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Crítica | 13 Reasons Why – 3° Temporada

9 setembro 2019 0 Comentários

Depois de um longo hiato, finalmente estreou dia 23 de agosto, a terceira temporada de 13 Reasons Why, série original Netflix bastante polêmica e que divide público e crítica sempre que apresenta uma nova temporada.

Particularmente, gosto da série, mesmo entendendo as críticas em cima e que as vezes o seriado não tem um cuidado minucioso em relação aos assuntos que aborda, algo que a própria Netflix começou a tomar providências apenas a partir da segunda temporada e que aqui, nesta temporada, mostra que estão atentos em falar sobre determinados assuntos, mas agora com um pouco mais de consciência. Tanto que agora passam a avisar sobre o conteúdo aos espectadores mais vulneráveis aos temas usando o elenco em mensagens de alerta, como uma em particular já no começo desta nova temporada.

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Resumão para te convencer assistir The 100

14 agosto 2019 0 Comentários

Como a maioria das séries que te indicam e você se recusa a assistir – ou por medo de se viciar ou pelo fato da história não te ganhar – com The 100 não foi diferente. Depois de muita insistência, me atrevi a assistir e não deu outra… Viciei! Não satisfeita, resolvi te entregar um resumão bem legal! Quem sabe você também não se interessa e finalmente dá uma chance a essa série.

Caso você não conheça a história aqui vai um rápido resumo: uma guerra nuclear dizimou boa parte do planeta e destruiu mais da metade civilização, deixando a Terra inabitável por conta da radiação. Os sobreviventes foram para o espaço e ao longo dos anos as 12 estações espaciais se uniram, formando a Arca. Contudo, após três décadas, a população da Arca aumentou e os recursos (como ar e alimentação) estão escassos. Para impedir o fim da raça humana, os comandantes decidiram enviar 100 jovens delinquentes para a Terra, na tentativa de testar a situação do planeta e descobrir se ainda existe possibilidade de vida para que possam retornar. Estes jovens, além de lidarem com as próprias diferenças, precisam se unir para enfrentar os perigos que os aguardam por causa da radiação. Para complicar, tudo indica que eles não estão sozinhos.

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CRÍTICA | The Boys (1° Temporada)

12 agosto 2019 0 Comentários

Isso foi diabólico” diz o personagem Butcher em algum momento de The Boys, basicamente resume todo o cerne do seriado com uma só frase, mas que no final das contas é até pouco para descrever quão insana e violenta é essa nova empreitada da Amazon Prime criada por Erick Kripke (Supernatural), Evan Goldberg (É o Fim e Preacher) e Seth Rogen (Casal Improvável e O Rei Leão) adaptada dos quadrinhos de Garth Ennis e Darick Robertson de mesmo nome lançadas entre 2006 e 2012 em uma empreitada de 72 edições.

Aqui a série da Amazon possui apenas oito episódios em sua primeira temporada, e que temporada! The Boys é simplesmente viciante e mantém uma regularidade até o fim, com um ou outro episódio irregular, mas em sua maioria a série mostra a que veio com um universo envolvente que desconstrói a figura do típico super-herói que nós estamos acostumados. A premissa da série é simples, um grupo de vigilantes se reúne para tentar derrubar um grupo de super-heróis inescrupulosos.

A série se divide em duas frentes, a primeira acompanha a formação desses desajustados e prejudicados de alguma forma tiveram suas vidas destruídas por algum super-herói e agora se veem na busca de justiça e vingança, são: William Butcher (Karl Urban), Mother’s Milk (Laz Alonso), Frenchie (Tomer Capon), o novato Hughie Campbell (Jack Quaid) e mais tarde a misteriosa The Female (Karen Fukuhara). A segunda frente acompanha a elite dos super-heróis, conhecidos como Os Sete que têm: Homelander (Anthony Starr) uma espécie de Superman às avessas, Queen Maeve (Dominique McElligott) que tem super-força, A-Train (Jessie T. Usher) o homem mais rápido do mundo, The Deep (Chace Crawford) que tem poderes aquáticos e pode falar com animais marinhos, Black Noir (Nathan Mitchell) que tem habilidade de luta, Translucent (Alex Hassell) que tem poder de invisibilidade e a novata Annie January conhecida como Starlight (Erin Moriarty) que controla eletricidade e solta raios com as mãos.

créditos: Amazon Prime Video

Em um seriado com muitos personagens, é fácil da narrativa se perder, mas o showrunner Erik Kripke consegue de maneira esperta focar em dois personagens chave para que a narrativa funcione de uma forma mais harmônica. O ponto de partida da série é Hughie, que após ter sua namorada assassinada de forma inusitada por A-Train, se vê no dilema de juntar a Butcher em sua missão de derrubar “Os Sete” e com isso se vingar, ou deixar de lado a questão e seguir em frente com a vida.

Por outro lado, a narrativa acompanha a jovem Starlight iniciando sua vida de heroína de elite, quando a mesma é recrutada pela a mega empresa Vough, para se juntar aos Sete como sua mais nova recruta. Com Hughie e Starlight, conhecemos bem este universo e cada personagem que habita nele e qual é a função dos heróis naquele lugar, um mundo onde super-heróis são famosos, vivem de mídia e são controlados por corporações que coordenam suas ações heroicas pelo mundo.

O ponto central de The Boys é trabalhar com a moralidade de seus personagens, a maioria deles tem dualidade latente, que hora tende para o bem e hora tende para o mal, mas uma coisa fica claro na narrativa, a maioria dos super-heróis não tem nenhum escrúpulo e são praticamente idolatrados como deuses. A inversão de papéis daqueles que seriam os “mocinhos” da história é uma boa sacada do seriado, nos fazendo odiar personagens que em universos como Marvel ou DC nós idolatramos, aqui eles são intimidadores, egocêntricos e principalmente, perigosos.

O piloto do seriado “The Name of the Game” (1×01), consegue estabelecer bem esta visão que citei anteriormente desse universo, além de mostrar quem são os verdadeiros “mocinhos” da história, mesmo que não pareçam ser por conta de suas condutas meio que duvidosas. Os episódios seguintes “Cherry” (1×02) e “Get Some” (1×03) não são tão espetaculares quanto o piloto, mas mantém o interesse mostrando mais do plano do grupo de Butcher tentando capturar “supes” enquanto vemos Homelander, The Deep e A-Train mostrarem seus lados mais imorais, por assim dizer.

créditos: Amazon Prime Video

O interessante de The Boys é que a série não tem limites, a violência gráfica esta presente a todo o momento em cenas grotescas que flertam muito com o gore e a bizarrice que a narrativa trás com sigo não poupa o expectador em nenhum momento de cenas desconfortáveis ou realmente estranhas como se percebe nos episódios “The Female of the Species” (1×04) que de longe meu episódio favorito da temporada e no ótimo “Good for the Soul” (1×05).

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Crítica | Another Life (Original Netflix)

9 agosto 2019 0 Comentários

Entre filmes, animações, séries, livros e jogos acho que posso dizer que consigo aproveitar de tudo um pouco. Eu gosto de ação e de romance. Eu gosto de drama e até um pouquinho de terror (se não passar muito do limite do bom senso). Mas hoje em dia, depois de experimentar de tudo e de sobrar tão pouco tempo para escolher minhas séries (porque a gente tem que crescer e aceitar responsabilidades), eu meio que me especializei em ficção científica.

Se eu penso na minha lista de séries, hoje em dia, tem pouco espaço para outras coisas. Desde clássicos repaginados como Doctor Who e Star Trek até as mais recentes Killjoys e The Expanse. Eu acho que sou capaz de gostar de qualquer coisa com uma nave, com solidão e silêncio, com as descobertas de outros mundos e outras vidas.

O que nos traz a Another Life, nova série sci-fi da Netflix. A coisa toda me constrange do início ao fim, quando começa a pensar nas ideias do roteiro. A série parece querer se vender como uma trama inteligente, cheia de ramificações e plots, com conspirações alienígenas e discussões filosóficas sobre os segredos da existência humana. Não compre! Eu gastei um parágrafo inteiro para dizer que amo ficção científica, só para que vocês saibam que: se eu gostei, o mínimo que pude de Another Life, foi só porque o tema é quase irresistível para mim, mas a série tem tão poucas qualidades técnicas, quase nada de roteiro, menos ainda de respeito por suas atuações que me faz questionar se vale mesmo a pena escrever este texto. Eu quase nunca escrevo sobre aquilo que não gosto, porque sinto que a perda de tempo nem vale o esforço. Mas Another Life, com seu vazio de tudo, vai inaugurar minha vida pelas resenhas negativas, porque, infelizmente, tenho pouca coisa boa a dizer neste caso.

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Você Precisa Assistir Pico da Neblina

3 agosto 2019 0 Comentários

Já se imaginou num Brasil onde a maconha fosse legalizada? Pois bem, Pico da Neblina, nova série da HBO que estréia neste domingo, dia 04 de agosto, retrata exatamente essa realidade alternativa que não é tão distante assim.

Na trama conhecemos Birida (Luis Navarro) um jovem traficante que se encontra no meio de uma encruzilhada: se associar a um das maiores redes de tráfico de São Paulo, após seu amigo Salim (Henrique Santana) ganhar um cargo de confiança, ou se aventurar pela legalidade e abrir um negócio com Vini (Daniel Furlan), seu cliente e quem sabe potencial sócio.

Dirigido por Quico Meirelles, a produção traz a legalização com um ponto de partida para a narrativa, sendo os prós e contras dessa decisão transmitidos por meio dos personagens dessa trama.

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Crítica | Stranger Things (3ª temporada) sem spoilers

15 julho 2019 0 Comentários

Com uma atmosfera dos anos 80, muitos neons e várias referências, a terceira temporada de Stranger Things te amarra em vários aspectos. Com uma narrativa baseada nos conceitos clássicos de ficção científica e terror (que até parece que fizeram uma fusão das mentes brilhantes de Steven Spielberg e Stephen King), a série mantém a mesma história e o pior pesadelo dessa jornada não vem do mundo invertido, vem da realidade, da puberdade e vida adulta.

É muito provável que você se sinta mais interessado em ver a forma como o elenco se desenvolveu do que com o grande perigo que novamente cerca a cidade de Hawkins. No quesito mundo invertido, faltou originalidade, apesar de cada vez vir com mais novidade de monstros e como eles “funcionam”, sabemos que no fim, eles conseguem derrotar “os bicho tudo”. Pelo gostinho dos pós créditos, na próxima temporada teremos um caos ainda maior, mas espero que não no mesmo sentido porque vai chegar uma hora que essa repetição vai cansar.

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