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Hitman (2016): O assassino camaleão

28 julho 2017 0 Comentários

Hitman,
para quem ainda não conhece, é um game de ação e stealth, que prima pela
variedade do modus operandi para concluir as missões. O sexto game da franquia
foi produzido pela IO Interactive e publicado pela Square Enix para PlayStation
4, Xbox One, e PC em formato episódico

É
um jogo que lhe oferece várias opções de finalizar o contrato. Você pode ir
matando todo mundo até conseguir vencer, ou até mesmo indo furtivamente se
infiltrando até chegar ao ponto de, por exemplo, envenenar a comida do seu alvo
e assim completar seu propósito na missão.


Se
assemelha muito ao seu antecessor, o Absolution, porém aqui aprimora mais e
amplia o leque de itens utilizáveis e as maneiras de usá-los a seu favor. Há
também um incremento nos mapas, que são maiores e apresentam variedade de NPCs
com quais você decide se os deixa quietos, os mata ou os nocauteia.

E pelo fato de existirem vários NPCs, há várias formas de você se infiltrar no local ao roubar a roupa deles. De garçom a segurança do alvo. Isso é muito legal, você é um camaleão dentro do game.


Pelo
fato de ter inúmeras maneiras de completar o objetivo, eu considero esse jogo
com um excelente nível de ‘replay’, ou seja, você pode jogar duas, três, dez
vezes e não repetir nenhum padrão e vencer mesmo assim. Isso é maneiro demais.
Me fez querer ter o jogo, porque vou me divertir por muito tempo. Valeu cada
centavo do meu dinheiro gasto na Steam.

Eu
começo cada episódio do jogo querendo ser o “fantasma”, que ninguém vai ver até
que eu já esteja longe, porém acontece exatamente o contrário, parece que sou o
Rambo, acabo descarregando os pentes da metralhadora matando todo mundo pela
frente. Hahaha.

Zerei
o game, com até certa facilidade e em pouco tempo, mas como fui atirando para
todo lado, terminava zerado em pontos. A partir disso, recomecei cada missão
com intuito de pontuar, ou seja, cumprir meus objetivos, não ser visto, não
deixar rastros. Após zerar pela segunda vez, apesar de tentar muito, estou
pontuando quase nada. Nada que uma terceira ou quarta vezes não me ajudem a
melhorar meu instinto de agente secreto.


Eu
falo nas missões, pois o jogo foi dividido em episódios e cada um se passa em
um país com uma temática diferente, mas todos têm vários NPC com inteligência artificial
bem polida. Temos 6 locais:

  • Episódio
    01 – Paris – França
  • Episódio
    02 – Sapienza – Itália
  • Episódio
    03 – Marrakesh – Marrocos
  • Episódio
    04 – Bangkok – Tailândia
  • Episódio
    05 – Colorado – EUA
  • Episódio
    06 – Hokkaido – Japão

O
estúdio que fez o game foi posto à venda pela Square Enix, e caso não consiga
um comprador, é capaz de até chegar a ser fechado pelo prejuízo com os
investimentos. Apesar do jogo ter feito sucesso com a crítica e ter uma
sequência planejada, é capaz de não termos um novo Hitman nem tão cedo.


Nos
resta esperar e torcer para que tenhamos mais games da franquia, pois não há
muitos tão criativos e divertidos como o Hitman.


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Uma escolha chamada ‘Life Is Strange’

15 julho 2017 0 Comentários

A cada mês, os assinante da PlayStation Plus — serviço que garante a conexão online com os demais jogadores de PlayStation — ganham alguns games de bônus. No mês passado, um dos títulos disponibilizados foi “Life Is Strange” e é sobre ele que eu vou falar, aqui no post de hoje.

Eu tenho mania de apenas adicionar os games à biblioteca pra ver depois, porque falta tempo pra jogar tanto como eu gostaria, mas com Life Is Strange foi diferente, meu amiguinho do trabalho começou a jogar e me convenceu a também fazê-lo. Ainda bem. Obrigado, Marcos!

O game é divido em 5 capítulos, porém cada um deles pode terminar de maneira diferente, de acordo com as escolhas do player.

Em todos os momentos da vida nós estamos fazendo escolhas. Nós podemos escolher ativar a função soneca do despertador e chegarmos atrasados no trabalho, podemos escolher estudar mais de um dia para uma prova e garantir uma boa nota. Algumas dessas escolhas são tão simples que muitas vezes nem percebemos suas consequências. Esse é o core de Life Is Strange: as consequências de nossas escolhas.

A diferença é que aqui no jogo, nós vemos as vertentes das nossas decisões. Que rumo as coisas tomariam, caso nós tivéssemos feito outras escolhas.



“Escolher é algo perigoso. Quando escolhemos, temos que abrir mão de todas as outras possibilidades.” — J.K. Rowling



Max, nossa protagonista, possui um poder: voltar no tempo! E em alguns momentos intensos, os players poderão decidir se seguirão com aquela escolha ou se voltarão um trecho do tempo para seguir um outro caminho um pouco diferente, porém sem saber exatamente como aquilo influenciará em uma maior fatia do tempo.

Dedicar um pouco mais de atenção a alguém pode evitar uma morte. Escolher, pensando um pouco mais em si mesmo e no próprio futuro, pode fazer sua vida ser bem diferente quando for mais velho. Decidir com quem se envolver hoje também tem uma grande influência sobre o que pode acontecer amanhã.

O game possui um alto tom de suspense e mistério, com direito a pessoas desaparecidas, suspeitas de assassinato e até mesmo corrupção, tudo isso cheio de adolescentes naquele ritmo colegial que nós estamos acostumados nos filmes e seriados. E a cada momento tudo sendo resolvido com base nas escolhas do player. Inclusive, os jogadores ficarão de coração partido, diante de algumas escolhas cruéis.

Não espere um game de ação. Life Is Strange requer paciência! Não adianta querer escolher tudo de qualquer maneira para terminar logo. O jogador será desafiado a deixar a ansiedade de lado, para que possa refletir e escolher tudo com muito cuidado, afinal, as escolhas influenciarão até mesmo no passado da história!

Algumas coisas são um tanto desnecessárias, como a caça às garrafas, que me fez perder um bom tempo de vida. As brincadeiras de vidência também gastam um tempo desnecessário, mas não há como evitar.

Life Is Strange pode parecer bobo em um certo momento, mas com certeza fará o jogador pensar sobre as escolhas diárias da vida. Sobre o que poderia ter acontecido se tivesse escolhido outro caminho em alguma vertente. O jogo também trará uma grande onda de bad, diante de certas consequências, mas vale muito a pena ser jogado.

Cada capítulo leva uma média de 2h15 para ser concluído, o que finaliza toda a trama em um pouco mais de 10h de jogo.

Personagens bem marcantes, com personalidades muito próximas à realidade, com certeza farão os gamers se identificarem em certos momentos. A trilha sonora também é daquelas que não dá para evitar de se apaixonar, inclusive eu tive que adicionar na minha playlist do Spotify no mesmo dia em que comecei a jogar.


Sobre os gráficos, não são bons, mas realmente não precisam ser. Não é esse o objetivo do jogo. A dedicação maior está em cima do algoritmo da árvore de decisões.

Para fechar, eu quero deixar uma frase, de um autor desconhecido, que tem tudo a ver com Life Is Strange:

“Muitas vezes gostaríamos de voltar o tempo, seja para mudar algumas coisas ou até mesmo para reviver outras. Mas a verdade é que se pudéssemos voltar ao passado, tenho a certeza de que jamais seguiríamos em frente.”