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Resenha: Buried – Os últimos dias da humanidade

22 agosto 2017 0 Comentários
Hoje
irei resenhar a HQ Buried, do Raphael Duarte, roteirista e colorista de Brasília
com experiência de trabalho em freelancer de HQs indies americanas.

A
premissa é que a humanidade conseguiu dizimar a sua própria raça quase por completo,
por conta da guerra. E por causa das bombas que foram explodidas, a radiação
que não matou os humanos, os deixou inférteis. Me lembra muito uma mistura de
Mad Max com X-Men.

Alguns
grupos de pessoas continuaram a tentar viver de forma digna, mas outros,
chamados de Saqueadores, caçam os sobreviventes, para roubá-los, matá-los, e
escravizar os que sobram.

O
que nos leva ao Buried, um homem que na época das explosões ainda estava na
barriga da sua mãe, e por conta da radiação deu “poderes” a ele, pois modificou
seus genes, não só dele, mas de todos os bebês que ainda estavam para nascer na
época.

Nessa
primeira edição, serão quatro ao todo, nos mostrando mais a introdução do mundo,
do protagonista e do que será a grande história da saga.

Nos encontramos Buried, um homem marcado pela sina de ser uma aberração, mas que
faz de tudo para ajudar seu grupo, e por isso sempre tem que lidar com os
Saqueadores e a morte.

De
tudo que vi e li, a única coisa que achei um pouco forçada foi o relacionamento
amoroso do protagonista com uma personagem que aparece no decorrer da história. Foi
muito rápido e repentino.

No
mais, a HQ traz uma premissa muito legal, e que tem tudo para se desenvolver de
maneira a se tornar mais interessante. Você pode adquirir a primeira aqui, em versão digital. Agora estamos aguardando as próximas edições para ver
o rumo que a história vai tomar.

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Resenha: Orgulho e Preconceito (HQ), de Ian Edginton e Robert Deas

12 agosto 2017 0 Comentários

Com
a popularização das histórias em quadrinhos, sobretudo no que concerne aos
fantasiados superpoderosos que lotam os cinemas duas, três vezes por ano, um
nicho bem específico desse mercado pareceu logo ganhar mais fôlego também, uma
espécie de híbrido entre o mundo cinzento e aparentemente distante da dita alta
literatura e o colorido e tão presente no cotidiano contemporâneo da arte
sequencial.


um consenso preconceituoso e muito estranho (considerando os dias em que
vivemos cada vez mais focados no mundo das cores, formas e imagens) que põe a
arte dos quadrinhos marginalizada em relação às outras formas de literatura, como
se a junção de texto e imagem fosse menos emocionalmente poderosa, menos
psicologicamente densa, por se distanciar do mundo clássico e chega mais perto
dos métodos da televisão.

Nesse
contexto, a editora Nemo traz para o Brasil mais uma adaptação de obra
literária na forma pouco privilegiada da arte sequencial. Orgulho e preconceito, originalmente escrito por Jane Austen, e
aqui adaptado por Ian Edginton e Robert Deas, é provavelmente a mais popular
comédia de costumes da literatura britânica, apresentada já diversas vezes no
teatro, na TV e no cinema, eternizando as páginas de amor e ódio de sal trama,
protagonizada por uma dupla marcante e inesquecível.

Elizabeth
Bennet, muito afoita, irônica e cínica para uma mulher de sua época, e seu
interesse amoroso, Mr. Darcy, arrogante, muito ciente de sua riqueza, apesar
dos poucos atributos físicos, são base para praticamente qualquer história de
amor idealizada depois de sua época.

No
novo formato, a história não perdeu muito de seu charme nem de sua agradável
ironia, apesar da pressa e das poucas páginas. São meramente 144 páginas de
texto e imagem para tentar abarcar o espírito inesgotável de um clássico que
vem sobrevivendo a inexorável passagem do tempo. Apesar do texto cumprir bem
seu papel nos diálogos, perde muito do interesse do leitor nos longos e
redundantes recordatórios, que, embora próprias da literatura, não se encaixam
nada bem no formato dos quadrinhos, feito para ser ágil e (no geral) pouco
introspectivo. Esse meio caminho até que incomoda um pouco, para ser sincero,
mas não tira muito do brilho da experiência.


A
arte de Robert Deas funciona para o propósito da história. Consegue ser
detalhista na composição dos ambientes e dar personalidade e caráter a maioria
dos personagens, mas não me parece um traço muito característico nem aquele
estilo de cores de encher os olhos.

Embora
interessante, como proposta, a obra em quadrinhos não substitui a experiência de
ler o original (nem creio que se proponha a tanto), sendo mais indicada como complemente
de leitura, como uma revisita para os fãs e uma breve, porém prazerosa introdução
para os marinheiros de primeira viagem.

Em
suma, a adaptação funciona e cumpre bem o seu papel, mas, como acontece
geralmente com adaptações, tem toda dificuldade do mundo de encontrar sua
linguagem própria.

O
texto original de Orgulho e Preconceito
já foi resenhado aqui no blog e pode ser acessado aqui.

Agradecemos
a editora Nemo por fornecer o material para nossa leitura e apreciação.

Título: Orgulho e Preconceito;
Formato: História em quadrinho;
Texto original: Jane Austen;
Texto adaptado: Ian Edginton;
Arte: Robert Deas;
Editora: Nemo;
Ano: 2016.

                                         
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Lançamento: The Prox Transmissions

21 junho 2017 0 Comentários

the prox transmissions

Se você curte HQs e já pela capa do post ficou curioso para saber sobre o que The Prox Transmissions se trata, então aperte os cintos! Continue lendo