Lizzy resolve aproveitar e se divertir com a fama repentina, apaixonando-se por Paolo (Yani Gellman), ex-namorado de Isabella e que também é um “cantor” de sucesso. O que Lizzy não esperava era ter que se apresentar em um grande show no Coliseu e soltar a voz.

Crossroads: Amigas para Sempre (2002)


I’m Not a Girl, Not Yet a Woman – Britney Spears

E para fechar esse post de pura nostalgia, temos a princesinha do pop Britney Spears em uma tentativa de atuação no filme Crossroads: Amigas para Sempre. No filme Lucy (Britney Spears), Kit (Zoe Saldana) e Mimi (Taryn Manning) são três amigas de infância que ficaram 8 anos afastadas e se reencontraram recentemente. Elas planejam realizar uma viagem pelo interior dos Estados Unidos, onde esperam restabelecer a antiga cumplicidade e experimentar coisas novas. Com os mais diversos sonhos em mente e pouco dinheiro no bolso, elas acabam pegando carona com o misterioso Ben (Anson Mount), amigo de Mimi.

A música entra no final do filme, quando Lucy cria coragem de exibir sua composição em um concurso musical. 

E ai, o que acharam desse TOP 10? Confesso que bateu uma nostalgia de leve por aqui. Deixem nos comentários qual desses é o seu filme preferido e qual outro você incluiria na lista!
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Crítica: Liga da Justiça (Sem Spoilers)

15 novembro 2017 0 Comentários

Traumatizados
pelas cenas de guerra e desastres, espionados pelas ubíquas câmeras de
segurança, ameaçados por vilões exóticos que confabulam em cavernas e lares
subterrâneos, presas de Deuses do Medo obscuros e monumentais, estamos sendo
inexoravelmente sugados para a realidade dos quadrinhos, e restam poucos
segundos pra salvar o mundo, como sempre.
Grant Morrison.

Eu
li uma vez que os super-heróis são a ideia mais poderosa de nossa época. Acho
que foi Grant Morrison que disse algo parecido. Não tenho certeza agora, mas
parece algo que Grant Morrison diria. Grant Morrison provavelmente está correto.
Não só porque ele é o cara que entende os super-heróis, mas principalmente porque
os super-heróis entendem e explicam quase tudo sobre nós. Você olha os
uniformes coloridos e as histórias muitas vezes até simplistas e pode esquecer que,
desde a mitologia grega, a gente conta história de heróis para explicar a vida
e todas as partes que ainda não entendemos do mundo.

As
quantias quase pornográficas que movimentam o mercado dos fantasiados talvez
sejam um indício de sua popularidade, mas com certeza não contam quase nada
sobre as razões de sua ascensão. Em 2016, quando Batman v. Superman chegou às telas, eu escrevi um texto aqui para o
blog, tentei ser absolutamente sincero, embora não no sentido simplesmente
técnico e parcial. Eu tentei escrever sobre o tanto que a gente se importa com
esses personagens, porque, no fim das contas, a gente sempre vai ao cinema
querendo se apaixonar, reclamar do que deu errado é só sintoma e consequência.

Mesmo
o fã mais apaixonado da concorrência tem que admitir que nenhum filme do gênero
poderia ser maior que Liga da Justiça. Eu realmente gostei do que fizeram com
Vingadores, em 2012, mas, mesmo naquela época, enquanto robôs de espaço
invadiam a Terra e eram mandados de volta pelo maior time de super-heróis da
Marvel, o que a verdade do meu inconsciente gritava era: imagine se fosse a Liga da Justiça…

Bom,
agora é. Estamos em 2017, a maioria dos personagens que protagonizam Liga da Justiça já passou da idade de se
aposentar, mas, como eu disse no início, o tempo não fez nada para extinguir
nossa vontade de se importar. Na trama simples e quase genérica, uma invasão
alienígena em curso está prestes a tirar os maiores heróis da Terra de sua
pacata obscuridade. Com o trágico sacrifício do Superman, no filme anterior, um
mundo sem esperança olha para os heróis que sobraram e ainda sentem medo.
Batman, mais velho e mais culpado do que nunca, Mulher-Maravilha, ainda olhando
com pena e vontade de ajudar para a precariedade do mundo dos homens, Flash, um
menino quase órfão procurando seu lugar no mundo, procurando principalmente um
lugar para suas habilidades sobre-humanas, Aquaman, o soberano descompromissado
de uma ancestral nação submarina, e Ciborgue, meio máquina, meio homem, meio vivo.


Notadamente
mais leve e muito mais simples em desenvolvimento de trama que seu predecessor,
não me parece em momento algum desconectado das narrativas anteriores. Em O
Homem de Aço (2013), a origem do universo cinematográfico da DC, uma história
em três partes se inicia. Dá para ver o molde clássico da Jornada do Herói (de Joseph
Campbell) funcionando e dando sequência a uma estrutura bem elaborada e
desenvolvida.

No
primeiro ato, O Homem de Aço,
acompanhamos a transição de um mundo sem Superman para o início da Era Heroica,
apresentando a morte do vilão Zod no final como um berço de remorsos e
consequências. Ou seja, partimos aqui do Mundo
Comum
(antes que haja heróis), passando pelo Chamado à Aventura e a Recusa
ao Chamado
(a invasão começa, Zod pede ao povo da Terra que o entregue, mas
Clark não se sente pronto para lutar), o Encontro
com o Mentor
(a memória de seus dois pais que se sacrificaram para que um
Superman pudesse salvar o mundo, salvar dois mundos) e o Cruzamento do Limiar (matar Zod foi aceitar em definitivo sua
responsabilidade, tomar o peso de salvar vidas com um ato final de violência).

Quando
o Superman se estabelece e se torna um herói, chegamos aos tempos sombrios de Batman v. Superman. Amado por uns,
temido por tantos outros, o herói tenta assumir seu lugar no mundo. Aqui
passamos por Testes, Aliados e Inimigos
(todo o conflito moral entre os dois protagonistas), pela Aproximação da Caverna Profunda (o confronto físico entre Batman e
Superman, o momento em que os heróis entendem que não podem vencer o conflito
sozinhos), pela Provação (a morte do
Superman) e pela Recompensa (o mundo
parece novamente a salvo).

Nesse
sentido, não acho que Liga da Justiça
possa mesmo ser considerado um novo direcionamento para o universo
cinematográfico da DC. É o jeito mais antigo do mundo de se contar história nas
mãos hábeis e pacientes de Zack Snyder. Como terceiro ato de uma longa Jornada
do Herói apontada para a origem do Superman, Liga da Justiça tinha mesmo que ser mais leve, mais tocante também,
pois o terceiro ato da jornada é onde tudo se resolve para o mundo e para o
estabelecimento do herói. Com a Estrada
da Volta
, a Ressurreição e o Retorno com o Elixir a obra se completa,
um Superman se completa também e temos aqui duas horas (curtas demais) de um
texto sobre esperança.



Como
fãs podemos às vezes ser muito paranoicos, mas a Liga da Justiça de Snyder não perdeu
a capacidade de emocionar, de parecer quase real em seus dramas humanos. O tão
comentado humor adicionado ao roteiro aparece de forma pontual, mas não rouba a
cena.

Em
suma, Liga da Justiça faz milagre em tão pouco tempo e desenvolve bem e de
maneira orgânica todos os seus seis protagonistas. A interação entre eles
funciona, cria atenção e carisma e nos vende que ali está a última esperança da
Terra. Você assiste com um sorriso no rosto, como se fosse mesmo uma boa
revista de equipe, com os diálogos no lugar certo, com cenas de ação
encantadoras e de encher os olhos. O vilão genérico de CGI não teve a menor
chance.

Amamos nossos super-heróis porque eles se recusam a desistir de nós. Podemos analisá-los até acabar com sua existência, matá-los, bani-los, ridicularizá-los e ainda assim eles voltam, lembrando-nos pacientemente de quem somos e quem gostaríamos de ser.
Grant Morrison.

Liga da Justiça chegou no rastro e nos temores de uma responsabilidade
gigantesca. A gente sabia que um filme mais leve, menor e mais simples viria. Batman v. Superman será sempre
inesquecível para mim, muito mais denso, mais conflituoso, mais pessoal talvez.
Penso, no entanto, que Liga da Justiça
era mesmo o que a gente precisava agora. Zack Snyder fez o giro completo da
jornada, você pode odiá-lo, você pode supor que faria tão melhor no lugar dele,
mas ele pegou tudo que a gente amava nesses personagens, que ele próprio amava,
e entregou, no fim, uma história tão linda, três partes de um grande épico
sobre esperança. Superman vive. O universo DC está vivo e as ideias de Zack
Snyder também. Não sou ingênuo de supor que as coisas ainda serão as mesmas
daqui para frente. Zack Snyder foi embora, mas o pessimismo não venceu. Ele fez
o que tinha que ser feito. Por enquanto, vai ter que ser o bastante. Você já
prestou suas homenagens a Zack Snyder hoje?   

Obs.:
Eu odeio cena pós-crédito. Acho um recurso chato, repetitivo e insuportável.
Dito isso, Liga da Justiça tem a melhor cena pós-credito que já tive o prazer
de esperar na poltrona do cinema. Esperem a segunda.


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Uma viagem à Terra Média: Trilogia O Senhor dos Anéis

3 novembro 2017 7 Comentários

Acho
que todo cinéfilo tem aquele filme que precisa rever/reassistir todos os anos,
é praticamente um ritual a ser seguido.

Pois
bem, eu tenho duas trilogias que sempre revisito: Matrix e O Senhor dos
Anéis.
Detalhe que nessa segunda eu sempre vejo a versão estendida, e será sobre ela
que irei falar hoje. Os filmes das irmãs Wachowski ficarão para outra ocasião.

Os
filmes do Senhor dos Anéis são adaptações de livros de mesmo nome (1955-1956)
do grande J. R. R. Tolkien, escritor, professor e filólogo britânico. Desde
então foi reimpresso várias vezes e foi traduzido para mais de 40 línguas, tendo vendido mais de 160 milhões de cópias, tornando-se um dos trabalhos mais populares
da literatura do século XX.


Tolkien era contemporâneo do escritor C. S. Lewis, e embora não gostasse da maioria de
seus livros, em especial As Crônicas de Nárnia, que entendia ser alegórico e infantil demais, jamais deixou de admirá-lo.

Lewis
fazia apologia cristã em seus livros, que você pode ver claramente nas Crônicas de Nárnia, onde muitas
analogias fazem ligação ao cristianismo. Já Tolkien não tinha essa necessidade de
reafirmar sua aura cristã em suas obras, o autor gostava de histórias que
misturavam fantasia fazendo paralelo ao momento histórico que estava vivendo na
época. Enquanto isso, as obras de C. S. Lewis ficavam restritas a “denominação proposital do
autor”, ou seja, as margens de interpretações feitas pelos leitores
(aplicabilidade) se reduziriam muito.

Apaixonado por línguas, Tolkien chegou a
aprender, além do inglês, cerca de dezesseis outros idiomas (à exceção dos
criados por ele mesmo) que eram os seguintes: grego antigo, latim, gótico,
islandês antigo, sueco, norueguês, dinamarquês, anglo-saxão, médio inglês,
alemão, neerlandês, francês, espanhol, italiano, galês e finlandês.

As Línguas Élficas de Tolkien
Criou
um mundo mágico cheio de criaturas e raças diversas, além de idiomas, o que lhe concedeu a figura de “pai da moderna literatura fantástica”, além de ser amplamente considerado como um dos maiores e, sem dúvida, o mais bem sucedido
autor da literatura fantástica de todos os tempos. Vários autores e cineastas
se basearam em suas obras, como George Lucas em Star Wars.

Acompanhando as obras de Tolkien enquanto crescia, Peter Jackson sempre teve uma vontade enorme de
adaptar os livros para o cinema, começando em 1995 quando considerou realizar um
projeto voltado para a obra. O diretor questionou o porquê de nenhum outro
cineasta ter se interessado em produzir algo relativo à Terra-média. Hollywood
dizia que era infilmável e por isso durou 4 anos entre encontros e
desencontros, até que concordaram em realizar 3 filmes e em 11 de outubro de 1999 começaram
as filmagens.


O diretor, nascido na Nova Zelândia, levou Hollywood para seu país e se utilizou das belezas naturais para filmar toda a trilogia por lá. Onde a Hobbiton (vilarejo dos Hobbits) ainda permanece intacta e serve como local de visitação de milhares de fãs da obra de Tolkien todos os anos. Um dia também irei.

O
roteiro da trilogia foi lapidado pelo próprio Peter Jackson juntamente com sua
esposa Fran Walsh e a roteirista Philippa Boyens. Aos quais nós temos que
agradecer todo santo dia.



A trilogia custou 281 milhões de dólares e arrecadou no mundo inteiro o valor exorbitante de 2,916 bilhões de dólares. No Oscar foram nomeados a 30 categorias e venceram 17, sendo o terceiro filme (O Retorno do Rei) o campeão com 11 nomeações e levou o prêmio em todas as 11 categorias.

Peter
Jackson é conhecido por filmar muito, e os filmes em que ele dirige sempre
precisam de cortes e mesmo depois destes, em média, os filmes de LotR (Lord of
The Rings – O Senhor dos Anéis) tem 3 horas de duração!

Completando
essa mania do Peter de filmar desenfreadamente e juntando o amor pelas obras de
Tolkien, o diretor quis manter-se fiel ao que estava nos livros, adaptando
poucas coisas, já que as obras foram escritas quase 50 anos antes dos filmes
saírem nos cinemas.

Então é aí que entra a figura da ‘versão estendida’, em que sobe para 4 horas, em média, a
duração de cada um dos três filmes. O que serve para os fãs, como este que vos escreve,
se deliciarem. São pequenos aumentos de cenas ou extra nunca vistos. Adoro esse tipo de coisa. Por mim poderia ter sido 5/6 horas de filme.

Uma
das cenas que só existem na versão estendida do filme é a da morte do Saruman. Embora
essa cena seja bem diferente do livro — tanto na versão cinematográfica quanto
na estendida — certamente temos aqui uma sequência memorável para os fãs, que
fez falta na versão original, onde a derrota do personagem e sua morte são apenas
subentendidas.

O
que para mim, e talvez outros milhões de fãs das obras literárias e cinematográficas de ‘LotR’ , não sei se pela forma da escrita do Tolkien, mas digo que os filmes são
sensacionais, superando fácil os livros.


É
nessa trilogia que a captura por movimentos é usada com tamanha maestria. O
ator Andy Serkis ficou famoso atuando como o Gollum e depois como Kong (King
Kong) e Cesar (Planeta dos Macacos). Você vê a evolução da técnica durante os
filmes e em O Retorno do Rei está tão boa que hoje em dia não “envelheceu”.

Hoje
em dia, praticamente ninguém compra dvd ou blu-ray de filmes, mas o box dessa
trilogia em blu-ray é uma pedida certa para os amantes da obra. Além dos três
filmes, temos inúmeros extras mostrando bastidores e entrevistas. Eu ainda busco
a minha, mas é difícil de encontrar, infelizmente.

Como
estava falando para um amigo, esse ano ainda estou devendo, mas daqui para o dia
31/12 eu irei maratonar novamente e ser feliz mais uma vez.

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Primeiras impressões: Assassin’s Creed Origins

18 outubro 2017 0 Comentários
A Ubisoft esse ano marcou uma presença MUITO grande na Brasil Game Show, trazendo títulos como Far Cry 5 e South Park, eles não poderiam esquecer de dar um gostinho para os fãs com Assassin’s Creed Origins, mas será que eles finalmente entenderam o que os jogadores queriam?

Tivemos a oportunidade de jogar por alguns minutos o novo game e podemos dizer só uma palavra: MARAVILHOSO! Eles tiveram todo cuidado com a ambientação no Egito e com os personagens – se tratando das questões de cor deles e até onde eles podem chegar. Os gráficos não deixam a desejar em momento algum, mesmo que às vezes ocorra algumas quedas de frame rate.

Com uma imersão que pode ser sentida logo que começamos o game, podemos ver que esse promete ser diferente de todos os outros da franquia. E que talvez até nos faça esquecer dos que jogamos anteriormente e o torne um grande favorito não só do ano, mas da franquia como um todo. Conhecemos então Bayek, o novo protagonista. É ele que guiaremos durante todo o game e exploraremos o mundo aberto do Egito e o que ele pode nos oferecer. 
A mecânica de movimentação e combate também se apresenta muito diferente de seus anteriores, que após ser totalmente redesenhado, temos a lembrança de games como The Witcher 3 e Dark Souls. Os combates não serão mais tão fáceis assim, fazendo com que os jogadores tenham “gingado” durante os momentos de luta com os inimigos, sendo que cada um terá uma dificuldade diferente e também armamento. E quando se tratar de investigação de área não será mais o mesmo refresco de antes, o que nos fará pensar ainda mais e ter estratégias – ainda mais que podemos usar nossa águia para fazer verificação de área e investigação.

Mesmo com o pouco tempo jogado, vendo apenas alguns pontos existe muita coisa que ainda deve ser explorada, mas esses poucos minutos já nos deram uma sensação ótima de que o game não irá nos decepcionar, mas sim nos fazer sentir um prazer gigantesco no momento de lazer sentado no sofá com o controle na mão. 
E a Ubisoft para agradar ainda mais seus fãs, em parceria com a Escape Time, criaram uma sala temática exclusiva para uma experiência completa do game, com puzzles e ambiente semelhante ao que é apresentado nas telas. 
Em breve falaremos mais sobre nossas impressões envolvendo essa experiência. E se tiver interesse, corre no site do Escape Time e garanta já seu lugar. 

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O que você precisa saber sobre Valerian e a Cidade dos Mil Planetas

8 agosto 2017 0 Comentários

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O diretor Luc Besson está de volta com mais um trabalho sensacional! Estrelado por Dane DeHaan e Cara Delevingne, ‘Valerian e a Cidade dos Mil Planetas’ é inspirado em uma HQ francesa (Valérian e Laureline) que foi publicada pela primeira vez em 1967. Posteriormente, lá para meados de 2007, os quadrinhos ganharam uma versão de série animada com 40 episódios para a TV francesa – que você pode encontrar todos os episódios no youtube (é só clicar aqui). Continue lendo

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Vale a pena assistir Fallen?

9 dezembro 2016 7 Comentários

Em uma das minhas idas a Saraiva do Shopping Interlagos, mais ou menos por volta de 2011, me deparei com um livro que tinha uma capa maravilhosa e com um aspecto meio gótico. Quando li a sinopse, vi que se tratava de anjos caídos – na época eu estava escrevendo um roteiro de um curta metragem sobre o mesmo assunto – foi então que resolvi levar o livro para casa. Não seria exagero dizer que eu “engoli” a história em dois dias e me apaixonei pela forma como era contada e pelos personagens que eu tinha acabado de conhecer. Fallen foi amor à primeira lida! A partir daquele momento comecei a acompanhar os lançamentos seguintes (Tormenta, Paixão, Êxtase e os spin offs) e como muitos fallenatics, a sofrer com a demora da produção e depois do lançamento do filme. Já adiantando aos que estão lendo este post: sim, o filme é fiel ao livro – ainda que com algumas mudanças nos acontecimentos, a mesma história é contada. Todas as modificações foram feitas para se encaixar na tela e para puxar a atenção de quem não leu o livro – mas o filme também apresenta alguns escorregões no quesito produção e direção. Mas será que vale a pena assistir Fallen? Continue lendo