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Crítica: Black Mirror – 4ª Temporada (Sem Spoiler)

5 janeiro 2018 0 Comentários

Episódio 1 – USS Callister


Black Mirror sempre foi chamada de inovadora por conta de suas histórias, e com toda certeza não tem episódio que represente melhor essa temporada do que USS Callister. Imagine a possibilidade de estar dentro de sua série ou filme favorito e escrever sua própria história, não seria incrível? Robert Daley (Jesse Plemons) mostrou que isso pode ser algo incrível para a inovação da realidade virtual, mas muitas vezes perigoso.


Enquanto todos os jogadores esperam até o natal para uma nova atualização, ele cria uma versão beta e exclusiva onde reencena as cenas de sua série favorita. 


O mundo de Daley é totalmente diferente – isso sem dar qualquer tipo de spoiler – sendo até de certa forma meio bizarro e perturbador. Além disso, é interessante a forma que o diretor Toby Haynes utiliza a linguagem de televisão – sendo obviamente uma paródia a Star Trek – transformando seu protagonista, ou “mocinho”, em uma espécie de vilão, e passando o bastão para Nanette (Cristin Millioti). 

Recheados de efeitos visuais o primeiro episódio é um ótimo início para a quarta temporada ao apresentar uma trama com bons plots e que consegue intercalar sua crítica com boas doses de humor. USS Callister mostra como a tecnologia pode ser usada para diversão, mas que alguns não sabem brincar.

Episódio 2 – Arkangel
Todos os pais se preocupam com seus filhos, é fato. Sempre estão atentos com o que podem estar assistindo, com quem estão brincando e todas as coisas do tipo. Agora imagine uma tecnologia onde você vê em tempo real aquilo que ele está fazendo, enxergando o mundo na perspectiva de seu filho. Não seria um sonho? Às vezes segurança demais pode ser um grande problema e com toda certeza Arkangel nós faz enxergar muito bem isso.

Assim como outros episódios de Black Mirror, este é mais um em que vemos o implante mental sendo utilizado como o tema principal da trama, ou seja, seu fio condutor. Sabemos muito bem que tudo que é grátis e experimental fazem os olhos das pessoas brilharem, o que foi o caso de Marie (Rosemary DeWitt) que após perder sua filha em um parquinho vê a oportunidade de não deixar que isso ocorra novamente. 




Essa tecnologia possibilita uma vigilância maior sobre os filhos. Contudo, sabemos que nem tudo são dias de verão, e Charlie Brooker – roteirista e diretor – traz não só o questionamento ao direito de privacidade, como também, faz um alerta sobre este instinto super protetor que imputam filtros e camuflam o mundo real.


O que deveria ser uma tecnologia que ajudaria as mães, se transforma em um grande pesadelo, que mesmo desligado nunca é retirado, marcando os filhos como “chipados” pela sociedade, já que o governo não deu andamento ao programa.

Arkangel pode ser um episódio de pouca duração, tendo apenas 50 minutos, mas que  retrata  como a tecnologia pode ser, mesmo que eficiente, também perigosa. É um alerta que Jodie Foster – diretora – faz ao mostrar que a constante vigilância pode ser algo também prejudicial ao ser humano e ao seu desenvolvimento.  


Episódio 3 – Crocodile

Saindo um pouco da tecnologia, Crocodile deixa de lado um pouco os absurdos que as tecnologias podem causar, focando dessa vez nos absurdos humanos. Com Andrea Riseborough como protagonista, o episódio traça duas linhas narrativas totalmente diferentes. 

Na primeira linha temos Mia, que possui um passado complicado com seu ex-namorado e que hoje em dia luta para seguir em frente com sua nova família. Já na segunda, a analista interpretada por Kiran Sonia Sawar está apenas querendo realizar seu trabalho – investigar um pequeno acidente de uma vítima de atropelamento – usando uma nova tecnologia, o que acaba trazendo muitos fatos à tona.


Crocodile é um tenso jogo de gato e rato, presa e predador. Mesmo sendo um episódio envolvente e que prende a atenção do espectador – mérito do clima construído pelo diretor John Hillcoat – o grande problema é como as duas histórias são construídas e interligadas, deixando tudo meio confuso e não fazendo muito sentido.

O que salva são as questões levantadas, o elenco e a fotografia. Como mencionado anteriormente, a direção também não deixa a desejar, utilizando um jogo de câmeras que estimula a curiosidade do espectador. Com toda certeza Crocodile mostra como o humano pode ser bom e podre ao mesmo tempo.



Episódio 4 – Hang the DJ

É impossível assistir o episódio Hang the DJ e não associa-lo a San Junipero, da terceira temporada. Mesmo sendo um episódio que proporciona um certo alívio dos demais, ao transmitir uma mensagem positiva sobre relacionamentos, a história nos apresenta algo bem diferente.

Imagine o Tinder mais aperfeiçoado, como uma inteligência artificial, que possui a proposta de “juntar” duas pessoas. No entanto, para dar o match final você precisa encarar MUITOS relacionamentos. Será que isso vale a pena ?








O sistema pode fazer você ficar anos com uma pessoa, dias ou até mesmo apenas algumas horas, possibilitando o usuário descobrir se aquele é ou não seu par. Mas o sistema também traz algo muito diferente, já que só vemos as pessoas se relacionando e não fazendo mais nada em suas vidas.

Tendo bons protagonistas – que possuem uma ótima química por sinal – o episódio acerta ao mostrar que não existe relacionamento perfeito e que o amor não pode ser ditado por um aplicativo mas sim por nós mesmos.

O único problema de Hang the DJ é o fato dele ser um pouco longo e trazer uma reviravolta – mesmo que bacana – que pode não impressionar os fãs.



Episódio 5 – Metalhead


Metalhead já inícia com o pé na porta, nos apresentando três personagens fugindo de algo em um cenário totalmente deserto. Sendo filmado totalmente em preto e branco, jamais entendemos o contexto em que aquelas pessoas estão inseridas, mas entendemos de cara que a sobrevivência é o grande foco.

Os Metalheads – ou “cabeças de metal” – que dão nome ao quinto episódio da temporada, são totalmente impossíveis de se destruir. Funcionando como cães robôs que matam as pessoas, vemos a perseguição destes pela protagonista, querendo captura-lá a qualquer custo, o que acaba nos fazendo quase cair do sofá.

O episódio, na minha opinião, é o mais assustador da temporada, já que vivenciamos o que pode ser um grande apocalipse das máquinas, onde elas dominariam tudo tentando tornar extinta a existência humana.
O que nos deixa ainda mais nervosos com certeza é o fato de não sabermos como tudo ocorreu e nem os motivos, nos deixando no escuro em alguns momentos, nos deixando sem saber se nossos protagonistas são realmente os mocinhos ou não.


Com toda certeza vai dividir muitas opiniões, mas não podemos negar que sua construção – sem nenhum tipo de introdução e solução –  é totalmente GENIAL.


Episódio 6 – Black Museum
Muitos crimes são cometidos em apenas um ano, sendo que apenas 30% destes são dignos de fazerem parte de um Museu. O The Black Museum é um famoso museu de crimes da Scotland Yard, na Inglaterra, e serve como inspiração para grand finale da temporada, reunindo tudo que pode existir em Black Mirror: tecnologia, humor negro, horror e sarcasmo.

O horror e o humor andam de mãos dadas neste episódio, ao sermos introduzidos a uma jovem britânica, que após parar para abastecer seu carro, decide matar o tempo em um museu de crimes que fica na beira da estrada, onde acaba conhecendo o curador que demonstra um verdadeiro fascínio pelas histórias que existem por trás de todos aqueles objetos.

Black Museum aborda o absurdo da ciência médica, obviamente focando nas tecnologias mentais, que podem desgraçar muitos seres humanos se não forem usadas da forma correta.


O episódio é uma homenagem a vários episódios já apresentados em outras temporadas, trazendo easter eggs de San Junipero, White Bear, Playtest entre outros.

Black Museum mostra que realmente as histórias estão interligadas no mundo de Black Mirror, mostrando o universo rico criado por Charlie Brooker e Annabel JonesSendo o episódio que fecha a temporada – se você assistir em sequência – encerramos da melhor forma possível, deixando os fãs muito felizes e ansiosos para uma nova temporada.

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TOP 5: Motivos para assistir How To Get Away With Murder

28 dezembro 2017 7 Comentários

Desde seu lançamento, How To Get Away With Murder está na minha lista de séries para assistir. Mas se vocês são loucos por séries como eu, sabem como isso funciona né? Acompanhamos umas 30 séries e temos uma lista com mais 30 para assistir. Aí a Netflix libera uma nova, motivo suficiente para largarmos tudo de lado e iniciar uma que nem estava no esquema. Mas, finalmente comecei a assistir HTGAWM e não consegui parar até terminar todas as temporadas disponíveis na Netflix. E por gostar tanto assim, hoje eu trouxe para vocês 5 motivos para assistir a série. 

 1- Viola Davis

Se você ainda não conhece essa deusa, eu sinceramente não sei em que mundo você se encontra. Primeira negra a obter a “Tríplice coroa de atuação” (Oscar, Emmy e Tony), esse mulherão está dominando o mundo! E em HTGAWM ela dá vida a  Annalise Keating, uma advogada de defesa e professora de Direito. Annalise é uma mulher forte, que tem sérios problemas emocionais devido à situações que ocorreram em sua vida. A reação que ela provocará e você é a mesma que ela provoca nas pessoas que a cercam: amor e ódio. 

 2– Diversidade

Fora o fato de termos uma mulher negra como principal, – coisa que infelizmente a pouco tempo não era muito comum – HTGAWM traz personagens negros, latinos, gays, lésbicas, sem precisar forçar a barra ou estereotipar. Aqui esses personagens não estão ali somente para tapar buracos ou para a série se tornar aceita, eles são personagens fundamentais. Representatividade a gente vê por aqui.

 3- Plot Twist
Pensa em uma série que tem várias reviravoltas em um único episódio? A trama da série é basicamente essa: Annalise recruta cinco de seus melhores alunos para ajudá-la em seu escritório. No primeiro episódio da primeira temporada, vemos que seus alunos estão carregando um corpo. Daí partem várias indagações: Quem morreu? Quem matou? Porque matou? E isso, só vamos descobrindo no desenrolar da temporada que nos entrega vários flashbacks. Tudo aqui é muito intenso e rápido, quando você pensa que descobriu tudo, a série vira de cabeça pra baixo e te deixa com cara de bobo.

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 4– Casos

A cada episódio é desvendado um caso diferente, e o jeito que eles se desenrolam é envolvente. Tem cada reviravolta que acontece que é impossível você não soltar um berro de surpresa! E o melhor de tudo é ver Annalise no tribunal, que rainha! É impossível parar um episódio no meio.

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 5- Maratona garantida

Tem séries que nós realmente amamos, mas são um pouco cansativas e não dá pra fazer a famigerada maratona do fim de semana né? Com How To Get Away With Murder isso não acontece. Te digo que o difícil mesmo é você parar de assistir. Com uma ótima trama, atores, personagens, a série te envolve de tal forma que você se verá cancelando a balada pra continuar na companhia de Annalise Keating.

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Não perca mais tempo e se renda a essa maravilhosa série. Como mencionei, ela está disponível na Netflix o que pode ser mais um motivo para iniciar hoje mesmo. Mas, se quiser mais um motivo, saiba que ela é a melhor produção da rainha Shonda Rhimes e tudo que essa mulher coloca a mão é sucesso na certa!

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Once Upon a Time está vivíssima!

18 dezembro 2017 0 Comentários

Acho que eu não sou a única Oncer que ficou com medo de começar a assistir a sétima temporada, certo? Devido a mudança na história e aquela questão chata de ter saído parte do elenco ou terem sido demitidos e depois recontratados… E quando tivemos a divulgação do primeiro sneak peek, onde vimos Henry adulto (que deu um up na vida, não é mesmo?), percebemos que a história iria se repetir… E levando em conta que as últimas temporadas não foram nada empolgantes… Então sim, tínhamos todo o motivo para ter um certo medo de que a sétima temporada fosse um flop total. Mas se você, assim como eu, espera uma luz no fim do túnel e que alguém dê um sinal verde avisando que a série não está decepcionante, aqui está a aprovação que você esperava!
Diferente das outras temporadas que acompanhava semanalmente, dessa vez decidi esperar chegar quase no mid season (aquela primeira parte da temporada antes da pausa, com retorno em 2018) para poder fazer uma maratona. Se fosse para decepcionar, vamos decepcionar de uma vez só, sem sofrer picado! Acontece que logo nos primeiros episódios eu fiquei espantada e aliviada pelo “novo” rumo que a série tomou.

Sem dar spoilers, vou resumir essa primeira parte da sétima temporada: Henry agora está com 28 anos, a mesma idade da Emma, e acontece o mesmo que aconteceu com ela – ou também podemos dizer, o mesmo que acontece na história que Henry escreveu. Ele é um autor, que não fez muito sucesso e que está com bloqueio criativo e seu único livro publicado… adivinha qual o nome? Once Upon a Time. Ou seja, aconteceu mais uma maldição (que você vai descobrir quem a lançou lá pelo sexto ou sétimo episódio), e meus amigos… Vão ficar tão chocados quanto eu. Me senti até um pouco mal de estar odiando um personagem que não merecia.
Ainda sobre o Henry, tenho certeza que todos ficaram um pouco chocados com a escolha do novo ator para interpretá-lo. Como eu disse anteriormente, ele deu um UP na vida. Um dos meus medos era não conseguir assimilar os dois e isso era um ponto que realmente podia estragar a série, porque agora o peso do protagonismo está com ele. Mas esse foi mais um motivo que me deixou aliviada! Logo no primeiro episódio eles fazem um gancho entre o Henry mais novo e o Henry adulto, e a gente compra essa mudança. A atuação do Andrew J. West (Henry adulto) está fiel o personagem que a gente já conhecia. Ou seja, ele continua sendo o “nosso” Henry <3

Mas aí você pensa: “se a história se repete, vai ficar chato, porque já sabemos o que vai acontecer…”. Engano seu/nosso! O que posso adiantar é que quem lançou a maldição dessa vez, aprendeu com os erros da maldição anterior e fez com que tudo ficasse mais complicado. Além disso, os personagens que já conhecemos (Regina, Rumple, Gancho) agora tem novos nomes, novas identidades e não se lembram de nada do que aconteceu antes, assim como Henry. E claro, temos novos personagens que podem ter o mesmo nome de alguns que já apareceram, mas são de outro reino e tem outras histórias.

Nessa maldição, alguns personagens foram presos em um bairro conhecido de Seattle (diferente de Storybrooke que foi uma cidade inteira criada pela Regina), e a maioria tem uma vida bem complicada, mas eles não vivem um eterno looping igual a primeira temporada.
Depois de assistir até ao 9º episódio nunca me senti tão feliz e aliviada, acho que finalmente a série encontrou um novo caminho (que estava precisando né?), e mesmo que seja um quase reboot do que já aconteceu, eles não perderam a essência e conseguiram adicionar mais mistérios que nos deixam ansiosos por mais episódios.

Sentiremos falta dos antigos personagens? Claro que sentiremos! Mas sabemos que alguns deles não sumiram por completo. Eles ainda estão em Storybrooke sem saber o que aconteceu com os outros. Mas vamos combinar que o novo elenco também é muito bom e tem ótimos atores. Alguns que vocês vão amar – como a Alice e a Princesa Tiana, e outros que vocês vão sentir raiva, mas vão aplaudir de pé pela atuação.
Então é isso tripulação, se você ainda não começou a assistir a sétima temporada por medo, vai na fé que nossa Once Upon a Time está vivíssima! Agora se você já está acompanhando, deixa aqui nos comentários o que você está achando dessa mudança!

Câmbio, desligo.
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TOP 5: Motivos para você conferir Mindhunter

28 outubro 2017 0 Comentários

A
gente não podia deixar de falar de Mindhunter, série baseada no livro com nome homônimo
e que está entrando na mente de quem a assiste.

Hoje
vou listar 5 motivos para fazer com que você dê uma chance à série, vamos lá:

1
– David Fincher

Começamos
chutando a porta! Tem David Fincher que é produtor executivo da série e ainda
dirige 4 episódios. Você já o conhece, mas para os desavisados, ele é diretor
de Garota Exemplar, A Rede Social, Zodíaco, Clube da Luta, Seven, entre outros inúmeros
filmes, sem contar que é produtor de House of Cards. Com um currículo invejável
desses, você não precisaria de mais motivos para ir conferir Mindhunter agora,
não?

2
– Serial Killer

A
série trata os estudos dos assassinos em série, os chamados ‘Serial Killers’.
Os agentes do FBI vão interagir com criminosos e tentar entender o porquê das
ações deles. Uma verdadeira viagem à mente do assassino. Mas não se preocupe,
nada muito complicado de se entender.

3
– Tem na Netflix

Outro
ponto primordial, tem todos os 10 episódios na Netflix. Então, você só tem que
se preocupar em abrir o aplicativo e dar play! Fácil você maratonar Mindhunter
e caso precise ir ao banheiro, só apertar o pause. Rs.

4
– Construção dos Personagens

Os
personagens são bem construídos, desde os agentes do FBI, até os assassinos.
Cada um tem seu ‘quê’ de problemas e individualidades, alguns com poucos
minutos de tela contam muito só com a postura e trejeitos. Gostei muito do
desenvolvimento deles, principalmente do agente Holden Ford.

O
que me leva a perguntar, o quão fiel a série é ao real agente do FBI, que nos
anos 70 estudou os criminosos. Sim, para quem não sabe existiu um agente especial do
FBI, o John Douglas, que o tornou-se uma figura lendária. Em uma época em que a
expressão serial killer, assassino em série, nem existia, Douglas foi um
oficial exemplar na aplicação da lei e na perseguição aos mais conhecidos e
sádicos homicidas de nosso tempo.

5
– Produção e Elenco

Como
se passa nos 70, a série tem que se adaptar ao seu tempo, dentre várias coisas
boas que vimos, uma delas foi a evolução do gravador de áudio que no começo da série é um ‘trambolho’
grande e difícil de transportar e no final já é bem mais ‘high-tech’.

E
o elenco está formidável. Jonathan Groff (Holden Ford) e Holt McCallany (Bill
Tench) formam uma dupla de agentes do FBI com uma dinâmica crível e
interessante, fazendo o paralelo do novo com o velho, mas ambos em busca de se
adaptar às novas demandas do trabalho. 

Temos também a Anna Torv como a
psicóloga Wendy Carr, que chega para ajudar a dupla do FBI, mas para também
adicionar outra perspectiva aos estudos. No entanto, para mim quem mais se destaca na
série é o assassino Ed Kemper, interpretado pelo ator Cameron Britton, trazendo
um personagem falante e bem-educado que estuprou e matou várias mulheres. Um personagem em que
ao mesmo em que você se interessa, também tem medo dele.

PS:
A ideia do Fincher é de fazer 5 temporadas, e a série já está renovada para a
segunda. Ele falou, em entrevista à Billboard, que “No próximo
ano, investigaremos o assassinato de crianças de Atlanta, então teremos muito
mais músicas afro-americanas. A música evoluirá. É pensada para apoiar o que
está acontecendo com o seriado, e o programa evoluirá radicalmente entre as
temporadas.”
O
caso ao que se refere foi uma série de assassinatos ocorridos na cidade de
Atlanta, na Géorgia, entre os anos de 1979 e 1981. Esse período contou com 28
vítimas afro-americanas, sendo a maioria crianças, mas também incluindo
adolescentes e adultos.

Depois desses 5 super motivos e ainda mais a expectativa para a segunda temporada, você deveria estar abrindo a Netflix para maratonar Mindhunter agora! Ah, e depois nos conte o que achou.
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It’s gonna be legen… wait for it… dary!!!

12 outubro 2017 6 Comentários
Série
é aquilo, você não escolhe de qual gostar, apenas acontece. How I Met Your Mother (HIMYM) foi assim
comigo, chamei para sair e para conhece-la melhor e me apaixonei!

Muitos
vão dizer que é cópia de Friends, onde temos vários amigos morando na mesma
cidade, se encontrando sempre em um local para conversar e beber. Além dos personagens
namorando entre si, etc.

Mas eu quero dizer que uma
série não anula a outra. Até porque, antes de Friends, tivemos Seinfeld, que também
segue a mesma linha. Elas se completam e sempre têm seu público próprio, que em algumas vezes chegam até
se misturar.

Sou
muito fã de Friends também e cada uma tem suas qualidades. Prefiro mais HIMYM,
acho que pelo fato de ser mais atual e eu ter acompanhado enquanto os episódios ainda eram lançados.

A série que conta a história de como Ted Mosby (Josh Radnor) conheceu sua esposa, mas que na verdade segue cinco amigos na cidade de Nova Iorque por várias situações engraçadas. Durou nove temporadas, que foram distribuídas entre setembro de 2005 e março de 2014.

How
I Met Your Mother
começou a ser exibida no Brasil pelo canal Fox Life em janeiro de 2006, e deixou de ser exibida em maio de 2010. Na Band, começou a ser
transmitida em janeiro de 2014, em horário nobre, e passou a ser exibida nas
madrugadas, pelo mesmo canal, a partir de fevereiro de 2015. Além disso, é exibida pelo
canal Sony, desde 2014.

O
título da série ‘How i met your mother’, traduzindo para um bom português seria  algo parecido com “Como
eu conheci sua mãe”, e é o próprio personagem Ted Mosby contando, em 2030, para seus filhos, a história de como conheceu a mãe deles. Mas ele volta muitos anos antes,
pois segundo ele, é preciso contar a odisseia até o tal momento.

Filhos do Ted Mosby

que entra a história dos cinco amigos, que além do Ted, temos o melhor amigo dele
desde a faculdade e que divide um apartamento com ele, Marshall Eriksen (Jason
Segel). A namorada do Marshall, e também amiga de Ted, Lily Aldrin (Alyson
Hannigan). O cara que nunca tira o seu terno, Barney Stinson (Neil Patrick
Harris). E a repórter canadense e não menos importante, Robin Scherbatsky
(Cobie Smulders).

O
piloto da série conta como Ted conheceu a Robin e subitamente se apaixonou por
ela e na mesma noite conseguiu estragar um potencial relacionamento amoroso, mas
ganhou uma amiga para a vida.

O
legal da série são as piadas internas, coisas que ultrapassam as temporadas. Algo
que acontece na primeira temporada, é resgatado algumas temporadas depois. Um exemplo
é o ‘slap bet’, onde fazem uma aposta e quem perder deve levar um tapa. Isso
sempre volta para atormentar a figura do Barney. Rs.

Ted
Mosby
é um arquiteto que procura por um amor para se casar e ter filhos, e até
que encontre vai conhecer várias pretendentes, algumas interessantes, outras
nem tanto. Podemos destacar a Robin, a Victoria (Ashley Williams) e a Zoey
(Jennifer Morrison – House MD e Once Upon a Time) e a Stella (Sarah Chalke).

Marshall
Eriksen
se muda para Nova Iorque, após se formar em Direito, para estudar para o
BAR (a Ordem dos Advogados dos EUA) e desde a faculdade namora a Lily. Marshall
sonha em ser advogado para trabalhar numa firma para salvar o ambiente, mas acaba
por trabalhar no setor corporativo, na mesma empresa que Barney, para ganhar
algum dinheiro para ele e para a Lily. É um cara que coloca a família acima de
tudo.

Lily
Aldrin
 conheceu Ted e Marshall na faculdade, e começou a namorar com este e
acabou sendo amiga do Ted também. Apesar de ter seu próprio lugar na cidade,
vive mais no apartamento dos amigos. Professora do fundamental, é uma pintora
que ainda tenta fazer sucesso.

Robin
Scherbatsky
foi para Nova Iorque para tentar a sorte como repórter, conheceu
Ted em um bar e depois se torna amiga dos demais. Focada na carreira dela, não
pensa em casar e não quer ter filhos, o que acaba por criando conflitos e
situações engraçadas durante a série. Criada como filho homem pelo pai, acaba tendo
posicionamentos diversos dos amigos. E pelo fato de ser Canadense, é zoada pelos amigos. Seria algo como ser Português aqui no Brasil.

Por
último, para mim o melhor personagem da série, o Barney Stinson. É o ‘pegador’
da série, não quer nada sério, só curtir. Vive o lema ‘suit up’, sempre vestido
de terno e gravata e para vê-lo sem é praticamente impossível durante todas as nove temporadas. É o que a gente ver ter um maior crescimento como pessoa, como durante o
decorrer dos episódios vai se transformando. E após esse tempo todo ninguém
descobriu o que ele faz no trabalho (uma pergunta que todos os amigos dele o
fazem e ele se esquiva sempre). Rs.

Barney
deixou como legado várias frases marcantes como “it’s gonna be legen… wait
for it… dary
”, “suit up”, “challenge accepted”, “A única razão para esperar
um mês por sexo é se ela tiver 17 anos e 11 meses”.

Ainda
sobre Barney Stinson temos os esquemas dele para poder pegar mulheres, cada um
mais elaborado do que o outro. Criou até um livro para catalogar e guardar
todos, chamado de ‘The Playbook’, o qual vemos muito na série. Confira algumas
das cantadas usada por ele para conquistar mulheres:

  • O
    Ted Mosby (página 52): Vestido como Ted, Barney diz que foi deixado no altar.
  • O
    Lorenzo Von Matterhorn (página 78): Barney cria vários sites falsos que o fazem
    parecer uma pessoa extremamente famosa e nobre, chamada Lorenzo Von Matterhorn,
    e depois engana uma garota para ver os sites e se interessar por ele.
  • O
    SNASA (página 3): Barney vai até uma garota e afirma que ele trabalha para uma
    agência governamental secreta chamada “SNASA”, ou “Secret
    NASA”, e afirma ter sido o nome idêntico “SMoon”.
  • The
    Cheap Trick (página 86): Barney afirma que ele é o baixista de uma banda de
    rock com o nome irônico de “Cheap Trick” (uma banda da vida real).

O
elenco não ficou parado após o término da série. Podemos acompanhar o Josh na
nova série ‘The Good Doctor’. Os atores Cobie e Neil Patrick em séries da
Netflix, ela em ‘Friends From College’, e o Neil em ‘Desventuras em Série’.


a Alyson, que vimos nos filmes ‘American Pie’ e na série ‘Buffy – A Caça Vampiros’,
não vem fazendo muita coisa desde então, mas podemos vê-la no filme ‘Do You
Take This Man
’. E Jason que é visto em vários filmes de comédia como o ‘Professora
sem classe
’, participou de um filme da Netflix intitulado de ‘The Discovery’.

Desde
2014 existe um desejo da CBS de criar um spin-off de HIMYM, chegaram até a
filmar um piloto, mas o projeto morreu. Então, no ano passado, o canal anunciou
que roteiristas de ‘This is Us‘ iriam retomar a ideia. E aí tudo foi deixado de
lado de novo. Mas agora vai rolar mesmo!

Dana
Walden, uma das chefonas da Fox, anunciou que a série derivada vai ser
reformulada desde o conceito com uma nova equipe criativa. Detalhes não foram
divulgados.


Não
sei o que achar, espero que seja boa, pois está difícil encontrar séries de
comédias interessante hoje em dia. E você, o que acha?

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Yu Yu Hakusho

6 outubro 2017 0 Comentários
O
corre corre da cidade grande / Tanta gente passa, estou só! / O vento sopra
pelo campo e traz / Uma lembrança sua, estou só

nem sei dizer / Qual destes lugares me dói mais / Mas sei me decidir porque
cresci / Sou forte, estou pronto a lutar!
Eu
fico louco / E a energia e o poder vão crescer! / E bate, de repente, um desejo
ardente / Em romper limites e sonhar! / Eu fico louco / mas um sorriso me faz
entender, saber porque / Alguém esquece a dor e encontra, no amor / A força pra
poder dizer / Arigato gozaimasu!

Ah
que música! Quando começava a tocar eu já sabia que teríamos um anime de
qualidade.

Yu
Yu Hakusho é uma série de mangá shonen, escrita e ilustrada
por Yoshihiro Togashi, publicada entre dezembro de 1990 e julho de 1994. Já
o anime foi transmitido entre outubro de 1992 e dezembro de 1994, contando com um total de 112 episódios!

Aqui no
Brasil, a animação estreou em 17 de março de 1997, pela saudosa Rede Manchete, e permaneceu
na programação do canal até sua extinção. Quase cinco anos após sua estreia no
Japão, o Brasil foi o primeiro país no Ocidente a exibir o anime de Yu Yu Hakusho. Em 2004, tivemos mais uma vez os personagens na TV, quando passou a ser transmitido pelo Cartoon Network, através do extinto bloco
Toonami.

A
história segue a trajetória de morte e vida de Yusuke Urameshi, um garoto delinquente, que morre ao ser atropelado por um carro quando tentava salvar um garoto da
morte. Seu fantasma é recebido por Botan, que se apresenta como a navegante do
rio Sanzu, que transporta as almas para o submundo ou Mundo Espiritual, onde
elas podem ser julgadas pela vida após a morte.

Yusuke
é informado que seu ato pegou até mesmo o submundo de surpresa, já que a ‘hora’
dele ainda não havia chegado e que ainda não havia um lugar feito para ele seja
no céu ou inferno. Assim é oferecido à Yusuke uma chance de retornar à vida
mediante uma série de testes e é rapidamente aceita por ele.

Depois
de voltar à vida, Koenma, filho do governante do submundo Enma, concede à
Yusuke o título de “Detetive Sobrenatural”, encarregando-o de
investigar atividades sobrenaturais dentro do mundo humano. Em seu primeiro
caso, Yusuke deve recuperar três tesouros que foram roubados do submundo por
três demônios: Hiei, Kurama e Gouki.

Yusuke
recolhe os três tesouros com a ajuda de sua nova técnica, o “Reigun”,
um tiro de aura ou Reiki (Energia espiritual), disparado mentalmente através de
seu dedo indicador.

Leigan
Em
seguida, ele viaja para as montanhas em busca da velha mestra de artes marciais
Genkai, a qual organiza um torneio para encontrar seu sucessor, e juntamente
com o seu rival Kuwabara, Yusuke participada da competição como uma cobertura
para procurar Lando, um demônio que rouba as técnicas dos mestres de artes
marciais e mata-os.

Ao
longo do anime, Yusuke vai ganhando mais controle sobre sua aura e adquirindo
poderes mais fortes, na medida em que vai encontrando rivais e inimigos mais formidáveis.

Além
da música de abertura que é excelente, as lutas do anime são cada uma mais memoráveis
que a outra, sem contar com a criatividade em que o criador do mangá teve para
montá-las, e que tiveram um desvelo ao transpor para o anime.

Como
todo anime shonen, há uma equipe formada por Yusuke e seus amigos Kuwabara,
Kurama e Hiei. Cada um tem seu background bem desenvolvido e as interações
entre eles 
são sempre divertidas.

Não
dá para esquecer dos já citados Botan, Koenma e a própria Keiko (interesse amoroso), que sempre estão participando,
quase sempre repreendendo o Yusuke, rs.

Yu
Yu Hakusho é um daqueles animes que você tem que assistir antes de morrer,
considerado um dos melhores já produzidos. Eu concordo muito com isso e sempre
que posso, assisto novamente.



assistiu? Ainda não? Então corra para encontrar alguma maneira de ver. Infelizmente não
tem nem na Netflix, nem no Crunchyroll.