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A Era dos Vilões | Loki

22 abril 2020 7 Comentários

A Era dos Vilões foi iniciada aqui no @euastronauta! Já fizemos muitos posts exaltando heróis, mas está faltando a parte em que a história realmente acontece. Loki

Poucas pessoas gostam do “lado negro da força”, talvez por não ter noção do quão legal é criar o caos no mundo. Ver os dias passando, normal, sem nenhuma emoção, acaba deixando a vida sem graça e pacata. Precisamos de ação! Precisamos exaltar os vilões! Porque sem eles não teria graça, não teria história, e mais do que isso, não existiriam heróis. Então para iniciar a nossa melhor tag, eu não poderia deixar de escolher um Deus nórdico, também conhecido como Loki, o Deus da Trapaça. Então apertem os cintos, porque se você acompanha só o Universo Cinematográfico Marvel e nunca pegou uma HQ para ler, posso dizer com toda certeza que você não conhece nem 20% do que ele é, e do que ele realmente pode fazer. Continue lendo

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Capitão América: Desígnios Sombrios

19 setembro 2019 21 Comentários

Ah, os tempos de outrora, como já dizia Khaled Hosseini — “… não é verdade o que dizem a respeito do passado, essa história de que podemos enterrá-lo. Porque, de um jeito ou de outro, ele sempre consegue escapar” (O Caçador de Pipas).

Desígnios Sombrios vai ressuscitar alguns fragmentos do passado de Steve Rogers e revelar um pouco mais do que o plano nazista tinha em mente para destruir meu personagem favorito da Marvel. Como a capa já declara e a própria menção ao nazismo anuncia, o vilão aqui também é seu arqui-inimigo — Caveira Vermelha.

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Resenha | Batman – Criaturas da Noite

17 abril 2018 0 Comentários

Quando a editora Arqueiro anunciou que traria as Lendas da DC aqui para o Brasil, nós declaramos que esse momento era nosso! Novo Século publicando Marvel em livros e Arqueiro publicando DC, era tudo o que precisávamos.
Sabendo da nossa galáxia geek, a editora nos enviou “Batman: Criaturas da Noite”, para contarmos a vocês o que achamos do livro. Por isso estou aqui para exaltar essa obra! Apaguem as luzes e me acompanhem pela escuridão.

Quando o livro foi anunciado, eu fiquei muito ansioso pelo lançamento. Primeiramente por ser fã declarado do Bats e, em segundo lugar, porque vi que a autora era ninguém menos do que a linda da Marie Lu, que já havia me conquistado com a trilogia Legend, então eu sabia que o resultado era um sucesso garantido.

Eu acredito que seja uma tarefa muito difícil, escrever sobre um personagem tão icônico, aclamado e eternizado como o Morcego de Gotham, mas a autora mostrou que sabe o que faz, conseguiu entrar na mente do personagem, e nos entregar com maestria a história de Bruce Wayne, quando ainda era bem jovem.
Beirando seus dezoito anos, após uma infância difícil — e que todos conhecemos muito bem — Bruce está em transição de uma jornada de amadurecimento e dilemas para a vida adulta.
É aqui, com seus poucos amigos, com seu fiel Alfred, que Wayne vai começar a perceber mais sobre a atuação da justiça — à parte de seu ódio revoltoso. Ele vai aprender mais sobre valores, sobre construção de ideais, vai aprender a entender sua condição de vida financeira e emocional, como também o que lhe afeta e prejudica, para então começar a moldar o futuro vigilante que nós tanto amamos.

No meio disso tudo, Bruce irá encarar a detetive Draccon — que eu peguei a referência no mesmo instante em que li o nome. Eu sabia que o encontro do Raphael Draccon e da Carol Munhóz, com a Marie Lu, renderia frutos! Adorei demais! — e passará um tempo no Asilo Arkham, onde a narrativa irá imergir ainda mais na história do Batman e de Gotham, que em alguns momentos fica bem parecida com a série, com menções à vilania e referências de brinde. Além disso, os vilões principais do livro — como já descrito no título — são as “Criaturas da Noite”, e é claro que Bruce irá se meter com eles, nesse ambiente de política e corrupção, em uma sede de justiça que vai além das fronteiras legalistas da polícia.

Pronto, temos a mente do Batman construída, o ambiente de Gotham preparado e um Bruce Wayne pronto para o amadurecimento do herói, sem super-habilidades, sem vantagens extremas sobre seus inimigos nem tampouco sobre seus medos ainda recorrentes.

O segundo volume das Lendas da DC nos foi entregue, mantendo a linha de excelência ao ponto de os fãs mais fanáticos e exigentes não terem do que reclamar, exceto… pela capa! Editora Arqueiro do céu, que capa é essa? É claro que mantiveram a mesma da internacional, mas bem que poderiam ter feito um Bruce que não parecesse o namorado da Barbie, né?! Então colem um post-it na cara dele na capa, e mergulhem de cabeça nessa aventura empolgante e sem volta pela vida do personagem, porque é história boa garantida.

Título: Batman: Criaturas da Noite (Lendas da DC #2)
AutorMarie Lu
EditoraArqueiro (2018)

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Homem de Ferro e Batman: Dois Personagens Superestimados

2 abril 2018 6 Comentários



Olá, tripulação! Antes de tudo eu espero continuar vivo depois que este post for ao ar. Ficaram curiosos? Eu explico o porquê! Simplesmente estou mexendo com personagens queridinhos de muita gente e, principalmente, porque uma grande parte dessa gente é bastante fanática. Mas o que importa é a adrenalina, então vamos lá. #Pas


Vocês provavelmente já devem ter lido os nomes deles no título da matéria, então me acompanhe para saber porque eu acredito que o Stark e o Bruce são superestimados, ao meu ponto de vista. Sério, leia até o final porque eu não vim apenas causar treta, ok?!

Vamos começar pelo Homem de Ferro! Nossa, como me irrita esse endeusamento todo que as pessoas criam por esse cara. Sério gente, quem é Tony Stark sem aquela armadura dele? Aí vocês devem estar respondendo “gênio, bilionário, playboy e filantropo”. Okay, ele é isso sim, mas acima de tudo um grande babaquinha, que ele faz questão de mostrar que é para todo mundo — literalmente. É claro que o cara tem algumas ideias boas, mas isso eu também tenho. Não acredito que os gols marcados por Stark tenham sido suficientes para redimir todas as bolas fora que o personagem comete. Mas é só o cara entrar na armadura — que já foi derrubada por tanta gente e que poderia ser derrubada por tantas mais, que só não querem — e sair voando por aí e explodindo coisas, para as pessoas levantarem votos de presidente para ele. Mas eu ainda gostava um pouco mais do personagem até acreditar que ele era só um babaca super-inteligente, mas aí o Homem de Ferro Superior veio desbancar essa inteligência do cara — não posso falar mais por conta de spoilers, caso alguém ainda não tenha lido até essa parte da Marvel Now.


Sabe aquela famosa regra de criar o problema para depois trazer a solução para o tal problema e então ser visto como um deus do novo mundo? Então, é exatamente assim que eu vejo o Homem de Ferro. Eu não odeio o Stark, só não gosto dele e realmente me irrito com esse endeusamento desnecessário em cima de alguém que está longe de merecer.

Mas aí você pode estar pensando que eu digo tudo isso do Homem de Ferro porque eu sou #TeamCap. Sim, eu sou o maior fanboy do Capitão América, mas não é essa a razão de falar isso em relação ao Stark, e para mostrar que tô falando a verdade, trouxe outro personagem que eu amo demais, mas que também acho superestimado! Fui no outro lado da força dos quadrinhos, para buscar meu Bats e falar um pouquinho “mal” dele por aqui também.

Se o Stark é playboy, filantropo e bilionário, Bruce é tudo isso e tem pelo menos mais uns vinte itens nessa lista. Mas a DC é ousada, o morcegão não tem sequer uma armadura do Homem de Ferro!

Eu sempre achei o protagonismo exercido em cima do Batman, algo muito exagerado. Prova disso é quase metade da população mundial — ou mais — afirmar que o Batman é demais só porque é.

O cara é inteligente? É sim. O cara sabe lutar pra caramba? Sabe também. Não teme a morte? Nem um pouquinho. E eu adoro o Bats por conta de várias dessas coisas, mas sério, o cara pode ser desbancado, desde que a coerência não fuja das páginas por conta daqueles bolsos do traje — que mais parecem a bolsa da Hermione. Sempre tem e sempre cabe tudo neles. Não é nem irritante, na verdade é broxante, saber que o cara vai tirar algo dali e se safar da situação. Seja uma arma, uma pedra de Kryptonita ou chiclete super-poderoso.

Sem contar que, cara, é certo que dependendo de como as pessoas encaram o luto, se tornam mais forte, mas o que o Stark tem de babaca, o Bruce tem de chorão. Já deu né? Chega de chorar a morte do papai e da mamãe, morcegão. Supera isso e cresce!

Eu poderia passar um tempão descrevendo mais coisas e trazendo provas para defender minha ideologia sobre esses dois, mas o post que já está bem grande, ficaria infinitamente mais. Quem sabe isso valha um vídeo lá no canal?! Acho que não é uma má ideia.

Se você é fã do Stark, seja por qual for a razão, não quero que deixe de ser. Também amo personagens que são repletos de falhas. Se você é fã do Bats, como eu também sou, continue sendo! O morcegão é realmente demais.

Não quis diminuir o amor de cada um pelos caras, apenas tentei mostrar porque eu acho eles tão superestimados e baseados fortemente em tirar uma carta da manga para se safar. Ah, e também sintam-se à vontade para discorrer a opinião de vocês nos comentários, mas sempre lembrando de ser respeitoso com a ideia dos demais amiguinhos da tripulação! Câmbio, desligo.


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Resenha: Buried – Os últimos dias da humanidade

22 agosto 2017 0 Comentários
Hoje
irei resenhar a HQ Buried, do Raphael Duarte, roteirista e colorista de Brasília
com experiência de trabalho em freelancer de HQs indies americanas.

A
premissa é que a humanidade conseguiu dizimar a sua própria raça quase por completo,
por conta da guerra. E por causa das bombas que foram explodidas, a radiação
que não matou os humanos, os deixou inférteis. Me lembra muito uma mistura de
Mad Max com X-Men.

Alguns
grupos de pessoas continuaram a tentar viver de forma digna, mas outros,
chamados de Saqueadores, caçam os sobreviventes, para roubá-los, matá-los, e
escravizar os que sobram.

O
que nos leva ao Buried, um homem que na época das explosões ainda estava na
barriga da sua mãe, e por conta da radiação deu “poderes” a ele, pois modificou
seus genes, não só dele, mas de todos os bebês que ainda estavam para nascer na
época.

Nessa
primeira edição, serão quatro ao todo, nos mostrando mais a introdução do mundo,
do protagonista e do que será a grande história da saga.

Nos encontramos Buried, um homem marcado pela sina de ser uma aberração, mas que
faz de tudo para ajudar seu grupo, e por isso sempre tem que lidar com os
Saqueadores e a morte.

De
tudo que vi e li, a única coisa que achei um pouco forçada foi o relacionamento
amoroso do protagonista com uma personagem que aparece no decorrer da história. Foi
muito rápido e repentino.

No
mais, a HQ traz uma premissa muito legal, e que tem tudo para se desenvolver de
maneira a se tornar mais interessante. Você pode adquirir a primeira aqui, em versão digital. Agora estamos aguardando as próximas edições para ver
o rumo que a história vai tomar.

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Resenha: Orgulho e Preconceito (HQ), de Ian Edginton e Robert Deas

12 agosto 2017 0 Comentários

Com
a popularização das histórias em quadrinhos, sobretudo no que concerne aos
fantasiados superpoderosos que lotam os cinemas duas, três vezes por ano, um
nicho bem específico desse mercado pareceu logo ganhar mais fôlego também, uma
espécie de híbrido entre o mundo cinzento e aparentemente distante da dita alta
literatura e o colorido e tão presente no cotidiano contemporâneo da arte
sequencial.


um consenso preconceituoso e muito estranho (considerando os dias em que
vivemos cada vez mais focados no mundo das cores, formas e imagens) que põe a
arte dos quadrinhos marginalizada em relação às outras formas de literatura, como
se a junção de texto e imagem fosse menos emocionalmente poderosa, menos
psicologicamente densa, por se distanciar do mundo clássico e chega mais perto
dos métodos da televisão.

Nesse
contexto, a editora Nemo traz para o Brasil mais uma adaptação de obra
literária na forma pouco privilegiada da arte sequencial. Orgulho e preconceito, originalmente escrito por Jane Austen, e
aqui adaptado por Ian Edginton e Robert Deas, é provavelmente a mais popular
comédia de costumes da literatura britânica, apresentada já diversas vezes no
teatro, na TV e no cinema, eternizando as páginas de amor e ódio de sal trama,
protagonizada por uma dupla marcante e inesquecível.

Elizabeth
Bennet, muito afoita, irônica e cínica para uma mulher de sua época, e seu
interesse amoroso, Mr. Darcy, arrogante, muito ciente de sua riqueza, apesar
dos poucos atributos físicos, são base para praticamente qualquer história de
amor idealizada depois de sua época.

No
novo formato, a história não perdeu muito de seu charme nem de sua agradável
ironia, apesar da pressa e das poucas páginas. São meramente 144 páginas de
texto e imagem para tentar abarcar o espírito inesgotável de um clássico que
vem sobrevivendo a inexorável passagem do tempo. Apesar do texto cumprir bem
seu papel nos diálogos, perde muito do interesse do leitor nos longos e
redundantes recordatórios, que, embora próprias da literatura, não se encaixam
nada bem no formato dos quadrinhos, feito para ser ágil e (no geral) pouco
introspectivo. Esse meio caminho até que incomoda um pouco, para ser sincero,
mas não tira muito do brilho da experiência.


A
arte de Robert Deas funciona para o propósito da história. Consegue ser
detalhista na composição dos ambientes e dar personalidade e caráter a maioria
dos personagens, mas não me parece um traço muito característico nem aquele
estilo de cores de encher os olhos.

Embora
interessante, como proposta, a obra em quadrinhos não substitui a experiência de
ler o original (nem creio que se proponha a tanto), sendo mais indicada como complemente
de leitura, como uma revisita para os fãs e uma breve, porém prazerosa introdução
para os marinheiros de primeira viagem.

Em
suma, a adaptação funciona e cumpre bem o seu papel, mas, como acontece
geralmente com adaptações, tem toda dificuldade do mundo de encontrar sua
linguagem própria.

O
texto original de Orgulho e Preconceito
já foi resenhado aqui no blog e pode ser acessado aqui.

Agradecemos
a editora Nemo por fornecer o material para nossa leitura e apreciação.

Título: Orgulho e Preconceito;
Formato: História em quadrinho;
Texto original: Jane Austen;
Texto adaptado: Ian Edginton;
Arte: Robert Deas;
Editora: Nemo;
Ano: 2016.