hq-e-manga category image

A Era dos Vilões | Venom

16 agosto 2018 0 Comentários

Olá, tripulação! A Era dos Vilões chegou aqui na nossa nave, mostrando que nem só de super-heróis viverão os geeks. Por isso, eu venho falar sobre um vilão que detém grande parte do meu amor e é um dos meus favoritos!

Depois do meu Capitão América — eternamente em primeiro lugar —, o Homem-Aranha é um dos personagens da Marvel que mais amo, e eu só tenho a agradecer por ele também ter um dos melhores vilões. Pode entrar, Venom!



Venom é facilmente reconhecido por sua linhagem alienígena, mas poucos sabem sobre sua origem e como ele chegou às HQs, mas é exatamente para isso que estou aqui! Porém, antes de chegar ao Venom, eu preciso falar um pouquinho sobre os Simbiontes e Klyntar. Ah, e fiquem tranquilos porque os tópicos estão em ordem cronológica.
Um Outro Vilão
Knull, o deus das trevas, controlou um exército de parasitas Simbiontes e causou bastante caos, mas foi derrotado por Thor. Após esse episódio, os demais Simbiontes bons, resolveram selar Knull em um planeta formado por nada menos do que uma massa gigantesca de outros Simbiontes, e o chamaram de Klyntar — que passou a dar nome à espécie. A partir daí, os Simbiontes propagaram a ideia de que Klyntar sempre fora seu planeta, na tentativa de apagar o mau episódio e restaurar a reputação, e também destruíram os demais Simbiontes malévolos.
Como ato de redenção, os Simbiontes procuraram representantes, benevolentes, de diversas espécies universo afora, oferecendo suas habilidades e os possuindo, assim criando os “Agentes do Cosmos” — que tinham como objetivo manter a paz pelo universo.
A Origem
Tudo ia bem em Klyntar e a 998ª geração da linhagem de Simbiontes chegava ao universo e, dentre os nascidos, estava Venom, que seria também destinado a um dos Agentes do Cosmos, porém seu hospedeiro se revelou mau e usou Venom para realizar um genocídio contra seu planeta. Como consequência de sua primeira experiência, Venom transformou-se em um Simbionte predatório, cheio de ódio e viciado em raiva. 
Um tempo depois, Venom foi capturado pelo traficante de armas Haze Mancer, que usava um composto químico para alterar Simbiontes, amplificando sua agressividade e sede de adrenalina — e o utilizou em Venom, o levando ainda mais pelo mau caminho. 
O Surgimento nas HQs 
Mais tempo se passou e chegamos ao arco das Guerras Secretas, e é aqui que nosso Simbionte aparece pela primeira vez nas HQs — toda a história que contei sobre a origem do personagem foi divulgada depois — e, ao contrário do que muitos pensam, o primeiro humano que hospedou Venom foi ninguém menos do que nosso querido mercenário tagarela — Deadpool — que devolveu o Simbionte à sua prisão, ao perceber que ele estava interagindo com sua mente e que poderia causar problemas, se conseguisse se aliar à sua loucura. Instantes depois, Peter Parker entra em cena e aí sim encontra Venom, que cobre o personagem como um uniforme negro mais “interessante”, porém Peter percebeu que ao utilizar essa nova roupa, se tornava mais agressivo e ficava exausto mais rapidamente — devido ao estouro de adrenalina que Venom exigia. 
Peter resolve então levar o uniforme ao Quarteto Fantástico, para que Reed o analisasse. Foi quando descobriram que o traje era “vivo” e que desejava intensamente ficar conectado a Peter e que, inclusive, controlava seu corpo enquanto ele dormia. Além disso, também identificaram que o Simbionte era sensível a ruídos altos e ao fogo. 
Venom escapou do laboratório e se infiltrou no armário de Peter, disfarçado como o uniforme tradicional e novamente se hospedou no Homem-Aranha. No entanto, Parker sentindo repulsa de Venom, vai até à torre de uma igreja e une sua vontade de rejeição ao alto som causado pelos sinos e consegue expulsar o Simbionte de seu corpo — e Venom ainda assim, o leva para um local seguro e foge em seguida. 
Inimigo do Homem-Aranha 
Decepcionado por Peter tê-lo rejeitado, Venom mais uma vez se hospeda em Deadpool por um tempo, mas o deixa, após perceber a admiração do mercenário pelo Homem-Aranha. Até que então ele encontra um ambiente perfeito para se hospedar: Eddie Brock, o cara que odiava o herói aracnídeo! E assim um alimentava o outro com o ódio pelo Homem-Aranha. No entanto, entre um combate e outro, Venom sempre tentava retornar para Peter, porque achava Eddie Brock inferior.
Nem Sempre Vilão
Mais tarde, Venom acaba gerando Carnificina, que se torna mais forte que seu pai. Agora, para deter Carnage, Venom e o Homem-Aranha declararam uma trégua e então se aliam, juntando suas forças para derrotar o Simbionte sedento de sangue.
Além disso, Venom chegou a ajudar Peter em outros episódios, embora passasse a maior parte do tempo contra o herói.
Mais Filhos
Um tempo depois, Venom (em Eddie Brock) foi capturado pela Life Foundation, que separou o Simbionte de seu hospedeiro e o forçou a dar a luz a mais cinco Simbiontes: Riot, Lasher, Phage, Agony e Scream, que seriam destinados a mercenários do grupo.
Um Clone
Durante um embate entre Venom, Homem-Aranha e Quarteto Fantástico, a língua do Simbionte foi cortada e acabou em posse da Corporação Ararat, que a utilizou para criar um clone modificado de Venom — Mania —, afim de criar um exército e destruir a humanidade. Felizmente o plano de criação do exército foi frustrado, quando Venom absorveu o clone.
Evolução 
Com o passar do tempo, o Simbionte foi se fortalecendo e amadurecendo, desenvolvendo resistência às suas fraquezas, mas também aumentando sua sede de sangue, o que deixou Eddie Brock receoso e passando a recusar as vontades de Venom, que chegou a deixar Eddie algumas vezes para procurar outros hospedeiros. Até que Eddie resolveu se livrar de Venom e passou a ser alucinado pelos impulsos obscuros que foram gerados em sua mente, após a convivência e a forte ligação com o Simbionte.
Outros Hospedeiros
Mais tarde, Venom se hospeda por um tempo em Angelo Fortunato, porém, quando Angelo foge de uma luta contra o Homem-Aranha fazendo o Simbionte se sentir humilhado, Venom o abandona e o mata.
Mac Gargan se torna o hospedeiro seguinte, fornecendo suas habilidades em troca da promessa de matar o Homem-Aranha, porém também foi derrotado pelo herói.
Um tempo depois, os Vingadores também conseguem controlar Mac Gargan e Venom com um dispositivo, na iniciativa dos Thunderbolts, fazendo-os atender os desejos da S.H.I.E.L.D.
Com o passar do tempo, Gargan começou a perder o controle sobre Venom e o Simbionte passou a fazer o que queria, quando então conhecemos uma das versões mais sanguinárias do vilão.
Com a ajuda da Miss Marvel — a linda da Carol Denvers — conseguem separar o Simbionte de Mac Gargan, porém Venom volta a se juntar mais uma vez ao humano, apenas o deixando definitivamente, quando capturado por militares americanos e levado para estudos.
Curiosidade fora da linha de cronologia: Venom também chegou a se hospedar no Hulk Vermelho e, ao mesmo tempo, ser possuído pelo Espírito da Vingança — do Motoqueiro Fantasma — imaginem o estrago! Mas isso é história para outro post.
Além disso, Venom esteve como hospedeiro em muitos outros personagens, mas a lista ficaria muito grande se eu mencionasse todos os demais por aqui, então trouxe apenas os principais.
Anti-Venom 


Como tentativa de cura ao seu câncer, após ter abandonado Venom, Eddie Brock participou de alguns experimentos que resultaram na alteração de resquícios do Simbionte, criando assim o Anti-Venom, que se manifestou quando o vilão tentou possuir Eddie mais uma vez, revelando-se exatamente o oposto e altamente tóxico ao Venom.

Agente Venom 



Após estudos, os militares conseguiram utilizar drogas supressoras sobre os desejos de Venom e então ele foi ligado ao coronel Eugene Flash Thompson — sim, o cara que fazia bullying com Peter Parker no colegial, mas agora adulto e amadurecido —, o único militar que conseguiu controlar o Simbionte, uma vez que o efeito das drogas não era total nem permanente. Com isso, Venom formava o uniforme de Flash, que só o utilizava em missões, para evitar ser possuído pelo Simbionte. 
Flash é uma das versões que mais gosto do Venom, e chegou a lutar ao lado vários outros personagens, como os Guardiões da Galáxia e até mesmo em missões com o Capitão América.
Agente do Cosmos 
Durante uma missão no Espaço, hospedado em Flash, Venom se vê confrontado com seu passado e recebe ajuda de seu planeta natal, que o purifica de sua corrupção e resulta em uma espécie de evolução do Simbionte, fazendo com ele consiga assumir uma forma humanoide, parecida com uma armadura, sem precisar de um hospedeiro, podendo finalmente se tornar um benevolente Agente do Cosmos. 
De Volta à Terra 
A missão termina e Venom retorna ao nosso planeta, juntamente com Flash, e mais uma vez outros vilões o corrompem, e então mais uma vez ele é purificado, e depois corrompido novamente e purificado mais uma vez e assim por diante, sempre sendo usado por algum antagonista, para amplificar algum desejo maléfico. 
Porém, no meio de toda essa transição, uma coisa é certa: Venom sempre terá os resquícios de sua primeira experiência com seu primeiro hospedeiro, que o presenteou com ódio e raiva, e por mais que o Simbionte tenha consciência disso em seu estado evolutivo atual, ele continuará suscetível a essas emoções e principalmente à vontade de seu hospedeiro, que pode controlá-lo e dobrá-lo, dependendo de sua força.
Nas Telonas
Venom chegou a aparecer no terceiro filme do Homem-Aranha (2007), da trilogia feita pela Sony Pictures e agora retornará em um filme solo, hospedando-se em Eddie Brock e — ao que tudo indica — mostrará os tempos em que Eddie age como vigilante, nas HQs, embora seja clara a divergência de sua chegada à Terra, diante dos trailers já revelados. Mesmo assim, estou esperançoso de que o filme não seja um desastre e que traga o Venom em todo o seu potencial para as telonas.
Eu confesso que cheguei a sentir um pouco de dó do Venom, por ele ser tão “usado”, mas a verdade é que ele gosta disso e sua essência é atender aos desejos de seu hospedeiro, então ele “fica bem” com isso. Só espero que ele continue sendo esse parasita que ele sabe ser tão bem e que continue trazendo potencial aos demais vilões, para dar bastante trabalho aos super-heróis queridinhos.

Esqueci de mencionar algum ponto importante sobre o personagem? Se sim, deixem aqui nos comentários! Caso tenham alguma dúvida, também podem comentar que a gente conversa! #WeAreVenom!


hq-e-manga category image

Resenha | Batman – Criaturas da Noite

17 abril 2018 0 Comentários

Quando a editora Arqueiro anunciou que traria as Lendas da DC aqui para o Brasil, nós declaramos que esse momento era nosso! Novo Século publicando Marvel em livros e Arqueiro publicando DC, era tudo o que precisávamos.
Sabendo da nossa galáxia geek, a editora nos enviou “Batman: Criaturas da Noite”, para contarmos a vocês o que achamos do livro. Por isso estou aqui para exaltar essa obra! Apaguem as luzes e me acompanhem pela escuridão.

Quando o livro foi anunciado, eu fiquei muito ansioso pelo lançamento. Primeiramente por ser fã declarado do Bats e, em segundo lugar, porque vi que a autora era ninguém menos do que a linda da Marie Lu, que já havia me conquistado com a trilogia Legend, então eu sabia que o resultado era um sucesso garantido.

Eu acredito que seja uma tarefa muito difícil, escrever sobre um personagem tão icônico, aclamado e eternizado como o Morcego de Gotham, mas a autora mostrou que sabe o que faz, conseguiu entrar na mente do personagem, e nos entregar com maestria a história de Bruce Wayne, quando ainda era bem jovem.
Beirando seus dezoito anos, após uma infância difícil — e que todos conhecemos muito bem — Bruce está em transição de uma jornada de amadurecimento e dilemas para a vida adulta.
É aqui, com seus poucos amigos, com seu fiel Alfred, que Wayne vai começar a perceber mais sobre a atuação da justiça — à parte de seu ódio revoltoso. Ele vai aprender mais sobre valores, sobre construção de ideais, vai aprender a entender sua condição de vida financeira e emocional, como também o que lhe afeta e prejudica, para então começar a moldar o futuro vigilante que nós tanto amamos.

No meio disso tudo, Bruce irá encarar a detetive Draccon — que eu peguei a referência no mesmo instante em que li o nome. Eu sabia que o encontro do Raphael Draccon e da Carol Munhóz, com a Marie Lu, renderia frutos! Adorei demais! — e passará um tempo no Asilo Arkham, onde a narrativa irá imergir ainda mais na história do Batman e de Gotham, que em alguns momentos fica bem parecida com a série, com menções à vilania e referências de brinde. Além disso, os vilões principais do livro — como já descrito no título — são as “Criaturas da Noite”, e é claro que Bruce irá se meter com eles, nesse ambiente de política e corrupção, em uma sede de justiça que vai além das fronteiras legalistas da polícia.

Pronto, temos a mente do Batman construída, o ambiente de Gotham preparado e um Bruce Wayne pronto para o amadurecimento do herói, sem super-habilidades, sem vantagens extremas sobre seus inimigos nem tampouco sobre seus medos ainda recorrentes.

O segundo volume das Lendas da DC nos foi entregue, mantendo a linha de excelência ao ponto de os fãs mais fanáticos e exigentes não terem do que reclamar, exceto… pela capa! Editora Arqueiro do céu, que capa é essa? É claro que mantiveram a mesma da internacional, mas bem que poderiam ter feito um Bruce que não parecesse o namorado da Barbie, né?! Então colem um post-it na cara dele na capa, e mergulhem de cabeça nessa aventura empolgante e sem volta pela vida do personagem, porque é história boa garantida.

Título: Batman: Criaturas da Noite (Lendas da DC #2)
AutorMarie Lu
EditoraArqueiro (2018)

hq-e-manga category image

Homem de Ferro e Batman: Dois Personagens Superestimados

2 abril 2018 0 Comentários



Olá, tripulação! Antes de tudo eu espero continuar vivo depois que este post for ao ar. Ficaram curiosos? Eu explico o porquê! Simplesmente estou mexendo com personagens queridinhos de muita gente e, principalmente, porque uma grande parte dessa gente é bastante fanática. Mas o que importa é a adrenalina, então vamos lá. #Pas


Vocês provavelmente já devem ter lido os nomes deles no título da matéria, então me acompanhe para saber porque eu acredito que o Stark e o Bruce são superestimados, ao meu ponto de vista. Sério, leia até o final porque eu não vim apenas causar treta, ok?!

Vamos começar pelo Homem de Ferro! Nossa, como me irrita esse endeusamento todo que as pessoas criam por esse cara. Sério gente, quem é Tony Stark sem aquela armadura dele? Aí vocês devem estar respondendo “gênio, bilionário, playboy e filantropo”. Okay, ele é isso sim, mas acima de tudo um grande babaquinha, que ele faz questão de mostrar que é para todo mundo — literalmente. É claro que o cara tem algumas ideias boas, mas isso eu também tenho. Não acredito que os gols marcados por Stark tenham sido suficientes para redimir todas as bolas fora que o personagem comete. Mas é só o cara entrar na armadura — que já foi derrubada por tanta gente e que poderia ser derrubada por tantas mais, que só não querem — e sair voando por aí e explodindo coisas, para as pessoas levantarem votos de presidente para ele. Mas eu ainda gostava um pouco mais do personagem até acreditar que ele era só um babaca super-inteligente, mas aí o Homem de Ferro Superior veio desbancar essa inteligência do cara — não posso falar mais por conta de spoilers, caso alguém ainda não tenha lido até essa parte da Marvel Now.


Sabe aquela famosa regra de criar o problema para depois trazer a solução para o tal problema e então ser visto como um deus do novo mundo? Então, é exatamente assim que eu vejo o Homem de Ferro. Eu não odeio o Stark, só não gosto dele e realmente me irrito com esse endeusamento desnecessário em cima de alguém que está longe de merecer.

Mas aí você pode estar pensando que eu digo tudo isso do Homem de Ferro porque eu sou #TeamCap. Sim, eu sou o maior fanboy do Capitão América, mas não é essa a razão de falar isso em relação ao Stark, e para mostrar que tô falando a verdade, trouxe outro personagem que eu amo demais, mas que também acho superestimado! Fui no outro lado da força dos quadrinhos, para buscar meu Bats e falar um pouquinho “mal” dele por aqui também.

Se o Stark é playboy, filantropo e bilionário, Bruce é tudo isso e tem pelo menos mais uns vinte itens nessa lista. Mas a DC é ousada, o morcegão não tem sequer uma armadura do Homem de Ferro!

Eu sempre achei o protagonismo exercido em cima do Batman, algo muito exagerado. Prova disso é quase metade da população mundial — ou mais — afirmar que o Batman é demais só porque é.

O cara é inteligente? É sim. O cara sabe lutar pra caramba? Sabe também. Não teme a morte? Nem um pouquinho. E eu adoro o Bats por conta de várias dessas coisas, mas sério, o cara pode ser desbancado, desde que a coerência não fuja das páginas por conta daqueles bolsos do traje — que mais parecem a bolsa da Hermione. Sempre tem e sempre cabe tudo neles. Não é nem irritante, na verdade é broxante, saber que o cara vai tirar algo dali e se safar da situação. Seja uma arma, uma pedra de Kryptonita ou chiclete super-poderoso.

Sem contar que, cara, é certo que dependendo de como as pessoas encaram o luto, se tornam mais forte, mas o que o Stark tem de babaca, o Bruce tem de chorão. Já deu né? Chega de chorar a morte do papai e da mamãe, morcegão. Supera isso e cresce!

Eu poderia passar um tempão descrevendo mais coisas e trazendo provas para defender minha ideologia sobre esses dois, mas o post que já está bem grande, ficaria infinitamente mais. Quem sabe isso valha um vídeo lá no canal?! Acho que não é uma má ideia.

Se você é fã do Stark, seja por qual for a razão, não quero que deixe de ser. Também amo personagens que são repletos de falhas. Se você é fã do Bats, como eu também sou, continue sendo! O morcegão é realmente demais.

Não quis diminuir o amor de cada um pelos caras, apenas tentei mostrar porque eu acho eles tão superestimados e baseados fortemente em tirar uma carta da manga para se safar. Ah, e também sintam-se à vontade para discorrer a opinião de vocês nos comentários, mas sempre lembrando de ser respeitoso com a ideia dos demais amiguinhos da tripulação! Câmbio, desligo.


hq-e-manga category image

Resenha: Buried – Os últimos dias da humanidade

22 agosto 2017 0 Comentários
Hoje
irei resenhar a HQ Buried, do Raphael Duarte, roteirista e colorista de Brasília
com experiência de trabalho em freelancer de HQs indies americanas.

A
premissa é que a humanidade conseguiu dizimar a sua própria raça quase por completo,
por conta da guerra. E por causa das bombas que foram explodidas, a radiação
que não matou os humanos, os deixou inférteis. Me lembra muito uma mistura de
Mad Max com X-Men.

Alguns
grupos de pessoas continuaram a tentar viver de forma digna, mas outros,
chamados de Saqueadores, caçam os sobreviventes, para roubá-los, matá-los, e
escravizar os que sobram.

O
que nos leva ao Buried, um homem que na época das explosões ainda estava na
barriga da sua mãe, e por conta da radiação deu “poderes” a ele, pois modificou
seus genes, não só dele, mas de todos os bebês que ainda estavam para nascer na
época.

Nessa
primeira edição, serão quatro ao todo, nos mostrando mais a introdução do mundo,
do protagonista e do que será a grande história da saga.

Nos encontramos Buried, um homem marcado pela sina de ser uma aberração, mas que
faz de tudo para ajudar seu grupo, e por isso sempre tem que lidar com os
Saqueadores e a morte.

De
tudo que vi e li, a única coisa que achei um pouco forçada foi o relacionamento
amoroso do protagonista com uma personagem que aparece no decorrer da história. Foi
muito rápido e repentino.

No
mais, a HQ traz uma premissa muito legal, e que tem tudo para se desenvolver de
maneira a se tornar mais interessante. Você pode adquirir a primeira aqui, em versão digital. Agora estamos aguardando as próximas edições para ver
o rumo que a história vai tomar.

hq-e-manga category image

Resenha: Orgulho e Preconceito (HQ), de Ian Edginton e Robert Deas

12 agosto 2017 0 Comentários

Com
a popularização das histórias em quadrinhos, sobretudo no que concerne aos
fantasiados superpoderosos que lotam os cinemas duas, três vezes por ano, um
nicho bem específico desse mercado pareceu logo ganhar mais fôlego também, uma
espécie de híbrido entre o mundo cinzento e aparentemente distante da dita alta
literatura e o colorido e tão presente no cotidiano contemporâneo da arte
sequencial.


um consenso preconceituoso e muito estranho (considerando os dias em que
vivemos cada vez mais focados no mundo das cores, formas e imagens) que põe a
arte dos quadrinhos marginalizada em relação às outras formas de literatura, como
se a junção de texto e imagem fosse menos emocionalmente poderosa, menos
psicologicamente densa, por se distanciar do mundo clássico e chega mais perto
dos métodos da televisão.

Nesse
contexto, a editora Nemo traz para o Brasil mais uma adaptação de obra
literária na forma pouco privilegiada da arte sequencial. Orgulho e preconceito, originalmente escrito por Jane Austen, e
aqui adaptado por Ian Edginton e Robert Deas, é provavelmente a mais popular
comédia de costumes da literatura britânica, apresentada já diversas vezes no
teatro, na TV e no cinema, eternizando as páginas de amor e ódio de sal trama,
protagonizada por uma dupla marcante e inesquecível.

Elizabeth
Bennet, muito afoita, irônica e cínica para uma mulher de sua época, e seu
interesse amoroso, Mr. Darcy, arrogante, muito ciente de sua riqueza, apesar
dos poucos atributos físicos, são base para praticamente qualquer história de
amor idealizada depois de sua época.

No
novo formato, a história não perdeu muito de seu charme nem de sua agradável
ironia, apesar da pressa e das poucas páginas. São meramente 144 páginas de
texto e imagem para tentar abarcar o espírito inesgotável de um clássico que
vem sobrevivendo a inexorável passagem do tempo. Apesar do texto cumprir bem
seu papel nos diálogos, perde muito do interesse do leitor nos longos e
redundantes recordatórios, que, embora próprias da literatura, não se encaixam
nada bem no formato dos quadrinhos, feito para ser ágil e (no geral) pouco
introspectivo. Esse meio caminho até que incomoda um pouco, para ser sincero,
mas não tira muito do brilho da experiência.


A
arte de Robert Deas funciona para o propósito da história. Consegue ser
detalhista na composição dos ambientes e dar personalidade e caráter a maioria
dos personagens, mas não me parece um traço muito característico nem aquele
estilo de cores de encher os olhos.

Embora
interessante, como proposta, a obra em quadrinhos não substitui a experiência de
ler o original (nem creio que se proponha a tanto), sendo mais indicada como complemente
de leitura, como uma revisita para os fãs e uma breve, porém prazerosa introdução
para os marinheiros de primeira viagem.

Em
suma, a adaptação funciona e cumpre bem o seu papel, mas, como acontece
geralmente com adaptações, tem toda dificuldade do mundo de encontrar sua
linguagem própria.

O
texto original de Orgulho e Preconceito
já foi resenhado aqui no blog e pode ser acessado aqui.

Agradecemos
a editora Nemo por fornecer o material para nossa leitura e apreciação.

Título: Orgulho e Preconceito;
Formato: História em quadrinho;
Texto original: Jane Austen;
Texto adaptado: Ian Edginton;
Arte: Robert Deas;
Editora: Nemo;
Ano: 2016.

                                         
hq-e-manga category image

Resenha: A Corte das Corujas e A Noite das Corujas (contém spoiler)

8 julho 2017 0 Comentários
HQs
são o que muitas crianças cresceram lendo e aprenderam a serem NERD. Eu não
tive oportunidade, mais por falta de conhecimento da existência do que por
outra coisa. Agora depois de velho estou tentando ficar em dia com este universo,

Hoje
vou falar das HQs do Batman, A Corte das Corujas e A Noite das Corujas, mas
antes vou falar um pouco da minha saga para adquirir a primeira.

Ano
passado eu estava procurando por HQs no site da Amazon Brasil, e me deparei com
A Noite das Corujas, e após juntar mais um livro e outras HQs, comprei. O
problema começou aí, porque não me liguei que era a parte 2 da saga.

Voltei
na Amazon Brasil e não tinha mais A Corte das Corujas para vender, passei meses
olhando e ao mesmo tempo procurando em outros sites, como no próprio site da
Panini. Tudo em vão.


estava desiludido em conseguir adquirir a HQ que me faltava, mas foi nesse
momento que a Amazon Brasil “me mostrou” a HQ Batman: The Court of Owls que vem
com uma máscara junto. Ela é a versão em inglês da que me faltava.


Fiquei
meio em dúvida, por ser mais cara (importada + máscara), mas teve um dia que
estava em promoção, com um preço bem acessível. Não vacilei e adquiri.

Entra
agora a parte da HQ ser em inglês, uma língua na qual não sou muito acostumado
a ler coisas, no máximo uma matéria. Mas sempre quis ler alguma HQ ou livro em
inglês, daí juntei as duas coisas e li.

No
geral o resultado foi bastante positivo, entendi a história sem problemas,
claro que não entendi algumas palavras, mas curti muito e quero ler mais em
inglês. Viu Diego? Quero Harry Potter.

O
que me deu uma “dor no coração” foi porque a versão de A Corte das Corujas é
brochura, enquanto que a outra é capa dura. Queria ambas com hardback para
melhor mantê-las.

PS:
A máscara que vem é muito legal. Quero a do Deathstroke agora.

A
CORTE DAS CORUJAS


Bom,
vamos começar a falar um pouco das HQs, começando com A Corte das Corujas (The
Court of Owls).

Eu
acompanho a série Gotham do Canal Fox, e na última temporada adicionaram A
Corte das Corujas na série, mas fazendo um simples paralelo as histórias seguem
caminhos muito diferentes, praticamente nada igual.

A
história segue o Batman tentando desvendar um assassinato de um homem sem
identidade, e tudo e todas as provas levam para uma organização que até então
era tida como lenda, a Corte das Corujas.


A
organização está mirando a morte de Bruce Wayne, sendo que não tem nem ideia de
que ele é o Batman. O vigilante da noite vai seguindo as pistas e quanto mais
se aprofunda na investigação, mais a Corte volta os olhos também para ele.
Chegando no momento de mandar a Garra matá-lo.

Gostei
desse primeiro volume da saga, apesar de não ter curtido muito os desenhos de
Greg Capullo.

A
história criada por Scott Snyder leva o Batman até um estado de loucura e
paranoia extrema. A Corte é um antagonista muito forte e astuto, o que faz
querer saber o que 
acontecerá no próximo volume.

A
NOITE DAS CORUJAS


A
sequência da história mostra o embate dos Garras com o Batman e este indo atrás
de Corte em seu próprio “ninho”.

Até
a metade da HQ é desenvolvido a trama, com Bruce Wayne sendo atacado na mansão
e precisando se utilizar de todo “poder” necessário. O que não vemos direto,
pois ele não mata nenhum vilão, mas nesse caso pelo fato d’as Garras terem uma
incrível regeneração e serem praticamente imortais, ele parte para cima com
gosto.

Nessa
parte do ataque à mansão Wayne, o Batman utiliza uma armadura bem invocada.
Gostei muito do design dela. Outro traje bem interessante é o que o “Coruja”
usa, rivaliza bem com o Cavaleiro das Trevas.

É
uma história bem introspectiva do Batman, alternando momentos de ação, de
investigação, de diálogos interessantes, mas acho que tinha espaço para usarem
mais do espaço, já que metade da HQ é com histórias paralelas.

CONCLUSÃO


O
Snyder, a meu ver, leva o Batman a outro nível. Utilizando de todos os aspectos
que o homem morcego pode ter.

Se
não conhece, vale muito a pena dar uma conferida nessas HQs. Há também uma
animação de 2015 que adapta esse arco da Corte das Corujas, chamada Batman vs
Robin. Não assisti ainda, mas já coloquei aqui na lista para ver.